domingo, janeiro 27, 2008

BLOG DA SEMANA 4 - 26 de janeiro de 2008

LULINHA DIVERSIFICA INVESTIMENTOS – Migalhas (a publicação que recebo e da qual retirei a notícia) agora dá um presente para os jornalistas espertos. Dêem uma procurada nas últimas visitas que um tal de "Lulinha" fez nos últimos tempos nos leilões de gado em Mato Grosso e Goiás. O rapaz, promissor rapaz, compra (e paga) quase tudo que aparece. A preferência é, sabidamente, por vacas mojando. Ao que se diz, o gado é embarcado para as terras de sua propriedade na região do Xingu. Lá, montado num alazão, chapéu Prada e bota Paragon, ele campeia satisfeito, as glórias de novel fazendeiro, alçado que foi pelas inolvidáveis vicissitudes do destino.
NOVOS MEDICAMENTOS PREVISTOS NOS EE.UU. PARA 2008 – com a escassez de novos produtos farmacêuticos saídos das pesquisas realizadas nos laboratórios norte-americanos a expectativa de 5 novos lançamentos neste ano é saudada com certo entusiasmo pela mídia. São eles: o KYNAPID do laboratório Cardiome Pharma´s, para fibrilação atrial e cujas vendas poderão atingir 1,4 bilhões de dólares até 2015 (dois milhões e duzemntos mil americanos sofrem do problema); CORDAPTIVE, do laboratório Merck e que é uma composição de niacina com um outro componente que evita a vermelhidão facial causada pela Niacina – a Niacina é uma vitamina B, usada há muitos anos no combate ao colesterol – além de provocar uma elevação do “bom” colesterol; ACTEMRA do laboratório Roche aplicado na cura da artrite reumatóide, também uma droga com grande potencial de vendas; SUGAMMADEX, ainda sem nome comercial se destina a reverter os efeitos de poderosos relaxantes musculares utilizados em cirurgias e o FDA deu absoluta prioridade à aprovação do medicamento; e, por último o METHYLNALTREXONE, do laboratório Progenics Pharmaceuthicals e seu associado Wyeth nesse lançamento, medicamento que previne constipações intestinais em pacientes usuários de morfina e outros narcóticos empregados na supressão da dor e outra forma de ingestão oral do medicamento, além da forma injetável inicial, está sendo desenvolvida para uso cirúrgico e em pacientes crônicos.
O FURACÃO FINANCEIRO – com este título o grande investidor radicado nos Estados Unidos fez publicar um instigante artigo em jornais do mundo todo, sendo o jornal Valor Econômico o veículo do trabalho aqui no Brasil. Pessoalmente culpo ao financista a grande crise havida aqui no nosso País em 2002, quando ele cacifou lucros mirabolantes no medo financeiro provocado talvez por ele mesmo de uma possível vitória eleitoral de Lula. Mas não se pode negar a ele a grande e competente visão que tem das Finanças e da evolução da economia mundial. Por isto, transcrevo alguns tópicos do artigo, disponibilizando-o, na íntegra, para os meus leitores que o solicitarem. Vamos lá mas infelizmente, sou ruim nos resumos...:

"A atual crise financeira, deflagrada pelo estouro da bolha no mercado habitacional americano, também assinala o fim de uma era de expansão de crédito baseada no dólar como moeda de reserva internacional. Trata-se de um furacão muito maior do que qualquer outro ocorrido desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Para compreender o que está acontecendo, precisamos de um novo paradigma. Esse paradigma está disponível na teoria da reflexividade, que originalmente propus, vinte anos atrás, em meu livro "The Alchemy of Finance" (A alquimia financeira). A teoria sustenta que os mercados financeiros não tendem ao equilíbrio. Visões tendenciosas e errôneas entre os participantes no mercado introduzem incerteza e imprevisibilidade não apenas nos preços de mercado, mas também nos fundamentos que esses preços supostamente deveriam refletir. Deixados a seu bel-prazer, os mercados tendem a extremos de euforia e desespero.
Processos de expansão acelerada seguida de colapso brusco são geralmente centrados em crédito, e sempre envolvem um preconceito ou premissa errônea - geralmente a não percepção da existência de um nexo reflexivo, circular, entre a disposição para conceder empréstimos e o valor das garantias. O recente boom no mercado habitacional americano é um exemplo disso.

Mas o atual superboom é um caso mais complicado. Sempre que houve problemas com a expansão do crédito, as autoridades financeiras intervieram, injetando liqüidez e encontrando outras maneiras de estimular a economia. Isso criou um sistema de incentivos assimétricos - também denominado "risco moral" - que estimulou uma expansão cada vez maior do crédito. O sistema foi tão bem-sucedido que as pessoas passaram a acreditar no que o ex-presidente Ronald Reagan denominou "a mágica do mercado" - e que eu denomino fundamentalismo de mercado.
A globalização permitiu que os EUA absorvessem a poupança do resto do mundo e consumissem mais do que produziam, tendo seu déficit em conta corrente atingido a marca de 6,2% do Produto Nacional Bruto (PNB) em 2006. Os mercados financeiros incentivaram os consumidores a tomar empréstimos mediante a adoção de instrumentos cada vez mais sofisticados e termos mais generosos. As autoridades admitiram e estimularam esse processo, ao intervir, sempre que o sistema financeiro mundial esteve em risco.

O superboom escapou de controle quando os novos produtos tornaram-se tão complicados que as autoridades já não eram capazes de calcular os riscos e começaram a basear-se nos métodos de gerenciamento de riscos dos próprios bancos. Da mesma forma, as agências de classificação de crédito passaram a confiar nas informações apresentadas pelos criadores dos produtos sintéticos. Foi uma absurda abdicação de responsabilidades.
Tudo o que poderia dar errado, deu. O que começou com o financiamento habitacional para tomadores com histórico de crédito inseguro alastrou-se para todas as obrigações de dívida colateralizadas (CDO, na sigla em inglês), colocou em risco companhias seguradoras e resseguradoras de bônus municipais e de hipotecas, e ameaçou desmoronar o multitrilionário (em dólares) mercado de swaps de risco de crédito. As alocações de bancos de investimento em aquisições alavancadas converteram-se em passivos. Os fundos de hedge tiveram de abandonar suas posições. Ocorreu, então, uma paralisia no mercado de crédito de curto prazo garantido por ativos e os veículos de investimentos especiais criados pelos bancos para tirar as hipotecas de seus balanços patrimoniais deixaram de conseguir financiamento externo.
A expansão do crédito precisa agora ser seguida por um período de contração, porque alguns dos novos instrumentos e práticas creditícias são irresponsáveis e insustentáveis. Além disso, a capacidade das autoridades financeiras de estimular a economia é limitada pela inapetência do resto do mundo a acumular reservas adicionais em dólares.
Embora uma recessão no mundo desenvolvido seja agora mais ou menos inevitável, China, Índia e alguns dos países produtores de petróleo estão numa contra-tendência bastante vigorosa. Em conseqüência disso, é menos provável que a atual crise financeira provoque uma recessão mundial do que um realinhamento radical da economia mundial, com um declínio relativo dos EUA e a ascensão da China e de outros países em desenvolvimento. O perigo é que as tensões políticas resultantes, entre elas as de um protecionismo americano, possam desestabilizar a economia mundial e mergulhar o mundo em uma recessão - ou algo pior."
Os grifos e negritos são meus mas devemos atentar bem na lição do mestre George Soros que muitos detentores de poderes, em todo o mundo também estão lendo e possivelmente seguindo.
CAUTELA É A PALAVRA DO DIA !

sábado, janeiro 19, 2008

BLOG DA SEMANA 3 - de 19 de janeiro de 2008

Gás Natural abundante no Peru – a empresa REPSOL de capital espanhol e argentino, localiza campo gigante de gás natural no Peru. A perspectiva de mais esta fonte de renda nas exportações do país andino irá contribuir para o aumento das reservas de moedas que já vêm aumentando em decorrência do aumento dos preços internacionais dos produtos da pauta de exportações do Peru. Essa notícia é alvissareira já que iniciada a exploração dessas reservas o Peru poderá ser um fornecedor de gás liquefeito para o nosso País que já então terá, instaladas, as usinas de gazeificação do gás que irá importar liquefeito da Nigéria, da Venezuela ou do Peru.
TREM BALA PARA A ARGENTINA – a firma francesa Alstom estaria firmando contrato com o governo argentino para a construção do primeiro trem de alta velocidade – o TREM BALA – do País e do continente sul-americano.
GREVE É AMEASSA DO FUNCIONALISMO PÚBLICO FEDERAL – é iminente a deflagração de movimentos grevistas no funcionalismo público federal, descontente com a sustação das revisões salariais o que, segundo o governo, seria decorrente da não prorrogação da CPMF. Pelo visto o orçamento da União estava lastreado exclusivamente nessa contribuição provisória. Se a CPMF pela sua finalidade ao ser criada se destinava exclusivamente à saúde, não se compreende que o governo justifique suas diversas ações de sustação de investimentos e das revisões salariais com as quais de comprometera, à falta dessa contribuição provisória, ainda mais quando se sabe que em 2007 houve um excesso de arrecadação equivalente a quase o dobro do que montante com o qual a CPMF contribuiu. Talvez o governo esteja se perdendo e perdendo o horizonte de sua ação governamental. E´ lastimável! Segundo a imprensa, 11.000 servidores do setor jurídico assim entendido os advogados e procuradores da União já estariam em greve, observando o disposto na CLT, de acordo com decisão recente do STF pela qual pelo menos 30% dos efetivos deverão comparecer ao trabalho... mas vai ser uma operação tartaruga gigante!
PREOCUPAÇÃO COM A BÔA DIGESTÃO SUPERA A DO FUNCIONAMENTO DO CORAÇÃO – as vendas de aditivos alimentares para auxiliarem na boa digestão têm tido um aumento superior ao de produtos destinados aos cuidados com o bom funcionamento do coração. E´ o que dizem as revistas especializadas. No final uma coisa complementa outra pois o bom funcionamento dos intestinos deixa de sobrecarregar o coração.
AÇAÍ – a revista FOOD ENGINEERING & INGREDIENTS, traz um interessante estudo sobre a fruta amazônica em referência, que cresce nativa em todos os países da região amazônica, e está merecendo uma grande atenção por parte dos consumidores dos paises desenvolvidos, especialmente na América do Norte. Camila Alexander, da firma belga de consultoria – Nutraventures – é a autora do artigo; ela diz que o Brasil é, possivelmente, o país com a maior história de consumo do produto de uso tradicional e que representa por vezes 40% do total da alimentação das populações da área. Condição para que o Açaí tenha um crescimento como alimento funcional é o maior conhecimento de seus constituintes. Com tal objetivo um consorcio de laboratórios baseados nos Estados Unidos e em Cingapura fizeram um estudo mais aprofundado o qual foi publicado na revista Journal of Agriculture and Food Chemistry (USA), cujo inteiro teor deve ser obtido pelos interessados brasileiros no produto.Eles identificaram na fruta 44% de fibra dietética das quais 52% por peso seriam de carbohidratos. Assim, 100 g de açaí dariam ao consumidor a quantidade diária de fibra dietética requerida. Foi igualmente identificado ácido oléico: em 100 gramas de pó obtido do suco da polpa de da casca da fruta, 32 gr são de gorduras contendo 56% de acido oléico, o que torna o açaí a maior fonte natural conhecida desse importante ácido graxo. Outro achado intrigante para os pesquisadores foi que do total dos esteróis encontrados (0,5 mg/gr do pó seco) 90% se constitui de beta-sitosterol, um fito-esterol ao qual se atribui ser um forte redutor do colesterol. Como antioxidante poderoso, o consorcio que analisou o açaí encontrou grande quantidade de antocianinas, proantocianinas e grande quantidade de outros flavonoides que são mencionados no artigo. Finaliza o artigo sugerindo que um trabalho deva ser feito para o melhor conhecimento do produto e a produção de seus derivados com uma constância de composição para que o mercado do mesmo cresça. Default fears unnerve markets
The turmoil on Wall Street is beginning to rock a foundation of the financial system: the ability of institutions to make good on their many trades with one another. Today, a struggling bond insurer, ACA Financial Guaranty Corp., will ask its trading partners for more time as it scrambles to unwind more than $60 billion of insurance contracts it sold to financial firms but can't fully pay off, according to people familiar with the matter. The contracts were intended to protect Wall Street firms from losses on mortgage securities and other debt they own. The problem is that the insurer itself is teetering -- with repercussions across the financial world. Some of its trading partners, called counterparties, already are writing off billions of dollars because of its inability to pay (Cf. Migalhas International de 18.01).
Essa notícia conta que uma das seguradoras dos contratos de financiamento imobiliário não está podendo pagar cerca de 60 bilhões de dólares que teria contratado com os bancos que fizeram os financiamentos. Isto será outra “paulera” pois vai reverberar enormemente no mercado e as conseqüências poderão ser piores do que o que se está verificando entre os devedores e os seus Bancos pois o seguro visou garantir os Bancos quanto à falta de pagamento dos seus clientes. Me admira a notícia porque, segundo sei, os seguros são ressegurados em empresa especializada onde a maior é a LLOYDS, de Londres, que, por sua vez divide o valor “ressegurado” entre um miríade de seguradoras de todo o mundo, daí que os prejuízos entre todas as seguradoras que integram o seu sistema, estejam ou não nos países em que esteja ocorrendo a falta de pagamento, dividindo assim o risco. Quanto maior o valor “ressegurado” maior o numero de seguradoras nas quais a resseguradora divide os valores e assim, é muito possível que seguradoras brasileiras estejam no rateio.
BUSH PROPÕE MEDIDAS AO CONGRESSO - o Presidente Bush vem de propor ao congresso norte-americano medidas de incentivo às empresas e às pessoas físicas mediante a redução de impostos que representará 1% do PIB dos Estados Unidos, ou cerca de 145 bilhões. O Presidente do Banco Central daquele país comenta que as medidas serão eficazes caso seus efeitos possam ser sentidos no mais tardar até dezembro do ano em curso. A coisa não está bôa pois além dessas isenções os bancos centrais americano e europeus têm liberado empréstimos vultosos e o Citibank conseguiu uma capitalização de países asiáticos e do oriente médio de mais de 15 bilhões de dolares. As cifras são enormes!

sexta-feira, janeiro 11, 2008

BLOG DA SEMANA 2 - 11 DE janeiro de 2008

Outro ano que começa e façamos votos que ele traga bons sucessos para todos nós e que seja um ano venturoso para o nosso BRASIL ! O meu índice de assuntos a tratar é grande e como sempre acontece, eu não sei ser breve... entretanto procurando ser opinativo e informativo.
MCDONALD aumenta a sua investida sôbre o mercado da Starbucks - a imprensa noticia que a Mcdonald iniciou um trabalho de aumentar os seus Mccofee numa tentativa de concorrer com a Starbucks. Creio que esse movimento decorre em parte da tendencia a uma seleção maior dos pratos rápidos que estariam contribuindo para o aumento do numero de pessoas com peso acima do desejável. Mas ñão sei se não estará havendo uma troca pelo mesmo. O que se ganha é o estímulo à variada oferta de cafés que no final resulta em maior consumo do produto.
Federação das Industrias do Rio de Janeiro faz o dever de casa... e bem - a FIRJAN veiculou no último dia 7 do corrente, em duas páginas, sensacional publicidade versando sôbre as potencialidsades do Estado do Rio de Janeiro e chamando para o site www.firjan.org.br/decisaorio
para cujo acesso convido os meus leitores para que vejam o que uma federação deve e pode fazer.
Revogado depósito prévio para recursos - a Medida Provisória 413 revogou a exigência de depósito prévio de 30% nos recursos ao Conselho de Contribuintes referentes ao INSS.
Tecnologia em Celulose e Papel - a Universidade Federal de Viçosa, Minas, oferece curso de pós graduação lato senso para tecnólogos em celulose e papel. Telefone para contato 0xx41 33339675.
Considero o setor de aproveitamento de resíduos vegetais, tais como as palhas de carnaúba após a colheita do pó cerífero, uma grande oportunidade que vimos negligenciando. Antecipando uma possível mudança de curso, será necessário que se tenha a base tecnológica. Serão 18 mêses, em módulos quinzenais de 20 horas.
Produção recorde da industria automobilística nacional - em 2007 a industria nacional produziu um total de 2.973.000 veículos. Uma cifra importante.
ONU estima reflexos de uma evetual recessão norte-americana - segundo o estudo da ONU o Brasil pode ter o seu crescimento reduzido para 2,9% em 2008 se a economia dos Estados Unidos entrar em recessão. Diz o estudo da ONU, "World Economic Situation and Prospects 2008", que há um perigo da economia internacional estar próxima da paralização. O comercio mundial, caso haja apenas uma desaceleração moderada nos EE.UU. terá uma expansão de 7,7% em volume, mas em caso de haver uma recessão, a expansão será de 4% apenas. O dolar desvalorizará 5% no caso de uma simples desaceleração, mas cairá 20% havendo uma recessão. Já o crescimento global poderá ser de 3,4% no caso de uma moderada desaceleração na economia dos Estados Unidos, caindo para 1,6% no caso de haver recessão alí; no caso de desaceleração espera o relatório um crescimento de 2,2% nos paises desenvolvidos e de 6,5% nos países em desenvolvimento (Brasil 4,5%, China 10,1, India 8,2 , México 3,3% e Russia 6,5 entre outros); no caso de uma recessão, os pa´pises desenvolvidos terão um crescimento de 0,5% enquanto os países em desenvolvimento terão um crescimento de 4,2% sendo Brasil 2,9%, China 8%, India 6,5%, México 1% e Rússia 4,6%. Hipóteses feitas por economistas devem ser sempre recebidas com cautela mas tendo em vista que o panorama que se desenha nos Etsados Uninidos é mais para uma recessão do que para uma desaceleração, muito embora a recessão possa ser de curto prazo, precisamos ver como ficarão as exportações brasileiras já muito prejudicadas em 2007 pelo câmbio desfavorável. Também, dentro de um panorama recessivo pode-se esperar um declínio do afluxo de dolares no Brasil contribuindo para um aumento das taxas de câmbio, apesar da queda que possa ser observada nos demais países, já que o dolar teve uma queda maior no Brasil em 2007 do que nos demais mercados. Para a ONU, em 2008, qualquer que seja o cenário, o comercio mundial cairá depois da expansão de 7% no volume verificado no ano de 2007. Outro dado preocupante no estudo é que ele diz que a América Latina também vai desacelerar para 4,7% ou mais drasticamene para 2,6%, na hipótesde de uma recessão americana, evidenciando que a expansão regional tem sido puxada pelo desempenho do Brasil pela forte demanda doméstica, investimentos públicos e privados, os quais, concluo eu, terão que continuar a ocorrer, sem o que o panorama poderá ser diferente e pior.
Banco Central norte-americano baixará mais os juros - o Federal Reserve americano deverá baixar a taxa de juros em porcentagem superior aos 2,5% usuais na sua tentativa de impedir que o País do norte entre numa lionha recessiva acentuada.
FINAME cresce 59,6% nos seus financiamentos de bens de capital - os financiamentos liberados pelo FINAME em 2007 atingiram R$ 20,6 bilhões. O Finame é um fundo do BNDES destinado ao financiamento de máquinas para a industria e veículos de transporte. Certamente o aumento da produção nacional de veículos contribuiu para isto.
Vergonhosa a reação governamental à queda da CPMF - primeiro o Presidente Lula é desmentido pelos seus ministros ao aumentar tributos que dissera antes não seriam aumentados. Ao depois, o aumento do IOF deveria para ter uma sobra de moralidade estar inteiramente vinculado aos gastos com a saúde. Como ficou está demonstrado que o Governo não tem, de fato, controle sobre o que gasta e que por isto tem de colocar dinheiro do contribuinte nos cofres para assegurar os gastos desmesurados. O Aumento da CSLL dos Bancos pouco representa para êstes os quais o governo já cuidou de pacificar aumentando suas fontes de receitas. No frigir dos ovos, os pequenos e médios empresários e os cidadãos que não estão entre os beneficiados pelas bolsas governamentais nem entre os áulicos do poder e dos bancos, só têm a perder.