sábado, julho 14, 2007

BLOG DA SEMANA 28 - 14 de julho de 2007

Estava desanimado e decidido a descontinuar a feitura desses meus BLOGS pouco profissionais. Dois fatos, entretanto me animaram: primeiro é que a freqüência de leitores não diminuiu nesse período em que eu não fiz novos blogs e segundo o show de abertura dos Jogos Pan-americanos. O show foi espetacular, bem equilibrado a ponto de não se perceber as 2 horas de sua duração e o conteúdo, muito bom. Lindo espetáculo !
LULA DUAS VEZES VAIADO NA SOLENIDADE DE ABERTURA DO PAN – foi uma surpresa se ouvir o Presidente Lula ser vaiado nas duas vezes em que o seu nome foi pronunciado pelo Presidente do Comitê brasileiro de organização dos Jogos e pelo Presidente do organismo pan-americano que o convidava para pronunciar a frase de abertura dos jogos, o que levou o cerimonial a substituir a declaração do Presidente da República pelo do Presidente do Comitê Nacional. Uma grande vaia e a segunda maior no tempo e no tom do que a primeira e surpreendente tendo em conta a variedade da população ali presente.
OPORTUNIDADES PARA O PIAUÍ
Tirando essa manchete novidadeira, há dias vinha pensando na necessidade de pensarmos o nosso pobre Piauí, tão carente de homens públicos com visão do conjunto do Estado. Esse pensamento decorreu de uma conversa eletrônica que mantive com um amigo, a propósito do Porto de Luiz Correia. Ele, como a maioria dos piauienses, à exceção dos parnaíbanos, não atina para a extrema necessidade que temos de viabilizarmos o Porto.

A seguir listo algumas das conseqüências que teremos uma vez viabilizada a operação do porto. Em outra oportunidade direi porque o porto não resultou operacional.
O porto foi construído para não ser operacional mesmo! Quanto ao uso de um porto eficiente no litoral piauiense, eu não tenho dúvida de que ele seria altamente benéfico ao nosso Estado, pois permitiria:
a) recebimento dos derivados de petróleo de consumo piauiense diretamente em um porto do Estado, com reflexos na participação do Estado no rateio da participação do Estado na CIDA (é êsse o nome do tributo federal recolhido sôbre o consumo de combustíveis), onde o Piauí é altamente lesado pelo Ceará, Pernambuco e Maranhão de onde provem o combustível aqui consumido;
b) recebimento do trigo e/ou seus subprodutos, com a possibilidade de ensejar a instalação em Luiz Correa de um moinho para trigo (importado) e milho (de produção do Estado);
c) exportação de derivados da mandioca produzida em toda a área produtora de mandioca do Maranhão, Piauí e Ceará que já produziu inclusive amido para exportação e que poderia suprir a Europa com a farinha bruta de mandioca que a Europa importa do sudeste asiático, transporte que demanda até 90 dias quando a do Piauí demandaria apenas 12 dias. Só a Alemanha consome mais de 10 milhões de toneladas de mandioca anualmente (para alimentação animal) que importa do sudeste asiático
d) exportação da celulose que fosse produzida seja em Coelho Neto, ou como derivação das culturas de cana e da atividade carnaubeira cuja celulose é inteiramente perdia apesar das palhas conterem 33% de celulose;
e) exportação de álcool e biodiesel, na medida em que essa produção evoluir e necessitar de transportes de baixo custo.
E poderia enumerar muitas outras possibilidades que um porto piauiense ensejaria e que o embotamento de uma política miúda, rasteira, não permite que sejam consideradas. De fato as elites políticas sempre preferirão um Estado anêmico e dependente de favores, pois sempre desprezaram e procuraram até prejudicar aqueles que pela certeza dos seus próprios méritos, não se submeteram a elas nem a elas ficaram dependentes.
Não esquecer que com um Porto tornado operacional, a regularização do curso do Parnaíba, a construção de barragens nos seus afluentes principais para a geração de energia e perenização dos seus regimes de águas, a navegação regular para o escoamento da produção de celulose, óleo vegetal, biodiesel, álcool, além da produção diversificada de um Estado redivivo, transformado pelo dinamismo dos seus filhos, tudo isto poderá advir como conseqüência.
Vejam que Luiz Correa, próxima de Barreirinhas (no Estado do Maranhão) onde foram localizadas jazidas de petróleo fino e Camocim (Ceará), onde já se explora petróleo na plataforma continental, seria talvez a localização de uma refinaria de petróleo e não em Pernambuco ou Ceará.
A necessidade de fazer este blog decorreu também, da leitura de um suplemento do jornal Valor Econômico onde trata das oportunidades econômicas, neste primeiro suplemento tratando do Estado do Rio de Janeiro. Pensei então, o que dirá um suplemento quando tratar do Estado do Piauí?
Precisamos de fato reagir e acordar. Deixar de fazer sempre mais coisas do mesmo e olhar em torno para as nossas riquezas e oportunidades antes que outros o façam.
Desculpem-me se, de novo, me estendi em demasia...