BLOG DA SEMANA 20 - 17 de maio de 2007
Estive viajando até segunda-feira desta semana, além de ter tido um “pepino” com o meu computador que não me permite ainda usa-lo inteiramente; inclusive não estou acessando a minha lista de endereços para comunicar nova postagem.
Estive em Salvado, Bahia: sempre linda e despregada!
VISITA DE BENTO XVI - Tivemos na semana passada a visita do Santo Padre BENTO XVI, que falou o que tinha de falar, curto e certo. Ninguém é obrigado a seguir os ditames da Igreja, porém, se deseja fazer parte dela, tem que se adequar aos seus preceitos e não querer obrigar a Igreja a adequar-se aos costumes atuais com os quais possamos estar de acordo, mas que, alguns deles, representam, certamente, concessões à moral, à ética e aos preceitos religiosos que uma licenciosidade disseminada vem aceitando sob o argumento de se tratarem de “avanços da modernidade”... Dentro do livre arbítrio que a todos pertence, cada um adota os princípios de moralidade para a sua convivência na sociedade e segue, ou não, uma religião com a qual esteja acorde. Aliás, no tempo do Presidente Médici a propaganda do Brasil dizia: BRASIL AME-O OU DEIXE-O! E´o caso de adaptar-se a frase à religião... No mais, a visita do Santo Padre revelou-nos um homem sensível e preocupado com a religião a qual compete a êle defender e robustecer.
VÃO-SE ALGUNS ANÉIS DA DAIMLER-BENZ – a Daimler-Benz que em 1998 pagou cerca de 12 bilhões de Euros pela CHRYSLER norte-americana, acabou por vender 80% dessa empresa, com a qual, ao comprá-la, sonhara tornar-se a maior montadora de veículos do orbe terrestre, por um bilhão de Euros a uma empresa de participações financeiras, a Cerebrus Capital Management, que muito provavelmente não a irá operar – é freqüente tais empresas ao adquirirem um negocio complexo como este, fatiarem o investimento para venderem suas partes. Os 20% que a Daimler continuará retendo estarão numa empresa controladora, a Chrysler Holding LLC para a qual havia transferido, antecipadamente a totalidade de suas ações na montadora americana. Assim, o controle da Cerebrus sobre a Chrysler se dá através dessa controladora. A gestão da Chrysler pela Daimler alemã foi uma sucessão de erros e fracassos mercadológicos e jurídicos, tendo a empresa se envolvido com práticas malsãs de corrupção que teve de confessar, destituir altos funcionários nos Estados Unidos e na Alemanha, além de resultar, pouco tempo após a eclosão do escândalo na renuncia do seu então Presidente. Dieter Zetsche que era ao tempo diretor da operação norte-americana foi guindado à Presidência da organização a nível mundial. No Brasil, a DaimlerChrysler, nome que adotou após a aquisição da entidade americana, mantém fechada uma fábrica que a Chrysler havia construído para a produção da pick-up DAKOTA, o que a obrigou a devolver ao governo do Paraná os incentivos que havia recebido pela construção desta fábrica em Campo Largo. A fábrica construída em Juiz de Fora (MG) para a produção dos veículos da série A, também não conseguiu atingir um nível de produção satisfatório do modelo que apresenta deficiências evidenciadas logo quando do seu lançamento (instabilidade demonstrada por um jornalista ao fazer o test drive!), corrigidas apenas parcialmente por meio de dispositivo eletrônico, pela a montadora, além de outras deficiências. Apesar disso, como o carrinho também é um sinal de status, ainda a procura se mantém. O modelo que passou a ser montado em Juiz de Fora, para exportação, também não atingiu o volume de produção esperado e, pelos dois motivos, a atividade da fábrica de Juiz de Fora está longe de corresponder ao que dela a DC esperava. Há um ou dois anos a empresa alemã vendeu parte de uma participação que tinha em uma empresa aeroespacial com o que melhorou a figura de seu balanço anual naquele ano. Neste ano a perda com a venda da participação na Chrysler deverá atingir de 3 a 4 bilhões de Euros pois, apesar da grande perda no investimento, a Daimler alemã deverá registrar uma redução de seus compromissos de aposentadorias da operação americana que atingem presentemente a cifra de 19 bilhões de Euros. As vendas dos veículos Chrysler importados no Brasil acredita-se deverão continuar dentro do setor de vendas da Daimler brasileira, cujo nome atual – DaimlerChrysler do Brasil Ltda. - possivelmente será alterado. E´ um fim melancólico ante a esperança com que a aquisição foi feita, mas é o fim de uma atividade tumultuada, para dizer-se o menos, mas esclrecedora de muitos aspectos controvertidos éticamente.
ALTERAÇÃO DA RESPONSABILIDADE PENAL – discutiu-se muito a redução da idade para a maioridade penal e o Congresso ainda aprecia projeto neste sentido. A meu ver o conceito está errado. Os menores de 18 anos, qualquer que seja o crime cometido deverão ficar segregados em instituições destinadas à recuperação de menores, entretanto, no meu entender, menores que cometerem latrocínios, crimes hediondos, assassinatos, venda de tóxico e crimes dessa gravidade, seriam julgados como se maiores fossem, ficando nas instituições destinadas ao encarceramento de menores até atingirem a maioridade, quando então passariam para os presídios de adultos, sempre submetidos a acompanhamento especial tendo em vista a diminuição da pena de acordo com determinadas condicionantes que indiquem a redução de sua periculosidade. Essas instituições destinadas aos menores deveriam ter um sistema de instrução profissionalizante e ocupar o tempo dos menores nelas encarcerados com atividades escolares e esportivas, de modo a ocuparem todo o tempo deles de forma saudável.
TAXA DE CONVERSÃO DA MOEDA AMERICANA TORNA IMPRATICÁVEL A ATIVIDADE INDUSTRIAL DESTINADA À EXPORTAÇÃO – é verdadeiramente absurda a incompetência dos nossos dirigentes do setor financeiro. Está acontecendo no Brasil o que aconteceu no Chile e na Argentina quando a indústria daqueles Países foi desmantelada por uma política míope e comprometida com interesses menores. Se não se tiver competência, pode-se ver o que os países em desenvolvimento, cujas indústrias prosperam e acumulam a participação das pequenas e médias empresas inovadoras. Além de termos de competir com as empresas de capital estrangeiro estabelecidas no País e que recebem financiamento de suas matrizes a juros do mercado externo, devemos ainda suportar a carga tributária requerida pelo nosso “mandarinato tupiniquim” que suga tudo, a ainda suportar o peso dos encargos sociais de mais de 111% (exatos 111,19%). O prof. José Sicsú da Univ. Federal do Rio de Janeiro, em recente entrevista concedida sugere várias medidas para sustar a vinda do capital especulativo que é o principal responsável pela enxurrada de dólares que estão chegando ao País, entre elas, a obrigatoriedade dos fundos externos de trazerem dinheiro próprio para cobrirem as margens de garantia dos negócios fechados na BM&F, atualmente feitos mediante a entrega de títulos públicos. Ele, assim como o ex-ministro Delfim Neto afirmam que o câmbio se tornou um ativo financeiro em si. A fixação de prazo de permanência no País para a sua saída sem maiores ônus, a redução drástica da taxa de juros SELIC, a fixação de um custo para saída de recursos especulativos que tenham permanecido menos de um semestre no País, enfim medidas que tornem mais arriscado o investimento e menos segura a possibilidade de sua retirada não onerosa a qualquer tempo como hoje prevalece, uma restrição enfim à prática de investimento envolvendo os chamados “dólares sintéticos” que influem no nosso mercado sem que tenham, de fato vindo ao nosso País. Todas essas medidas, embora não todas e não o tempo todo, já foram adotadas quando foi preciso conter a enxurrada de dólares em excesso. O fato é que ou o Governo faz alguma coisa já, ou quando quiser fazer será tarde. A empresa nacional faz o S.O.S. veemente!
Estive em Salvado, Bahia: sempre linda e despregada!
VISITA DE BENTO XVI - Tivemos na semana passada a visita do Santo Padre BENTO XVI, que falou o que tinha de falar, curto e certo. Ninguém é obrigado a seguir os ditames da Igreja, porém, se deseja fazer parte dela, tem que se adequar aos seus preceitos e não querer obrigar a Igreja a adequar-se aos costumes atuais com os quais possamos estar de acordo, mas que, alguns deles, representam, certamente, concessões à moral, à ética e aos preceitos religiosos que uma licenciosidade disseminada vem aceitando sob o argumento de se tratarem de “avanços da modernidade”... Dentro do livre arbítrio que a todos pertence, cada um adota os princípios de moralidade para a sua convivência na sociedade e segue, ou não, uma religião com a qual esteja acorde. Aliás, no tempo do Presidente Médici a propaganda do Brasil dizia: BRASIL AME-O OU DEIXE-O! E´o caso de adaptar-se a frase à religião... No mais, a visita do Santo Padre revelou-nos um homem sensível e preocupado com a religião a qual compete a êle defender e robustecer.
VÃO-SE ALGUNS ANÉIS DA DAIMLER-BENZ – a Daimler-Benz que em 1998 pagou cerca de 12 bilhões de Euros pela CHRYSLER norte-americana, acabou por vender 80% dessa empresa, com a qual, ao comprá-la, sonhara tornar-se a maior montadora de veículos do orbe terrestre, por um bilhão de Euros a uma empresa de participações financeiras, a Cerebrus Capital Management, que muito provavelmente não a irá operar – é freqüente tais empresas ao adquirirem um negocio complexo como este, fatiarem o investimento para venderem suas partes. Os 20% que a Daimler continuará retendo estarão numa empresa controladora, a Chrysler Holding LLC para a qual havia transferido, antecipadamente a totalidade de suas ações na montadora americana. Assim, o controle da Cerebrus sobre a Chrysler se dá através dessa controladora. A gestão da Chrysler pela Daimler alemã foi uma sucessão de erros e fracassos mercadológicos e jurídicos, tendo a empresa se envolvido com práticas malsãs de corrupção que teve de confessar, destituir altos funcionários nos Estados Unidos e na Alemanha, além de resultar, pouco tempo após a eclosão do escândalo na renuncia do seu então Presidente. Dieter Zetsche que era ao tempo diretor da operação norte-americana foi guindado à Presidência da organização a nível mundial. No Brasil, a DaimlerChrysler, nome que adotou após a aquisição da entidade americana, mantém fechada uma fábrica que a Chrysler havia construído para a produção da pick-up DAKOTA, o que a obrigou a devolver ao governo do Paraná os incentivos que havia recebido pela construção desta fábrica em Campo Largo. A fábrica construída em Juiz de Fora (MG) para a produção dos veículos da série A, também não conseguiu atingir um nível de produção satisfatório do modelo que apresenta deficiências evidenciadas logo quando do seu lançamento (instabilidade demonstrada por um jornalista ao fazer o test drive!), corrigidas apenas parcialmente por meio de dispositivo eletrônico, pela a montadora, além de outras deficiências. Apesar disso, como o carrinho também é um sinal de status, ainda a procura se mantém. O modelo que passou a ser montado em Juiz de Fora, para exportação, também não atingiu o volume de produção esperado e, pelos dois motivos, a atividade da fábrica de Juiz de Fora está longe de corresponder ao que dela a DC esperava. Há um ou dois anos a empresa alemã vendeu parte de uma participação que tinha em uma empresa aeroespacial com o que melhorou a figura de seu balanço anual naquele ano. Neste ano a perda com a venda da participação na Chrysler deverá atingir de 3 a 4 bilhões de Euros pois, apesar da grande perda no investimento, a Daimler alemã deverá registrar uma redução de seus compromissos de aposentadorias da operação americana que atingem presentemente a cifra de 19 bilhões de Euros. As vendas dos veículos Chrysler importados no Brasil acredita-se deverão continuar dentro do setor de vendas da Daimler brasileira, cujo nome atual – DaimlerChrysler do Brasil Ltda. - possivelmente será alterado. E´ um fim melancólico ante a esperança com que a aquisição foi feita, mas é o fim de uma atividade tumultuada, para dizer-se o menos, mas esclrecedora de muitos aspectos controvertidos éticamente.
ALTERAÇÃO DA RESPONSABILIDADE PENAL – discutiu-se muito a redução da idade para a maioridade penal e o Congresso ainda aprecia projeto neste sentido. A meu ver o conceito está errado. Os menores de 18 anos, qualquer que seja o crime cometido deverão ficar segregados em instituições destinadas à recuperação de menores, entretanto, no meu entender, menores que cometerem latrocínios, crimes hediondos, assassinatos, venda de tóxico e crimes dessa gravidade, seriam julgados como se maiores fossem, ficando nas instituições destinadas ao encarceramento de menores até atingirem a maioridade, quando então passariam para os presídios de adultos, sempre submetidos a acompanhamento especial tendo em vista a diminuição da pena de acordo com determinadas condicionantes que indiquem a redução de sua periculosidade. Essas instituições destinadas aos menores deveriam ter um sistema de instrução profissionalizante e ocupar o tempo dos menores nelas encarcerados com atividades escolares e esportivas, de modo a ocuparem todo o tempo deles de forma saudável.
TAXA DE CONVERSÃO DA MOEDA AMERICANA TORNA IMPRATICÁVEL A ATIVIDADE INDUSTRIAL DESTINADA À EXPORTAÇÃO – é verdadeiramente absurda a incompetência dos nossos dirigentes do setor financeiro. Está acontecendo no Brasil o que aconteceu no Chile e na Argentina quando a indústria daqueles Países foi desmantelada por uma política míope e comprometida com interesses menores. Se não se tiver competência, pode-se ver o que os países em desenvolvimento, cujas indústrias prosperam e acumulam a participação das pequenas e médias empresas inovadoras. Além de termos de competir com as empresas de capital estrangeiro estabelecidas no País e que recebem financiamento de suas matrizes a juros do mercado externo, devemos ainda suportar a carga tributária requerida pelo nosso “mandarinato tupiniquim” que suga tudo, a ainda suportar o peso dos encargos sociais de mais de 111% (exatos 111,19%). O prof. José Sicsú da Univ. Federal do Rio de Janeiro, em recente entrevista concedida sugere várias medidas para sustar a vinda do capital especulativo que é o principal responsável pela enxurrada de dólares que estão chegando ao País, entre elas, a obrigatoriedade dos fundos externos de trazerem dinheiro próprio para cobrirem as margens de garantia dos negócios fechados na BM&F, atualmente feitos mediante a entrega de títulos públicos. Ele, assim como o ex-ministro Delfim Neto afirmam que o câmbio se tornou um ativo financeiro em si. A fixação de prazo de permanência no País para a sua saída sem maiores ônus, a redução drástica da taxa de juros SELIC, a fixação de um custo para saída de recursos especulativos que tenham permanecido menos de um semestre no País, enfim medidas que tornem mais arriscado o investimento e menos segura a possibilidade de sua retirada não onerosa a qualquer tempo como hoje prevalece, uma restrição enfim à prática de investimento envolvendo os chamados “dólares sintéticos” que influem no nosso mercado sem que tenham, de fato vindo ao nosso País. Todas essas medidas, embora não todas e não o tempo todo, já foram adotadas quando foi preciso conter a enxurrada de dólares em excesso. O fato é que ou o Governo faz alguma coisa já, ou quando quiser fazer será tarde. A empresa nacional faz o S.O.S. veemente!

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