BLOG DA SEMANA 14 - 31 de março de 2008
COMENTANDO O MOMENTO: E´ interessante vermos a sra. Ministra Chefe da Casa Civil afirmar de público que não tem tempo a perder para comparecer ao Congresso Nacional e depor sobre a questão dos cartões corporativos. Eu acredito que todo funcionário público está obrigado a atender a convocações do Congresso, ainda que seja para pura perda de tempo; ademais, seria ocasião para que alguém de alto nível do executivo explicar ao povo, explicando ao Congresso, porque um Ministro apanhado com a utilização indevida do dito cartão, apenas informa haver devolvido os valores inadequadamente utilizados, quando deveria ser processado por peculato que é a figura delituosa tipificada pelo ato, no meu entendimento.
Também digno de observação é a propalada popularidade do Presidente Lula em alta continuada quando os acertos governamentais não são tão momentosos, com os erros pouco explanados pela a mídia. Nunca esteve tão alta a popularidade do Presidente! E´ como eu costumo dizer, no final os erros dele se transformam em grandes acertos... Como é que pode?
Uma terceira observação se prende à questão dos progressos reais de nossa economia, a progressão do numero de participantes da classe C, o aumento de consumo das classes menos favorecidas, os investimentos objetivando o aumento da produção para atendimento dessa demanda de novos consumidores que chegam a essa nova escala de consumo, aparentando assim que tudo o que vem sendo feito na área econômica está correto.
E apesar disso tudo, no meu entendimento, a política cambial do governo não está certa, os ganhos aparentes das exportações vêm sendo obtidos pela importação de componentes dos produtos exportados industrializados que continuará a consumir divisas, ainda se e quando a entrada de capitais for diminuindo pela piora das condições de atração que o Brasil ainda exerce. Os manufaturados que não consomem componentes importados, os semi-elaborados idem, e os produtos intensivos de componentes importados ainda que oriundos da agroindústria estão com suas exportações em declínio apesar de serem um setor da maior importância para o futuro do País.
Mas como com o grande LULA tudo termina dando certo, vamos ver o que resulta. Embora os potentados da burocracia pátria afirmem que o BRASIL está imune à crise, o Banco Central já vem tomando medidas que visam dar maior proteção ao sistema o que é bom.
ENERGIAS RENOVÁVEIS : somos um país feliz; a natureza dotou-nos de grandes possibilidades em vários setores, grande parte da energia elétrica gerada no País é de fonte hídrica fluvial e decorrente do uso de reservatórios e gravidade para a movimentação das usinas geradoras. Mas apesar dessa dádiva e de haverem sido localizadas amplas reservas de petróleo na área denominada do pré-sal, não devemos governo e iniciativa privada descurar de outras fontes de energia renovável, para as quais a natureza foi igualmente pródiga com o nosso país: de quase todas dispomos de muitas possibilidades. Assim a geração de energia de biomassa, energia obtida da irradiação solar – fotovoltaica -, e energia eólica constituem um elenco de alternativas de geração de energia tanto térmica quanto elétrica para cuja utilização, de fato não se tem feito muito. E menos ainda se tem feito no sentido da produção local dos componentes os quais virão a ser a base de uma nova industria vigorosa e de escala mundial. Até no setor do ETANOL, do que o sr. Presidente se tornou “garoto propaganda” pouco se fez para o desenvolvimento de tecnologias visando à transformação de biomassa em celulose para conversão desta em ETHANOL – neste setor os norte-americanos mantêm a liderança, eles que só fazem um etanol de baixo rendimento a partir do milho. No setor de energia eólica o Ceará é o Estado que apresenta o maior volume de produção e na sua capital, no porto do Mucuripe, estão instaladas três torres de geração de energia eólica, creio que para ser um símbolo e convite para os investidores – são três geradores alemães de 1,5 MW de capacidade de geração. Estados Unidos com a GE, Espanha com a Gamesa e a Iberola, Alemanha com a Siemens e a Wobben, para não mencionar muitas outras que já participam ativamente desse mercado, são alguns dos paises que já se destacam nessa corrida de aumento da capacidade de geração de cada gerador, aumento da geração instalada, aperfeiçoamento e liderança na produção dos equipamentos destinados a essa forma de geração de energias. A capacidade instalada de geradores eólicos de energia nos Estados Unidos já alcançou 16.818 MW no final de 2007, ano em que foram acrescentados e fazem parte do total aqui indicado 5.244 MW, ou seja, 45% de aumento sobre o total anterior. No Texas, condado de Scurry, a Enel North América Inc. acaba de completar a instalação de um conjunto de 21 turbinas da marca Vestas (mod. V90 de 3.0 MW cada um). A GE Energy elevou para 6 bilhões de dólares o seu objetivo de investimentos até 2010.
A Iberola tem um projeto de geração de 50 MW de energia solar na área de Aragão, similar ao projeto de 150 MW que já está construindo próximo a Puertollano (Ciudad Real) – serão 864 coletores solares numa área de 245 hectares.
Acordos feitos por empresa norte-americana SUNPOWER Corp. com investidores da Arábia Saudita deverá resultar no aumento de 500 MW anuais na capacidade de produção de células de sílica (polysilicon) para geração de calor e/ou de energia solar. A Força Aérea norte-americana acaba de finalizar a instalação de um conjunto de geração de energia solar de 14 MW na Base Aérea de Nellis que fornecendo 30 Gwh por ano irá representar 25% do consumo anual da Base Aérea.
A firma Tate & Lyle, da Inglaterra, maior grupo na área de açúcares está instalando próximo de Londres um gerador de 65 MW alimentado por biomassa.
Teríamos muitas outras noticias de interesse no setor, mas vou restringir a duas:
China: a China planeja até 2020 estar produzindo 385 GW de energia hidráulica (partindo dos 130 atuais), 30 GW de energia eólica (a partir dos 2.6 atuais), 30 GW de energia de biomassa (2 GW atuais), gasificação de biomassa 44 bilhões de m3/ano (8 atuais), 300 milhões de m2 de painéis solares para a geração de água quente destinada à geração de energia (100 atuais), 1,8 GW de energia fotovoltaica (a partir de 0,08 atuais), 10 milhões de toneladas de etanol (1 atual), 2 milhões de toneladas de biodiesel, a partir de 0,05 atuais. Temos aí um plano que realista ou não irá orientar os esforços do País na direção dessas novas fontes de energia e estimular o surgimento de uma industria dos componentes de tais geradores. Ora ingressar num setor onde todos os participantes entram com iguais possibilidades e perspectivas é algo alvissareiro que estamos desprezando.
A Comunidade Européia, aprovou uma Diretiva fixando que até 2020 a parcela de energia renováveis na comunidade deverá corresponder a 20% de toda a energia gerada, com um mínimo de 10% de bio-combustíveis. Tais alvos representarão que para o setor de geração de energia elétrica, os 20% serão de fato 34%.
Um aspecto a assinalar é que a Europa tem desenvolvido enorme potencial de conhecimento para a instalação de “fazendas” de geração de energia eólica no mar em profundidades que já alcançam os 50 metros de profundidade. Os grandes geradores que já atingem 4 e até 6 MW de capacidade e rotores de diâmetro de mais de 100 metros. E nós temos ficado por fora disto tudo! E nem temos um projeto nacional de geração de energia e de desenvolvimento de conhecimento para toda a área. Uma pena!
Também digno de observação é a propalada popularidade do Presidente Lula em alta continuada quando os acertos governamentais não são tão momentosos, com os erros pouco explanados pela a mídia. Nunca esteve tão alta a popularidade do Presidente! E´ como eu costumo dizer, no final os erros dele se transformam em grandes acertos... Como é que pode?
Uma terceira observação se prende à questão dos progressos reais de nossa economia, a progressão do numero de participantes da classe C, o aumento de consumo das classes menos favorecidas, os investimentos objetivando o aumento da produção para atendimento dessa demanda de novos consumidores que chegam a essa nova escala de consumo, aparentando assim que tudo o que vem sendo feito na área econômica está correto.
E apesar disso tudo, no meu entendimento, a política cambial do governo não está certa, os ganhos aparentes das exportações vêm sendo obtidos pela importação de componentes dos produtos exportados industrializados que continuará a consumir divisas, ainda se e quando a entrada de capitais for diminuindo pela piora das condições de atração que o Brasil ainda exerce. Os manufaturados que não consomem componentes importados, os semi-elaborados idem, e os produtos intensivos de componentes importados ainda que oriundos da agroindústria estão com suas exportações em declínio apesar de serem um setor da maior importância para o futuro do País.
Mas como com o grande LULA tudo termina dando certo, vamos ver o que resulta. Embora os potentados da burocracia pátria afirmem que o BRASIL está imune à crise, o Banco Central já vem tomando medidas que visam dar maior proteção ao sistema o que é bom.
ENERGIAS RENOVÁVEIS : somos um país feliz; a natureza dotou-nos de grandes possibilidades em vários setores, grande parte da energia elétrica gerada no País é de fonte hídrica fluvial e decorrente do uso de reservatórios e gravidade para a movimentação das usinas geradoras. Mas apesar dessa dádiva e de haverem sido localizadas amplas reservas de petróleo na área denominada do pré-sal, não devemos governo e iniciativa privada descurar de outras fontes de energia renovável, para as quais a natureza foi igualmente pródiga com o nosso país: de quase todas dispomos de muitas possibilidades. Assim a geração de energia de biomassa, energia obtida da irradiação solar – fotovoltaica -, e energia eólica constituem um elenco de alternativas de geração de energia tanto térmica quanto elétrica para cuja utilização, de fato não se tem feito muito. E menos ainda se tem feito no sentido da produção local dos componentes os quais virão a ser a base de uma nova industria vigorosa e de escala mundial. Até no setor do ETANOL, do que o sr. Presidente se tornou “garoto propaganda” pouco se fez para o desenvolvimento de tecnologias visando à transformação de biomassa em celulose para conversão desta em ETHANOL – neste setor os norte-americanos mantêm a liderança, eles que só fazem um etanol de baixo rendimento a partir do milho. No setor de energia eólica o Ceará é o Estado que apresenta o maior volume de produção e na sua capital, no porto do Mucuripe, estão instaladas três torres de geração de energia eólica, creio que para ser um símbolo e convite para os investidores – são três geradores alemães de 1,5 MW de capacidade de geração. Estados Unidos com a GE, Espanha com a Gamesa e a Iberola, Alemanha com a Siemens e a Wobben, para não mencionar muitas outras que já participam ativamente desse mercado, são alguns dos paises que já se destacam nessa corrida de aumento da capacidade de geração de cada gerador, aumento da geração instalada, aperfeiçoamento e liderança na produção dos equipamentos destinados a essa forma de geração de energias. A capacidade instalada de geradores eólicos de energia nos Estados Unidos já alcançou 16.818 MW no final de 2007, ano em que foram acrescentados e fazem parte do total aqui indicado 5.244 MW, ou seja, 45% de aumento sobre o total anterior. No Texas, condado de Scurry, a Enel North América Inc. acaba de completar a instalação de um conjunto de 21 turbinas da marca Vestas (mod. V90 de 3.0 MW cada um). A GE Energy elevou para 6 bilhões de dólares o seu objetivo de investimentos até 2010.
A Iberola tem um projeto de geração de 50 MW de energia solar na área de Aragão, similar ao projeto de 150 MW que já está construindo próximo a Puertollano (Ciudad Real) – serão 864 coletores solares numa área de 245 hectares.
Acordos feitos por empresa norte-americana SUNPOWER Corp. com investidores da Arábia Saudita deverá resultar no aumento de 500 MW anuais na capacidade de produção de células de sílica (polysilicon) para geração de calor e/ou de energia solar. A Força Aérea norte-americana acaba de finalizar a instalação de um conjunto de geração de energia solar de 14 MW na Base Aérea de Nellis que fornecendo 30 Gwh por ano irá representar 25% do consumo anual da Base Aérea.
A firma Tate & Lyle, da Inglaterra, maior grupo na área de açúcares está instalando próximo de Londres um gerador de 65 MW alimentado por biomassa.
Teríamos muitas outras noticias de interesse no setor, mas vou restringir a duas:
China: a China planeja até 2020 estar produzindo 385 GW de energia hidráulica (partindo dos 130 atuais), 30 GW de energia eólica (a partir dos 2.6 atuais), 30 GW de energia de biomassa (2 GW atuais), gasificação de biomassa 44 bilhões de m3/ano (8 atuais), 300 milhões de m2 de painéis solares para a geração de água quente destinada à geração de energia (100 atuais), 1,8 GW de energia fotovoltaica (a partir de 0,08 atuais), 10 milhões de toneladas de etanol (1 atual), 2 milhões de toneladas de biodiesel, a partir de 0,05 atuais. Temos aí um plano que realista ou não irá orientar os esforços do País na direção dessas novas fontes de energia e estimular o surgimento de uma industria dos componentes de tais geradores. Ora ingressar num setor onde todos os participantes entram com iguais possibilidades e perspectivas é algo alvissareiro que estamos desprezando.
A Comunidade Européia, aprovou uma Diretiva fixando que até 2020 a parcela de energia renováveis na comunidade deverá corresponder a 20% de toda a energia gerada, com um mínimo de 10% de bio-combustíveis. Tais alvos representarão que para o setor de geração de energia elétrica, os 20% serão de fato 34%.
Um aspecto a assinalar é que a Europa tem desenvolvido enorme potencial de conhecimento para a instalação de “fazendas” de geração de energia eólica no mar em profundidades que já alcançam os 50 metros de profundidade. Os grandes geradores que já atingem 4 e até 6 MW de capacidade e rotores de diâmetro de mais de 100 metros. E nós temos ficado por fora disto tudo! E nem temos um projeto nacional de geração de energia e de desenvolvimento de conhecimento para toda a área. Uma pena!
