BLOG DA SEMANA 6 - 10 DE FEVEREIRO DE 2007
GOVERNO PLANEJA INVESTIR 10 BILHÕES EM PESQUISA DE BIOTECNOLIGIA – noticia a imprensa nas edições do dia 9 de fevereiro completando que para a Política Nacional de Biotecnologia ser viabilizada, é preciso o engajamento do setor privado que até agora diz a notícia, se mostrou desinteressado. O Governo federal insituiu uma política nacional de biotecnologia que será direcionada para as áreas de saúde humana, agropecuária, industria e meio ambiente. Mas o êxito feliz da iniciativa dependerá do engajamento do setor privado que até agora não se mostrou interessado. O Ministro Sergio Rezende, do Min. Da Ciência e Tecnologia citou, em declarações feitas em Brasília, que um Fundo de 90 milhões destinado à pesquisa, somente a metade foi gasta no ano passado por falta de interessados.
Essa gente é que nem Ema, o animal que no perigo esconde a cabeça julgando que o restante do corpo está todo protegido. A empresa nacional tem interesse em pesquisa e gostaria de desenvolver numerosos projetos. Ocorre que os bancos oficiais colocam no CADIM empresas inadimplentes, ainda que os débitos estejam em apreciação judicial ou qualquer outro retardamento. E aí os pedidos de financiamentos oficiais não são aprovados. Dizia-me um Ministro de um Tribunal Federal que no Brasil, apenas as grandes empresas e as multinacionais estão sem problemas bancários, tributários e/ou judiciais e assim, ou mudam os regulamentos para flexibilizar a aprovação de cadastros levando em conta peculiaridades ou os fundos serão utilizados para as grandes empresas que, de fato, deles não necessitariam.
Pra boi dormir - Os colunistas dos jornais veem com um papo estranho ao analisar a vitória de Arlindo Chinaglia. Dizem que foi quase como uma vitória da oposição, porque o candidato de Lula seria, para eles, Aldo Rebelo. É muita imaginação pra pouca massa cinzenta. Ninguém duvide, Chinaglia representa, de corpo e alma (aqui mora o perigo dirceano), os interesses do Planalto. Arlindo Chinaglia era o representante do governo na Câmara dos Deputados. Era a voz do Palácio na Casa dos Representantes do povo. Nada contra isso, mas o que não se pode admitir é querer criar expectativas onde evidentemente não há. O governo tem em suas mãos - espera-se que dessa vez não as tenha no bolso (sai pra lá mensalão) - a casa côncava e a convexa. O resto, é conversa pra boi dormir.
Proposta pareceria entre Brasil e Estados Unidos para projetos de biocombustíveis -
In the coming months, Washington will roll out a strategic partnership with Brazil to expand ethanol and other biofuels usage in the hemisphere, hoping not only to bolster energy security and generate more rural jobs for poor countries but foster goodwill toward the United States. The Inter-American Development Bank (IDB) and the Organization of American States are also expected to participate. Brazil would like to send more ethanol to the United States, but above all, it wants more countries using the fuel, turning it into more of a tradeable commodity like oil is today. The United States can help it achieve that goal, The alliance between the two ethanol giant producing countries will be trumpeted as a major achievement by an administration that critics have long accused of allowing U.S.-Latin American relations to fall in a rut by focusing on a narrow range of difficult issues like free trade and drug trafficking. Ethanol produced in Brazil is taxed to discourage its entry into the United States, although some Brazilian ethanol refined in countries such as Costa Rica and Jamaica -- that have trade arrangements with the United States -- are allowed in duty-free.
Quando somos nós que detemos uma tecnologia avançada, a estória é de parceria e alianças, quando são os países desenvolvidos que as detêm, a faca é enfiada até o cabo.
Essa gente é que nem Ema, o animal que no perigo esconde a cabeça julgando que o restante do corpo está todo protegido. A empresa nacional tem interesse em pesquisa e gostaria de desenvolver numerosos projetos. Ocorre que os bancos oficiais colocam no CADIM empresas inadimplentes, ainda que os débitos estejam em apreciação judicial ou qualquer outro retardamento. E aí os pedidos de financiamentos oficiais não são aprovados. Dizia-me um Ministro de um Tribunal Federal que no Brasil, apenas as grandes empresas e as multinacionais estão sem problemas bancários, tributários e/ou judiciais e assim, ou mudam os regulamentos para flexibilizar a aprovação de cadastros levando em conta peculiaridades ou os fundos serão utilizados para as grandes empresas que, de fato, deles não necessitariam.
Pra boi dormir - Os colunistas dos jornais veem com um papo estranho ao analisar a vitória de Arlindo Chinaglia. Dizem que foi quase como uma vitória da oposição, porque o candidato de Lula seria, para eles, Aldo Rebelo. É muita imaginação pra pouca massa cinzenta. Ninguém duvide, Chinaglia representa, de corpo e alma (aqui mora o perigo dirceano), os interesses do Planalto. Arlindo Chinaglia era o representante do governo na Câmara dos Deputados. Era a voz do Palácio na Casa dos Representantes do povo. Nada contra isso, mas o que não se pode admitir é querer criar expectativas onde evidentemente não há. O governo tem em suas mãos - espera-se que dessa vez não as tenha no bolso (sai pra lá mensalão) - a casa côncava e a convexa. O resto, é conversa pra boi dormir.
Proposta pareceria entre Brasil e Estados Unidos para projetos de biocombustíveis -
In the coming months, Washington will roll out a strategic partnership with Brazil to expand ethanol and other biofuels usage in the hemisphere, hoping not only to bolster energy security and generate more rural jobs for poor countries but foster goodwill toward the United States. The Inter-American Development Bank (IDB) and the Organization of American States are also expected to participate. Brazil would like to send more ethanol to the United States, but above all, it wants more countries using the fuel, turning it into more of a tradeable commodity like oil is today. The United States can help it achieve that goal, The alliance between the two ethanol giant producing countries will be trumpeted as a major achievement by an administration that critics have long accused of allowing U.S.-Latin American relations to fall in a rut by focusing on a narrow range of difficult issues like free trade and drug trafficking. Ethanol produced in Brazil is taxed to discourage its entry into the United States, although some Brazilian ethanol refined in countries such as Costa Rica and Jamaica -- that have trade arrangements with the United States -- are allowed in duty-free.
Quando somos nós que detemos uma tecnologia avançada, a estória é de parceria e alianças, quando são os países desenvolvidos que as detêm, a faca é enfiada até o cabo.
Com pendências judiciais, Iguatemi vende só ações ON
Por Adriana Cotias 01/02/2007 Jornal Valor Econômico
Termina amanhã o período de reservas de ações da Iguatemi, a empresa de shopping centers da família Jereissati, do Ceará. A abertura de capital vem no embalo do cultuado setor imobiliário e traz para o mercado uma empresa envolta em pendências jurídicas - que superam os R$ 170 milhões - e que acaba de quase quintuplicar a remuneração de conselheiros e diretores.
Com a venda mínima de 15,904 milhões de ações ordinárias (ON, com direito a voto), a operação pode esbarrar nos R$ 550 milhões, na hipótese de venda do lote extra. O preço por ação oscila num intervalo de R$ 23,00 a R$ 30,00. Se for bem-sucedida, a Iguatemi vai estrear no Novo Mercado da Bovespa no dia 7 com um valor de mercado na casa do R$ 1,5 bilhão, quase seis vezes acima do patrimônio que tinha no fim de setembro.
A companhia é controlada pela La Fonte Participações, que detém 98,31% do capital e mantém participação indireta na Telemar. Com o capital já aberto, a La Fonte fez, em outubro de 2005, um lançamento de ações destinado apenas a investidores institucionais e qualificados - com pelo menos R$ 300 mil para aplicar. Não teve assim de publicar prospecto detalhando a emissão ou alertando para os riscos do investimento, procedimento previsto na Instrução 400 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Agora com a oferta da Iguatemi, com uma fatia de 10% a 20% das ações direcionadas ao público de varejo, a companhia teve de abrir alguns aspectos da sua contabilidade.
A empresa tinha em novembro pendências tributárias, referentes ao período de 2000 a 2003, com a Receita Federal de R$ 95,4 milhões - ante receitas líquidas anuais na casa dos R$ 100 milhões. Os valores são relativos à cobrança de Imposto de Renda, Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL) PIS e Cofins. No prospecto, a Iguatemi alerta que o montante envolvido supera 30% do patrimônio líquido e que bens constantes no ativo permanente podem ser arrolados. Além disso, a empresa conta estar envolvida em sete processos judiciais cíveis, com prováveis chances de perda e formação de passivos contingenciais, de cerca de R$ 76,5 milhões.
Um investidor, por meio de carta ao Valor, chama a atenção para o fato de a remuneração total do conselho de administração e da diretoria ter sido fixada em R$ 10 milhões para este ano, ante os R$ 2,3 milhões pagos em 2005. No estatuto, a Iguatemi se propõe a distribuir 25% dos resultados na forma de dividendos.
Entre os riscos expostos no prospecto, a Iguatemi ainda cita a dependência operacional das vendas das lojas instaladas em seus shoppings. Além disso, a construção de shoppings próximos aos seus pode requerer investimentos não programados. A empresa menciona também que eventuais dificuldades financeiras de lojas âncoras podem causar até a rescisão de contratos de locação.
Com a oferta, cerca de 30% do capital da Iguatemi entra em circulação no mercado. Os recursos líquidos levantados com a captação (até R$ 462,9 milhões, considerando-se a média) vão ser destinados à incorporação e administração de novos shoppings, aquisição de participações nos shoppings em que o grupo já está presente e em shoppings de terceiros, de menor porte.
Se os papéis saírem na média de R$ 26,50, isso representará diluição imediata de 56,9% para os novos investidores, já que o preço contábil por ação era de R$ 6,23 ao fim de setembro. O investidor individual poderá fazer reservas entre R$ 3 mil e R$ 300 mil. Um analista diz que apesar de a relação Preço/Lucro (P/L, medida que dá uma idéia do prazo de retorno) ser de 20 anos, inferior ao das empresas do setor imobiliário, o preço está inflado demais para justificar o investimento.

3 Comments:
Isto está muito correto.
Não tenho nenhuma dúvida que falta visão e interesse governamental para investimentos na área.
Prezado Marc,
O Governo brasileiro, de há muito tempo, não incentiva a pesquisa e o consequente avanço da produção tecnológica nacional. Ou por falta de interesse ou falta de visão. Ou as duas coisas associadas.
Quem tem a primazia de produzir esses "insumos" econômicos, sem dúvida nenhuma, são as empresas e organismos privados e as universidades .
No caso das universidades, faltam investimentos e apoio às pesquisas. No caso das empresas e organismos privados vê-se que a situação não é muito diferente. O Governo cria dificuldades e a legislação dá guarida às reais intenções e disposição do Governo.
Num mundo globalizado, com uma dinâmica de mercado cada vez mais veloz e apurada, sem pesquisa é impossível promover desenvolvimento e ser pioneiro em ações de produção econômica.
Amarrar as empresas que querem e podem fazer pesquisa através de questões judiciais pendentes, não julgadas, é amarrar uma corda no próprio pescoço, atá-la num rochedo e esperar a " boiada" passar. Os outros países seguem adiante, nós ficamos atados ao primarismo da ignorância intelectual em vários assuntos e temas modernamente disputados no mundo da tecnologia e das ciências sociais.
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