sexta-feira, junho 08, 2007

BLOG 2 DA SEMANA 23 - 8 de junho de 2007

Não sei se poderei postar blogs nas próximas duas semanas, pois estarei viajando, mas vou tentar fazê-lo.
E A COMENDA OUTORGADA AO PRESIDENTE LULA NA ÍNDIA, HEIN !? – fiquei surpreso ante essa distinção outorgada ao nosso Presidente, pois ela só fora outorgada anteriormente a 4 personagens internacionais, inclusive à Madre Tereza de Calcutá. Ou nós ou o resto do mundo estamos muito mal informados, ou os escândalos sucessivos que ocorrem à sombra do Governo desta República, são comuns aos demais países!
A ELEVADA RENDA PASTORIL DO PRESIDENTE RENAN CALHEIROS – pelo que li a renda anual do Presidente Renan Calheiros pela venda de gado era de ao redor R$ 1.700.000,00 o que é uma soma elevada para uma propriedade nordestina. Isso pressupõe um rebanho de no mínimo 5.000 vacas em idade de parição, a produção de pelo menos 3600 bezerros – entre bezerros machos e fêmeas -, alem de um descarte de vacas velhas e animais defeituosos de uns 400 a 500 animais além da venda de 1.800 boiotes de pelo menos 22 arrobas e peso “arrobado”. Muita coisa, se meus cálculos estiverem corretos, embora eu tenha procurado ser conservador nas estimativas. Já 5.000 vacas adultas resultarão em cerca de 16.000 animais em diversos estágios etários, no total. Não sei se este é o capital do Presidente do Senado em gado vacum e qual a área de suas três propriedades onde mantém tal criatório e a forma de criação.
ALGUNS DADOS A RESPEITO DO ETANOL – O Brasil ocupa com o plantio de cana apenas 5% (cinco por cento) dos 62 milhões de hectares ocupados com a atividade agrícola nacional e destes 5% da área total plantada resultou uma produção de 17 bilhões de litros de álcool. A área plantada em 2007 foi cerca de 11,4 % maior do que em 2006 (7,8 milhões de ha contra 7 milhões do ano passado) e metade da cana colhida se destinará à produção de álcool enquanto a outra metade será destinada à produção de açúcar. Nas estatísticas há uma diferença de cerca de 10% entre a área plantada e a colhida que seria menor do que a plantada (!). As pesquisas em estágio avançado de andamento fazem prever que a produção de etanol poderá mais do que dobrar, sem qualquer aumento da área plantada, quando o País se tornar capaz de produzir etanol a partir do aproveitamento da celulose do bagaço da cana. Para isto as pesquisas vão em varias direções, seja pelo uso de enzimas ou por meio de hidrólises químicas. Além disto temos muitos ganhos de produtividade a obtermos, não só no desenvolvimento genético de cepas de canas mais produtivas em açúcares, mas em coisas simples como a mecanização da colheita pois, 70% dela ainda é feita manualmente. Os Estados Unidos, que produzem o etanol a partir do milho têm um custo de produção mais de 3 (três) vezes superior ao nosso, já que o custo do nosso é inferior a US$ 1/galão e ao americano lhes custa US$ 4/galão, entretanto, o Governo americano incentiva a produção e a pesquisa visando atingir um patamar em que o etanol derivado do milho possa alcançar 56 bilhões de litros até 2015 com custos reduzidos inclusive pela queima do vinhoto nas caldeiras em sistema destinado a compensar a falta de matéria orgânica para a queima como ocorre com parte do bagaço de cana produzido (isto já é assim lá e o processo poderá ser interessante para outros insumos que possamos vir a ter para a produção de etanol sem ser da cana). O Brasil pode aumentar a área de plantio de cana em mais 22 milhões de hecares (ha) pois dispomos de 90 milhões de ha agriculturáveis e, assim, a produção de etanol da cana poderá atingir, mantida a proporção atual de rendimento, 95 bilhões de litros, não computada a possivel produção de etanol a ser obtido da celulose do bagaço. Com 2/3 disto poderemos abastecer o mundo inteiro, para que possamos substituir 10% de todo o consumo mundial de gasolina. O ano passado o Brasil exportou 3,4 bilhões de litros de álcool, sendo a metade para os Estados Unidos, parte como álcool hidratado e desidratado no percurso, de forma a evitar a barreira aduaneira. Existiam em 2006 325 usina em produção e mais 17 usinas entrarão em operação neste ano e mais 26 em 2008. As novas usinas são de capacidade de produção muito maiores do que as anteriores. Apesar de toda essa pressão pelo etanol, não devemos pensar que isto seja pelo esgotamento das fontes de petróleo, não! Segundo empresa especializada no estudo das reservas petrolíferas, o estoque global de petróleo em exploração e existente a ser explorado é de 5 trilhões de barris dos quais 20% apenas estão sendo explorados atualmente. As pressões mundiais para uma suspensão de emissões causadoras do efeito estufa, o aumento do custo de exploração de grande parte do petróleo por explorar e a exigência de um aumento da eficiência seja da produção como no uso desses combustíveis fósseis, irão pressionar o aumento do consumo e da produção. Aumento do consumo que será liderado pela ascensão de grandes parcelas das populações da China, da Índia, de outras nações asiáticas e da população brasileira a um nível de consumo maior e que para ser menos poluidor terá que ter a adição do etanol. Voltarei ao tema em outra oportunidade, pois é desafiador ao extremo. Comentem comigo ! Bom final de semana!