BLOG 2 DA SEMANA 21 - de 26 de maio, 2007
Hoje vou ser muito curto porque estou lendo a revista VEJA que circula na semana que vem e traz notícias do envolvimento de “donos do poder” com corrupção. A gente se empolga com a leitura, como quando se lê um folhetim, certos de que tudo transcorrerá como nas obras de ficção... sem qualquer conseqüência...
Diz a revista que dos mais de 785 presos em decorrência de investigações da Polícia Federal desde 2003, apenas pouco mais de 40 se encontram presos (não sei dizer se condenados ou ainda aguardando sentenças).
Tenho falado continuadamente sobre a situação do País para o empresariado, duvidando da lucratividade da maior parte das atividades privadas. As exceções seriam: 1) a atividade bancária; 2) as exportações de manufaturados que passaram a incluir em sua montagem componentes importados (do que resulta por outro lado desemprego para as industrias fornecedoras de tais insumos agora substituídos pelos de importação); 3) as exportações de produtos manufaturados produzidos por multinacionais sediadas em nosso País, com conexões ou coligadas na América Latina que lhes permitem impor preços dos quais resultem lucros que de outra forma não teriam; 4) algumas atividades de produção de produtos agrícolas, exportados “in natura”, seja pelo fato de imporem o ônus da desvantagem cambial aos pequenos produtores, ou por ainda conseguirem produzir com um custo compatível com o redito da operação de venda ao exterior; 5) setores que se aproveitam do aumento de ganhos de classes sociais que vêm sendo beneficiadas pelos programas sociais do governo, em atividades de varejo e 6) a construção civil o que digo com uma indagação, já que o fenômeno não seria geral nem para todos os setores; no Ceará as construtoras se uniram para importar materiais da CHINA.
O Chile que começou a observar uma apreciação não desejada da sua moeda, introduziu duas medidas para diminuírem afluência da moeda norte-americana. Mas isto é coisa de governos que zelam pelos contribuintes que geram a riqueza do País, o que a gestores de vista curta não ocorre. Parece que a Argentina também adotou novas normas recentemente, tudo de modo a não apreciar a sua moeda em demasia.
Um grande industrial que processa castanhas de caju, estabelecido em Teresina, dizia em entrevista televisiva de 5ª.Feira passada que a sua empresa que já empregara 900 mulheres havia reduzido o seu pessoal a 450 pessoas e que nos próximos meses irá reduzir mais 300 postos de trabalho. E digo eu deve estar trabalhando ou com prejuízo ou sem lucratividade alguma por todos estes meses. Essa industria processava mais de 80 mil toneladas de castanha de caju por ano.
Esse é um panorama mais ou menos generalizado em nosso País. Nós também já estamos reduzindo o nosso pessoal em mais de 10% e prevemos uma redução maior nos próximos 3 mêses se a conjuntura não se mostrar mais promissora.
E para terminar, uma pílula de humor: Um industrial exportador expunha a sua situação a um amigo que após ouvi-lo perguntou-lhe: “ E você, com tudo isto, como tem dormido?” ao que o industrial exportador respondeu: “ Eu? Durmo como uma criança... e complementando, ante o olhar indagador do amigo,.... acordando de duas em duas horas, chorando......”
Diz a revista que dos mais de 785 presos em decorrência de investigações da Polícia Federal desde 2003, apenas pouco mais de 40 se encontram presos (não sei dizer se condenados ou ainda aguardando sentenças).
Tenho falado continuadamente sobre a situação do País para o empresariado, duvidando da lucratividade da maior parte das atividades privadas. As exceções seriam: 1) a atividade bancária; 2) as exportações de manufaturados que passaram a incluir em sua montagem componentes importados (do que resulta por outro lado desemprego para as industrias fornecedoras de tais insumos agora substituídos pelos de importação); 3) as exportações de produtos manufaturados produzidos por multinacionais sediadas em nosso País, com conexões ou coligadas na América Latina que lhes permitem impor preços dos quais resultem lucros que de outra forma não teriam; 4) algumas atividades de produção de produtos agrícolas, exportados “in natura”, seja pelo fato de imporem o ônus da desvantagem cambial aos pequenos produtores, ou por ainda conseguirem produzir com um custo compatível com o redito da operação de venda ao exterior; 5) setores que se aproveitam do aumento de ganhos de classes sociais que vêm sendo beneficiadas pelos programas sociais do governo, em atividades de varejo e 6) a construção civil o que digo com uma indagação, já que o fenômeno não seria geral nem para todos os setores; no Ceará as construtoras se uniram para importar materiais da CHINA.
O Chile que começou a observar uma apreciação não desejada da sua moeda, introduziu duas medidas para diminuírem afluência da moeda norte-americana. Mas isto é coisa de governos que zelam pelos contribuintes que geram a riqueza do País, o que a gestores de vista curta não ocorre. Parece que a Argentina também adotou novas normas recentemente, tudo de modo a não apreciar a sua moeda em demasia.
Um grande industrial que processa castanhas de caju, estabelecido em Teresina, dizia em entrevista televisiva de 5ª.Feira passada que a sua empresa que já empregara 900 mulheres havia reduzido o seu pessoal a 450 pessoas e que nos próximos meses irá reduzir mais 300 postos de trabalho. E digo eu deve estar trabalhando ou com prejuízo ou sem lucratividade alguma por todos estes meses. Essa industria processava mais de 80 mil toneladas de castanha de caju por ano.
Esse é um panorama mais ou menos generalizado em nosso País. Nós também já estamos reduzindo o nosso pessoal em mais de 10% e prevemos uma redução maior nos próximos 3 mêses se a conjuntura não se mostrar mais promissora.
E para terminar, uma pílula de humor: Um industrial exportador expunha a sua situação a um amigo que após ouvi-lo perguntou-lhe: “ E você, com tudo isto, como tem dormido?” ao que o industrial exportador respondeu: “ Eu? Durmo como uma criança... e complementando, ante o olhar indagador do amigo,.... acordando de duas em duas horas, chorando......”

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