sábado, abril 28, 2007

BLOG DA SEMANA 17 - 28 de abril de 2007

Teríamos muitos assuntos a tratar nesta semana o que poderá justificar um Blog no início da semana que vem, quando tratarei da entrevista do Prof Carioca a propósito do Biodiesel e do artigo do prof. Jeffrey D. Sachs, Diretor do Instituto Terra e grande entusiasta do programa de “Metas de Desenvolvimento do Milênio”, patrocinado pela ONU que termina dizendo: “E´ a hora de os países ricos pararem de passar sermões nos pobres, atendo-se às suas próprias palavras. E os cidadãos do G-8 precisam obrigar os seus países a prestarem contas de algo que prometeram, mas não cumpriram.”
Vamos nos deter hoje no feito da TOYOTA que assume a posição de maior produtor mundial de veículos automores, superando a General Motors, que até agora vinha sendo a maior montadora de automóveis em escala global. A TOYOTA é bem mais jovem do que a GM pois data de 1937 enquanto a GM vem do século XIX (fundada em 1908 pelo empreendedor William Durant), tendo sido uma das precursoras da era do automóvel. E a TOYOTA ganhou a preeminência sem abrir mão da qualidade nos seus produtos, preocupação marcante das lideranças da empresa, desde o seu fundador Kiichiro TOYODA e que permeou em toda a hierarquia atingindo o seu operário menos graduado. Eu sempre disse que para se ter um bom negócio é preciso conhecer o produto profundamente e o mercado. A trajetória da TOYOTA nos ensinará muito mais, embora os dois elementos que destaquei neste tópico influam grandemente. Mas a TOYOTA alcança essa culminância adotando outros e novos conceitos industriais, bem como de gestão e de vendas.
Exemplo oposto ao da TOYOTA teríamos não só na GM dos dias atuais e na FORD, mas também no McDonald que acaba de vender as suas operações na América Latina, embora continue a saber fazer muito bem o seu cardápio de “fast food” e a saber localizar os seus pontos de venda e o seu mercado – o que mudou no caso desta empresa foi o seu enfoque pois, tendo ela se tornado proprietária da maior parte dos imóveis onde instala os seus serviços, passou a demandar dos seus franqueados remuneração incompatível com o negócio que oferece, incluindo o valor da locação e o dos seus produtos para a confecção dos produtos acabados cuja compra os franqueados têm de fazer e por preços por ela impostos. E´ um exemplo que deve se ter em mente para mostrar o que ocorre quando o enfoque muda e se procura obter remuneração sobre o capital em condições que o negócio não suporta pagar.
Já a evolução da TOYOTA tem sido inteiramente diferente, o que se depreende pelo que se lê sôbre a empresa, mas eu mesmo posso atestar por minha experiência pessoal com a TOYOTA é realmente diferente.
Há cerca de 1 ano tive o meu carro destruído em acidente de trânsito e fui comprar um outro, em tudo igual ao que fora destruído – um Corolla Fielder; cinco ou seis mêses depois da aquisição telefona uma pesquisadora contratada pela TOYOTA para saber se eu estava satisfeito com o meu carro e se tinha alguma observação a fazer. Elogiei o carro inteiro pois de fato o desempenho dele me agrada mas, com a insistência da môça para que eu dissesse alguma coisa mais, eu comentei que quando eu subia na rampa da minha garage com 4 pessoas no veículo, uma peça que eu não localizara qual fôsse batia no piso. Olhem recebi mais de 5 telefonemas depois disso do pessoal da TOYOTA insistindo comigo para que eu desse maiores informações; afinal se satisfizeram quando eu disse que quando da Revisão eu pediria ao pessoal da concessionária que examinasse o problema e os informasse depois. E isso foi um comentário meu, não uma reclamação. Êsse caro nunca apresentou qualçquer problema: veio completamente fabricado da montadora e não como muitas outras que encarregam os concessionários de terminarem a produção...
A atenção que a TOYOTA dispensa aos pormenores do desenvolvimento e montagem dos seus veículos, os ajustes graduais que introduz nos modelos que permanecem anos seguidos sem substituição, como foi o caso do jipe Toyota Bandeirante, aqui no Brasil, a preocupação dela em adaptar o veículo ao mercado que objetiva servir, tudo isto constitui característica própria desta marca.
Anos atrás eu comprei uma perua longa Toyota Bandeirante e mandei instalar nela um equipamento de ar condicionado por uma empresa de S.Paulo. Quando recebi o carro levei na fábrica TOYOTA para mostrar a eles e incentiva-los a lançarem o modelo com ar condicionado de fábrica; me pediram o carro emprestado e, como pude observar, tiraram dezenas de fotos da montagem do equipamento antes de me devolverem o veículo com numerosas mesuras de agradecimento. Eu costumava levar na troça o pessoal da TOYOTA com os quais eu me relacionava porque as mudanças que introduziram nesse modelo Bandeirante durante anos seguidos eram mínimas, mudança de rolamentos das pontas dos eixos dianteiros (por sugestão nossa, e talvez também de outros), substituição do sistema de chave de contato, troca das dobradiças das portas e assim por diante, introdução de novas cores de pintura externa, etc., mas a cada uma dessas pequenas alterações a chefia de vendas me informava com grande formalidade e seriedade, como se tivesse sido uma grande alteração.
O sistema TOYOTA de produção foi primeiramente introduzido por TAIICHI OHNO que foi evoluindo e veio a cristalizar-se em alguns conceitos simples e eficientes: 1) recebimento dos componentes dos fornecedores, justo a tempo da necessidade da produção (“just-in-time”); 2) trabalho conjunto com os fornecedores dos componentes desde o início do desenvolvimento de um novo modelo de veículo ou da tentativa de melhoria do sistema existente no mesmo; 3) determinação de toda a fábrica, desde a Direção até o operário menos qualificado, visando a melhoria contínua do veículo, do sistema produtivo ou de ambos (“kaizen”); 4) determinação de todos de desenvolverem todo esfôrço para evitarem erros (pokayoke) e 5) sessões de debates entre engenheiros do chão da fábrica, projetistas, profissionais de marketing, e fornecedores de componentes quanto a um novo projeto, em todos os seus pormenores, ou a introdução de um novo sistema de componente (obeya).
Na minha primeira viagem ao Japão, em 1978 (atentem para a distância do ano!) fui visitar a TOYOTA. Na estação de Nagoya para onde fui, com minha mulher, a bordo do trem bala, fui recebido por funcionário da empresa que nos transportou em um automóvel do modelo mais sofisticado que então ela fabricava (a fábrica no Brasil havia anunciado a minha ida). Observem que nós éramos pequenos revendedores da marca no pequeno mercado do Piau, embora dos mais antigos. Ao chegarmos na sede, fomos acolhidos por um dos seus Vice-Presidentes de Operações Internacionais, que fez um ligeiro discurso formal, pequeno e acolhedor, e deu a cada um de nós uma pequena lembrança. Percorremos durante o dia, duas ou três das industrias da TOYOTA na área; a primeira era uma fábrica de motores. Toda automatizada dispondo aqui e ali de postos de observação onde 3 a 5 operários estavam observando num painel com números que dava conta se tudo corria normalmente em cada setor supervisionado por eles – qualquer anomalia um dos quadrados com numeros se acenderia e um dos operários saía do posto para ir ver o que estava ocorrendo naquela locação correspondente ao numero que se acendera. Foi-nos explicado que naquela fábrica eram produzidos vários tipos de motores simultaneamente. Em outra fábrica, visitamos a linha de montagem onde vários modelos de veículos, alguns com direção à direita (para países obedecendo o sistema britânico de trânsito), outros com direção à esquerda, de várias cores, iam andando levados por uma corrente ao nível do piso, enquanto os componentes vinham chegando por sistema aéreo de transporte, trazendo para cada modelo o componente certo, na cor, tempo e momento exatos para os operários os instalarem no veículo. Ambiente de pouco ruído e com música ambiente. Observei que alguns jovens tinham uma fita amarrada no braço e perguntei o motivo: eram estudantes estagiando na produção. Observei também que cada operário tinha que andar pelo menos 5 metros fazendo no percurso tarefas diferentes e voltando, com pequena corrida, para a posição inicial; perguntei a razão daquilo ao que me informaram que cada montador tinha tarefas diferentes a fazer em espaço estendido e tempo limitado, o que quebrava a monotonia do seu dia e do trabalho.
Em uma recente entrevista do atual executivo-chefe da TOYOTA, sr. Katsuaki Watanabe, ele alertou a empresa contra o sintoma mais assustador que pode vir a proliferar na companhia, agora que ostenta essa nova posição de maior produtora de veículos em escala mundial, será a complacência com ela própria, por ser a maior do mercado e com isto tornar-se arrogante – deste caminho é que precisamos ter medo, concluiu o sr. Watanabe.
A nossa empresa Casa Marc Jacob S.A. foi nomeada concessionária da então Mercedes-Benz do Brasil, S.A. (atualmente denominada DaimlerChrysler do Brasil) em abril de 1957; poucos mêses depois obtínhamos a concessão da TOYOTA que se instalava no Brasil para utilizar, inicialmente, um motor da Mercedes-Benz que, por isto, recomendava à TOYOTA e aos seus concessionários a outorga e aceitação dessa revenda adicional. Quando em 1997, acossados por uma injusta e infundada decisão da Daimlerchrysler de cancelar uma de nossas revendas da marca – continuamos até hoje com a outra pois tínhamos até então duas concessões – fomos à TOYOTA consultar se ela concordaria que nós vendêssemos a “bandeira" da concessão de Teresina que tínhamos dela. Ela nos respondeu prontamente que compreendia “in totum” a nossa situação e conosco se solidarizava, antecipando-me que qualquer que fosse a minha decisão, estavam antecipadamente de acordo. Nos momentos difíceis que se tem de vivenciar, vocês podem bem compreender o que significa essa partilha. Anos depois a TOYOTA resolveria suspender a produção do TOYOTA Bandeirante, modelo a que se restringia a nossa concessão dela para a cidade de Floriano (também no Piauí). A montadora enviou para nós com a comunicação da sua decisão a carta em que comunicava ter de cancelar a nossa revenda, anexando os cálculos do que segundo a Lei e a sua assessoria jurídica seriam os nossos direitos. Respondemos que encontramos corretos os cálculos mas que julgávamos insuficientes os valores encontrados. Ela pediu uma relação do nosso estoque e após recebe-la disse-nos que não poderia fazer muito, embora fosse de seu desejo mas propunha indenizar o estoque como de preceito mas não recebe-lo de volta, o que representava mais de 80% da indenização proposta de início. Não julgávamos poder pleitear para Floriano uma concessão da linha de automóveis que a TOYOTA já lançara.
Pelo que a TOYOTA é como empresa nesse mundo globalizado e pelo padrão de conduta dela para conosco, desejamos render a ela a nossa homenagem e aplaudir a posição de maior fabricante mundial de veículos.
Temos no nosso relacionamento dois padrões de conduta de duas grandes montadoras e estamos seguros de que os da TOYOTA são mais consistentes e levam a posições duradouras.
UMA PIADA PARA DESCONTRAIR GERAL – conta a estória que dois brasileiros morreram e foram para o céu. Em chegando o porteiro perguntou para qual ambiente eles queriam ir: tinha o ambiente dos Estados Unidos, da França, do Brasil, Portugal, etc. Eles quiseram ver os Estados Unidos e acharam bom o ambiente: tudo sofisticado e automatizado, limpo, organizado. Voltaram ao porteiro dizendo que queriam ir para o espaço dos Estados Unidos. O porteiro disse então que estava certo mas que estando lá teriam que comer duas latas de m.... por dia. Os dois brasileiros quiseram então ir ver o Brasil. Em chegando lá tudo era festa, todo o mundo rindo, alegres, descontraídos; voltaram ao porteiro e disseram então que queriam ir para o espaço Brasil. O porteiro então informou que lá teriam que comer 3 latas de m.... por dia. Os dois estranharam que com tal punição nojenta, os brasileiros estivesse tão alegres, e pediram para voltar lá antes de uma decisão final e ao primeiro que encontraram ao voltarem ao espaço Brasil, perguntaram o porque daquela alegria com aquela punição tão repulsiva, ao que o brasileiro perguntado respondeu: e você não sabe como é com o Brasil?! Um dia falta m.... outro dia falta lata...

sexta-feira, abril 20, 2007

2o. BLOG DA SEMANA 16 - 20 de abril de 2007

O que é isso ! – sob essa rubrica em um dos meus correios de ontem deixei de indicar que transcrevia noticia inserida na publicação “MIGALHAS” de circulação diária para os leitores do meio jurídico, pelo que lhes peço desculpas.
ELIANA CARDOSO – no jornal Valor da edição de ontem a Professora Eliana Cardoso tece inúmeras considerações fundamentadas e judiciosas que tomo a liberdade de transcreve-las. Eis o artigo da Profa. Eliana para a nossa meditação, sem esquecermos que no final das discussões sobre a reforma fiscal teremos que decidir como ficam as isenções concedidas que tanta distorção provocam atualmente ao sabor da guerra fiscal dos Estados:

"Disse Cervantes que "o melhor molho do mundo é a fome". E a crise é o azeite das reformas. A primeira parte do que acabo de reproduzir é verdade. A segunda, nem sempre. Os chineses, por exemplo, completam uma reforma atrás da outra sem precisar de crises, pois aproveitam o sucesso de uma como aperitivo para a seguinte. No reino do meio, comer e reformar é questão de começar.
A China fez duas reformas tributárias importantes nos últimos 15 anos. Ainda na década de 1990, introduziu um IVA no lugar de uma velha espécie de "tax farming", pela qual cada região entregava ao poder central um valor predeterminado. E, no mês passado, unificou o imposto de renda sobre todos os tipos de empresa, domésticas ou estrangeiras, pequenas ou grandes.
No final de 2006, 594 mil firmas com participação de capital externo pagaram US$ 795 bilhões de impostos (que representavam 21% da receita tributária do país). Até então, gozavam de um regime preferencial, porque a alíquota sobre seus lucros era 15%, mas 33% para as firmas domésticas. As alíquotas foram unificadas em 25%. O governo chinês calcula que a nova alíquota é adequada, porque menor do que 28,6%, média das alíquotas de imposto de renda para a pessoa jurídica em 159 países.
Reforma tributária - na China como em qualquer outro lugar - passa por cima de interesses. É por isso que, embora em discussão desde 2004, a última reforma só foi aprovada em março de 2007. No Brasil, Bernard Appy, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, anunciou que, até agosto, o governo enviará ao Congresso um projeto de reforma tributária simplificadora. Já era tempo.
As principais distorções do sistema brasileiro estão relacionadas aos tributos indiretos sobre bens e serviços. Incidências cumulativas convivem com uma multiplicidade de legislações, competências tributárias, alíquotas e bases de cálculo. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, existem 62 tributos no Brasil e 3.200 normas tributárias - incluindo leis, medidas provisórias, decretos, portarias e instruções.
Aos municípios, cabe o ISS. Aqui, Paulo Avarte e Enlinson Mattos, da FGV de São Paulo, advertem que menos de 3% dos municípios brasileiros são eficientes na cobrança de impostos (95 municípios numa amostra de 3.359). Como a maioria dos municípios sobrevive à custa de transferências, uma reforma poderia distribuir o peso da carga tributária de forma mais justa.
Aos Estados, cabe o ICMS, com grave distorção advinda do sistema misto para partilha do imposto. Ao mesmo tempo, a guerra fiscal onera o conjunto dos Estados, sem custo para aquele que concede o benefício. Além disso, é difícil desonerar as exportações, porque o Estado do exportador reluta em aproveitar os créditos (sobre insumos) acumulados em outros entes da federação. A desoneração dos investimentos também se complica, porque o Estado que recebe os investimentos arca com o ônus do ICMS pago a outros.
À União cabem PIS, Cofins, IPI e Cide-combustíveis. Regimes cumulativos e não-cumulativos se sobrepõem, com prejuízo da neutralidade e da eficiência. O custo alto de cumprimento das obrigações tributárias estimula a sonegação e a elisão fiscal.
A complexidade tributária entrava o crescimento. O Ministério da Fazenda sabe disso. A prova é que colocou na mesa uma receita para substituir todos os tributos sobre bens e serviços por dois impostos uniformes sobre o valor adicionado: um estadual e um federal. Os Estados teriam autonomia na fixação de alíquotas segundo parâmetros definidos nacionalmente. Nas operações interestaduais, o imposto seria cobrado no Estado de origem, mas apropriado pelo Estado de destino.
Se der certo, o novo sistema poderá simplificar e diminuir os custos das obrigações tributárias. E assim reduzir a informalidade e ampliar a base de contribuintes; desonerar investimentos produtivos e eliminar as distorções do comércio exterior.
A oportunidade de levar a reforma à frente aumentou com a nota fiscal eletrônica e os cadastros sincronizados. A nova base de dados cria condições para calibrar as alíquotas e estimar com precisão o impacto das mudanças para cada ente federado. Ao eliminar brechas para sonegação e pôr fim à guerra fiscal, o novo regime abriria espaço para a redução de alíquotas.
O otimismo do Ministério da Fazenda merece uma ressalva. Considere-se o argumento de que uma reforma tributária abrangente é um jogo em que todos ganham. Com certeza, mais eficiência permitiria mais crescimento. E, pelo menos em teoria, seria possível construir um sistema de compensação entre perdedores e ganhadores. A compensação entre entes da federação seria possível. Mas um sistema de compensação entre setores não faria sentido, quando o objetivo é a uniformização de alíquotas. Portanto, alguns interesses se verão prejudicados e tentarão impedir a reforma.
Panela em que muitos mexem, sai crua ou queimada. Ao anunciar renúncias fiscais para empréstimos bancários ou para setores que sofrem perdas com a apreciação do real, o ministro da Fazenda vai na contramão da reforma proposta por seu secretário. Não parece uma boa idéia criar interesses que se oporão à simplificação tributária. Não tentes o faminto, dando-lhe pão a cortar.
Governar é uma batalha permanente contra o caos - uma feijoada onde aos egos inflados dos poderosos se misturam interesses, demandas, choques externos e negociatas. O reformador precisa ter um tanto do político (para encontrar pontes em que a sociedade avance sobre terreno esburacado e dividido) e outro tanto da disposição de D. Quixote (para lutar contra os moinhos da realidade). Mas estará condenado a quixotesco fracasso se enxergar damas elegantes e recatadas no lugar de prostitutas debochadas e vulgares. Eliana Cardoso é economista e escreve às quintas-feira.

terça-feira, abril 17, 2007

BLOG DA SEMANA 16 - de 17 de abril de 2007

Meus amigos leitores, tenho pensado muiiito em suspender a postagem dos meus BLOGS porque o numero dos meus leitores não vem aumentando como seria do meu agrado para evidenciar o seu interesse pela leitura regular dos meus comentários. Iniciei recheando mais os meus blogs de notícias semitécnicas com informações interessantes ligadas à extensão da qualidade de vida de cada um de nós, aproveitando da minha própria experiência e dos conhecimentos que adquiri em minhas longas viagens pelo interior do nordeste e da Amazônia. Uma experiência rica que poucos tiveram e que me alegra ter tido.
Depois concentrei fogo na crítica política que não sei até que ponto é útil em um país anestesiado que a nada reage. Vejam só! Agora o Presidente Lula se colocando como lavador das manchas morais dos asseclas com que se cercou: o deputado do Pará foi um injustiçado, o senador da Amazônia que foi líder do governo no mandato presidencial anterior, outra vítima. Assim, não dá. Na imprensa, tem um lado que ataca e dizem que é porque não participa do banquete, tem outro que rebate e ataca porque conta em suas fileiras até com um filho do Presidente e tem a coluna do meio que só olha porque cuida de livrar a pele e não quer encrenca.
Nunca neste País tivemos uma situação parecida e na falta de experiência passada que ilumine o futuro se corre o risco de desesperançar... Mas navegar é preciso, como dizia o poeta Fernando Pessoa...
Também não sei o que os meus leitores mais apreciam na falta de um correio mais intenso deles comigo; quais os temas preferidos, se os blogs lhes têm interessado. Um fato decepcionante é que o tempo dispendido na leitura dos meus blogs é muito curto o que dá para se concluir de que são abertos mas não lidos integralmente. São muito chatos? Muito grandes?
Hoje transcrevo uma noticia sobre o uso do sulfato de condroitina e do sulfato de glucosamina para dores nas juntas e artrites. Num período em que dores me atormentavam tomei o produto feito em farmácias de manipulação na base de 1400 mg de um e de outro em cápsulas ou pochetes, para ingestão de 3 delas por dia. Segue a transcrição do texto deste mês da bem reputada revista técnica norte americana NUTRACEUTICALSWORLD que reporta a divergência sôbre a adequação do uso dos produtos mas conclui pelo beneficio que pode resultar para os usuários:

In response to a meta-analysis on chondroitin published in the April 17th issue of the Annals of Internal Medicine, the Council for Responsible Nutrition (CRN), Washington, D.C., reminded consumers that chondroitin is a safe, affordable and beneficial option for helping maintain mobility and reduce discomfort associated with osteoarthritis, particularly when combined with glucosamine. According to Andrew Shao, PhD, vice president, scientific and regulatory affairs, CRN, “Meta-analysis can be a valid tool for scientific evaluation, but also has recognized limitations. One can include and exclude studies in various combinations, but the bottom line is consumers use glucosamine and chondroitin supplements because they work.”The meta-analysis could have potentially included approximately 300 scientific reports on chondroitin; but the researchers chose to look only at 20 randomized clinical trials. Of those 20 trials, they excluded all but three, advising they selected those three they believe were of the highest quality. In effect, they excluded the majority of the data to reach the conclusion that chondroitin worked no better than placebo. CRN pointed out that several meta-analyses have been previously conducted on chondroitin, glucosamine or a combination of the two, with the outcomes being mixed—some analyses have concluded a significant benefit, while others have not. However, when the entire body of research for glucosamine and chondroitin is reviewed, the majority of individual studies show benefit to some degree.In an editorial accompanying the meta-analysis in the Annals of Internal Medicine, David Felson, MD, MPH, Boston University and Boston Medical Center, who agrees with the conclusions reached by the authors with regard to chondroitin, closes with the statement, “If patients say that they benefit from chondroitin, I see no harm in encouraging them to continue taking it as long as they perceive a benefit.”Said Dr. Shao, “As much as we would like for science to always give us clear answers in black and white, the fact is, science is open to interpretation. Although meta-analysis can be a useful tool to examine results from multiple trials, it is still just one tool, and in this case focused on only a narrow view of the entire body of evidence on the effect of chondroitin supplementation. People want to do what works for them, and for many people, that’s taking glucosamine and chondroitin supplements.”
Informo-lhes que atualmente não tenho mais dor corporal alguma, estou um "broto" mas não atribuo essa condição aos dois produtos acima que deixei de tomar há algum tempo. Mas sôbre a minha experiência atual falarei em outra oportunidade. Até breve!