quinta-feira, novembro 30, 2006

BLOG DA SEMANA 48 - 30 de novembro de 2006

BANCOS LIDERAM DOAÇÕES PARA A CAMPANHA ELEITORAL DO PRESIDENTE LULA – a Folha de São Paulo na edição de ontem, 29, diz que os Bancos doaram 10,5 milhões de reais para a campanha presidencial. A de Lula teria atingido 114,17 milhões e a do candidato Geraldo Alckmin 81,9 milhões de Reais. O PT restou devedor de 9,87 milhões e o candidato oposicionista ficou devedor de 19,9 milhões de Reais, encargo êste assumido pelo seu partido, já que a arrecadação foi de apenas 62 milhões de Reais. Para a campanha de Lula os Bancos contribuíram oficialmente com 10,5 milhões de Reais, onde se destaca o B. Itaú que contribuiu com 3,5 milhões de Reais... Em 2005 o lucro dos Bancos somou R$ 28,3 bilhões. Um Record vergonhoso quando se vê a dificuldade que enfrenta a empresa privada de médio porte e o acesso que os Bancos têm ao financiamento da máquina pública; ou seja o lucro dos Bancos foi dado, sobretudo, pelo financiamento dos títulos públicos que pagam o juro imoral mais alto do mundo porque o Governo não é capaz de frear os gastos desordenados e a corrupção. Depois dessa eleição consagradora, o Presidente Lula até debocha de quem lhe dirige perguntas que não deseja responder, como ao responder, durante um almoço ao qual estava presente, a uma pergunta sôbre as ligações da empresa de um filho dele com uma das rêdes de televisão e o aumento das verbas de publicidade oficiais carreadas para a rêde de televisão: deixa o homem comer...uma adaptação do mote de uma das suas canções da campanha (deixa o home trabalha).
STANDARD & POOR´S (S&P) – um cunhado meu perguntava há poucos dias como a S&P chegava à determinação do risco dos países. Em visita ao País, a Diretora de Risco Soberano da agência tentou explicar os critérios para a determinação do índice do risco cuja aferição é praticamente impossível; para a diretora, a falta de um crescimento sustentável, a alta relação entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB) e o comprometimento de parte relevante da receita com o pagamento de juros dessa dívida, são os três maiores motivos para que a classificação do risco Brasil pela S&P ainda esteja a dois níveis abaixo do “grau de investimento”. A Diretora disse que a só comparação das cifras brasileiras com as de países que já possuem esse Grau mostra grandes diferenças: o tamanho da dívida; a relação da dívida com o PIB (50% no caso do Brasil e menos de 30% nos Países que detêm o GI); carga dos juros que reflete o tamanho dessa dívida e que no Brasil é de 20% das receitas brasileiras e nos países com GI não atingem 10%. Outro fator é o ritmo de crescimento sustentável que não pode ser de 1 ano mas de 10 anos. Na classificação da S&P o Brasil passou do nível de “estável” para de “positivo” e nova reclassificação ocorrerá apenas dentro de um ano e meio. Resumindo penso que essa estória da S&P é mais um instrumento de dominação como muitos utilizados pelo FMI para isto bastando recordar os altos índices da S&P em 2002, a serviço da especulação internacional (George Soros!), e que quase levava o Brasil à lona, e a rápida regressão do índice muito próximo do término da eleição presidencial quando nenhuma medida havia sido tomada ou mostrado seus efeitos.
EUROTUNNEL EVITA FALÊNCIA À ÚLTIMA HORA – com a aprovação dos credores para a redução das dívidas da empresa de 6,2 bilhões de libras esterlinas (US$ 11,7 bilhões) em mais de 50% a operadora do Túnel sob o Canal da Mancha evitou a decretação de sua falência. A redução foi aprovada por 72% dos credores. Agora ela vai tentar convencer os detentores de bônus da empresa a fazerem o mesmo. Realizadora de um grande projeto o túnel ligando a Inglaterra ao continente europeu, é uma pena que esteja nessa situação de penúria financeira pois a obra é magnífica!
Mercedes-Benz comemora 50 ano da inauguração de sua fábrica no Brasil – essa industria, uma das primeiras a aportarem no Brasil trazidas por Juscelino Kubitscheck quando de sua eleição à Presidência do Brasil comemora os seus 50 anos de atividades. Somos da primeira hora, mas nem tudo são flores neste relacionamento. Afinal multinacional é multinacional mesmo e impessoal

domingo, novembro 26, 2006

BLOG DA SEMANA 47 - 26 DE NOVEMBRO DE 2006

Como disse em Blog anterior, estive ausente visitando com uns cunhados meus que moram na Alemanha, Teresina, Parnaíba e Jericoacoara, essa praia lindíssima do Estado do Ceará. Jeri não tem calçamento e não tem iluminação pública, pelo menos nessa área turística que é iluminada pela iluminação das lojas, hotéis, pousadas, restaurantes que se sucedem nas três avenidas principais e em muitas das suas transversais. Em Jeri fica-se em um “estado de encantamento”. Vou tentar enviar uma foto com o meu e-mail de aviso desta postagem. Vou ver se dará certo porque as minhas habilidades são muito limitadas. Hospedamo-nos no Hotel Mosquito Blue, que é muito bom. Eles têm hotéis no México, também.
IMPOSTOS – os jornais estão divulgando nesta semana que em uma garrafa de cerveja quando compramos estamos pagando 81% de impostos, em 1 quilo de açúcar estando contidos no preço, 32,14% de tributos, em um quilo de feijão os tributos inseridos correspondem a 16,54%, em um pote de margarina de 500 gramas, o governo arrecada 37,18% do preço pago pelo consumidor e nada disso chega ao conhecimento do consumidor. Os eleitores que consagraram Lula Presidente para um segundo mandato, certamente não tinham essa informação que não foi divulgada nem pelas oposições, como também não se sabe o quanto esses impostos indiretos pagos pelo o consumidor aumentaram nos últimos 4 anos. Precisamos resistir a novos aumentos e contribuir de forma inteligente para que um reforma tributária possa reduzir de forma significativa os tributos pagos. E´ evidente que para isto a gestão da coisa pública terá que ser muito aperfeiçoada.
UMA CHANCE AO PAÍS – em recente discurso do sr. Presidente da República, ele falou muito claramente esperar do seu Partido uma nova postura no novo governo, “para que ele volte a primar pela ética e voltar a ser padrão de moralidade”. Ora aí está afirmação que pode significar o reconhecimento de que não ignore ele os problemas suscitados antes e durante a campanha presidencial. Em recente artigo do jornalista Rangel Cavalcante, com o mesmo título que utilizo para a nomeação deste tópico (de 12/11/06), ele clama pela mudança de atitudes do Presidente Lula, seus companheiros e a oposição, para que passem a entender que já é hora de fazerem alguma coisa pelo Brasil. Até hoje, prossegue ele, só têm cuidado dos seus próprios interesses e ambições. O Páis está em frangalhos. Para fazer o chamado superávit primário e pagar os bilhões em juros aos banqueiros daqui e de alhures, o governo cortou pesadamente os investimentos nos setores mais vitais, como saúde, transportes, energia, educação e segurança. E gasta cada vez mais...Valeria a pena a leitura do artigo pelas pessoas que possam influir na mudança que se reclama. Os cidadãos, merecemos pelo menos uma nova atitude de gestão da coisa pública.
Anti-inflamatórios naturais – com a queda em desgraça dos anti-inflamatórios da industria farmacêutica (cox-2, sobretudo) vem aumentando o uso de ingredientes naturais para essa finalidade. Entre eles é de destacar-se o Omega-3, combinação de ácidos graxos obtidos principalmente do óleo de peixe mas também de outras matérias primas vegetais, a Astaxantina, cuja maior fonte natural são micro algas cultivadas em empresas especializadas, a Curcumina, obtida de várias plantas, entre as quais o gengibre. As características da curcumina em diversas oportunidades tem também baseado uma recomendação para o seu uso como aditivo no tratamento de doenças como o Mal de Parkinson e o de Alzheimer, doenças cuja etiologia embora ainda sujeita a maiores pesquisas, incluem o diagnóstico da ocorrência de inflamação em partes do cérebro dos pacientes acometidos do mal. No combate específico a dores advindas de artrites e estados dolorosos das articulações, o uso de Clorohidrato de glucosamina e sulfato de condroitina, vem sendo adotado, atingindo US$ 730 milhões de dólares o mercado dos dois produtos nos Estados Unidos

quarta-feira, novembro 15, 2006

BLOG DA SEMANA 46 / 3 - 15 de novembro 2006

Aqui vai o outro texto de Tarcício Matos :

Para João Calixto, faltam especialistas em toxicologia no Brasil e sobram regras que impedem a pesquisa de remédios da biodiversidade.

Há mais de uma década mergulhado na biodiversidade brasileira, o farmacologista João Batista Calixto, professor titular de Farmacologia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), tem muitas histórias para contar sobre como derivar um remédio de uma planta. Ele também conhece de perto os gargalos do setor, que pelo menos na teoria tem um excelente potencial de crescimento."Temos uma política de governo mas não de Estado", disse Calixto à Folha. O pesquisador colaborou no desenvolvimento do antiinflamatório Acheflan, da Aché Laboratórios Farmacêuticos, entre vários projetos sigilosos em curso com a indústria farmacêutica, a maioria da área de fitomedicamentos (remédios naturais testados clinicamente) .Lançado há pouco mais de um ano no Brasil, o Acheflan -feito a partir da planta erva-baleeira ou maria-milagrosa (Cordia verbenacea)- já abocanhou 32% do mercado dos antiinflamatórios usados sobre a pele. "Ultrapassou o tradicional Cataflam", diz Calixto.Uma das únicas opções que sobraram depois da aprovação da Lei de Patentes de 1997 - as empresas farmacêuticas do Brasil não puderam mais copiar produtos de fora - foi pesquisar a biodiversidade nacional. "A área de medicamentos sintéticos é muito difícil, porque os alvos moleculares necessários são complexos e estão nas mãos das grandes empresas internacionais" explica Calixto. "O risco é muito elevado e os custos, proibitivos."Nascido em Coromandel (MG) e formado em São Paulo, Calixto chegou em Florianópolis em 1976, para criar um novo grupo de estudos. Durante esse tempo todo, ele vem tentando se virar dentro da chamada relação universidade-empresa.Apesar de não ser o único, o indicador citado por Calixto, e sempre repetido por especialistas da área de Ciência e Tecnologia mostra como esse relacionamento é pífio."No ano de 2005 o Brasil publicou mais de 16 mil trabalhos no exterior e apenas cerca de 300 patentes. A Índia tem o dobro. A Coréia do Sul, então, 20 vezes mais". Isso significa, para ele, que algo está faltando. "No caso, é a interação entre universidade e empresa."Apesar de a pós-graduação brasileira ter crescido de forma espetacular nos últimos anos -hoje são formados cerca de 10 mil doutores por ano- os produtos finais desse processo são apenas artigos científicos e não patentes ou produtos."Falta uma política industrial que dê prioridade para isso. Falta uma cultura na universidade e também nas empresas, que precisam perder o medo de investir, além dos entraves regulatórios, que ainda são enormes". Para Calixto, a Lei de Inovação, por exemplo, regulamentada em 2005, ainda não teve efeito prático.Mesmo na área da formação de recursos humanos existem problemas. "Formou-se muito, mas sem prioridade. A área de toxicologia por exemplo, é quase inexistente no Brasil. Não temos treinamento para a área de propriedade intelectual na nossa pós-graduação", explica.Quando o assunto é a burocracia estatal, todos são lembrados pelo cientista. O CGEN (Conselho de Gestão do Patrimônio Genético), órgão normativo do governo federal, é um dos alvos. "Claro que sou a favor de uma regulamentação para remunerar o conhecimento tradicional. Mas não se pode perder três ou quatro anos para chegar a um consenso. Os nossos [países] vizinhos, que têm plantas iguais às nossas, estão saindo na frente."No seu dia-a-dia, explica Calixto, ele tem de jogar "futebol e voleibol" ao mesmo tempo. Além disso, tanto as regras complicadas da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) quanto a interferência do Ministério Público acabam atravancando a pesquisa. A primeira atrasa a importação de insumos e de animais. O segundo dificulta a contratação de pessoas pelas fundações das universidades que mantém os contratos com as indústrias."De um lado tenho de orientar alunos e publicar artigos. De outro, desenvolver produtos, manter sigilo e os cronogramas. No fundo, você sempre acaba sendo penalizado."Mesmo assim, e talvez porque o lado científico seja o menos problemático, os projetos no laboratório continuam.Um é de um calmante, outro para o coração, existem ainda fórmulas para inflamações intestinais, para o combate ao envelhecimento, para o câncer e até para depressão. "Devemos caminhar primeiro onde temos chance de marcar o gol."

BLOG DA SEMANA 46 / 2 - 15 de Novembro, 2006

A propósito do meu blog postado onem, recebí dois textos que irei retransmitir. Aqui vai o primeiro:
Gargalo na inovação
Empresas reagem ao imperativo tecnológico, mas fundos setoriais permanecem tolhidos pelo desequilíbrio fiscal O EFEITO PERVERSO mais flagrante da prática de produzir superávits primários sem critério talvez se encontre no estrangulamento dos fundos setoriais de ciência e tecnologia (C&T). Criados em 1999 para prover fluxos estáveis de verbas à pesquisa, com a missão de fertilizar empresas brasileiras por meio da inovação, os 15 fundos existentes viram seus recursos contingenciados em até 70%, nos piores momentos, como em 2002.Cerca de R$ 4 bilhões se encontram hoje numa espécie de limbo contábil. Teoricamente recolhidos para abreviar o hiato entre pesquisa e empresas em setores como petróleo, biotecnologia e energia, foram sorvidos para aliviar o sufoco financeiro do Estado. Entraram para o extenso rol dos gravames disfarçados e deturpados que mal e mal equilibram as contas do país.Pode não parecer muito, diante dos R$ 5 bilhões de fundo similar de telecomunicações. Para a ciência, porém, é uma enormidade, da ordem de 15% de tudo que os setores público e privado destinam a C&T a cada ano. Tal investimento é de 1,37% do PIB -valor pífio, diante das necessidades do desenvolvimento num cenário mundial em que o conteúdo tecnológico dos produtos pode fazer a diferença entre ganhar e perder mercados.Durante a campanha eleitoral, o presidente reeleito esquivou-se de compromisso com a aplicação plena dos recursos nas atividades previstas. Por outro lado, seu governo vem cumprindo o calendário de reduções progressivas das parcelas contingenciadas fixado em acordo com representantes da comunidade científica. Em 2006, será de cerca de 40% das contribuições e deveria cair a zero em 2010.Apesar dos desvios, os fundos setoriais irrigaram com R$ 2,7 bilhões adicionais os recursos para produzir conhecimento e transferi-lo a empresas, em sete anos. Sem a parcela de 25% dos royalties que cevam o fundo setorial de petróleo, por exemplo, seria mais difícil tirar do papel o tanque oceânico da Coppe-UFRJ, erguido ao custo de aproximadamente R$ 15 milhões para simular inóspitas condições da exploração em águas profundas. Os fundos foram também decisivos para a Rede Nacional de Pesquisa de Alta Velocidade, que interliga centros de investigação científica por todo o país.Se houve um tempo em que empresas nacionais eram refratárias à pesquisa, surgem indícios de que ele pode estar no fim. Ao concluir a recepção de propostas para o primeiro edital de investimentos de inovação em empresas, no final de outubro, o governo foi surpreendido com demanda seis vezes superior ao disponível, R$ 300 milhões.O imperativo da geração e absorção de tecnologia enfim parece ser assimilado no meio empresarial. É o momento propício para acelerar o cronograma de descontingenciamento, reduzindo despesa corrente em lugar de investimento, e mesmo resgatar do limbo parte dos R$ 4 bilhões desviados. Investimentos em inovação, afinal, têm retorno líquido e certo. Não são concessão, mas fator de sobrevivência.

Blog da Semana 46 - 14 de novembro de 2006

BLOG DA SEMANA 46 – 14 DE NOVEMBRO DE 2006.

 

Tive ontem, 13, o desprazer de ouvir o nosso Presidente Lula da Silva participar de eventos na Venezuela, como “garoto propaganda” do candidato a reeleição na Venezuela, Hugo Chaves, há três semanas do pleito. Recordo-me que o Brasil atuou apresentando-se como parte neutra no recente confronto de grandes proporções entre Chaves e as oposições democráticas daquele Pais irmão. Assim essa aparição desmente a postura anterior de compromete a imagem do Brasil perante os cidadãos venezuelanos. Também, foi risível, ver-se o estágio da democracia que o Presidente Hugo Chaves oferece ao seu povo quando a imprensa teve de ficar do outro lado da extensa ponte que era objeto do evento,

Outros dois pontos relevantes a pontuar são, um, a cordialidade de Lula com o Presidente do país vizinho que se associou ao Presidente boliviano para impor ao Brasil uma vergonhosa capitulação no problema das refinarias brasileiras que operam na Bolívia. Um camarada deste tipo não pode “companheiro” de nenhum cidadão brasileiro verdadeiramente patriota. O Outro ponto a lamentar é ter ouvido o Presidente Lula da Silva, no exterior, sem provocação de qualquer natureza, verberar a imprensa brasileira dizendo que nunca viu um Presidente da República, em momento algum do País, ser atacado da forma como ele diz que foi durante a campanha eleitoral em que, verdadeiramente, ele foi poupado pela incapacidade das oposições de demonstrarem as suas vinculações com os mal feitos os quais sempre disse ignorar. Uma lástima! E dizer para que ouvidos? Será que o figurino de Chaves se ajusta às pretensões de Lula da Silva? Indagação inquietante!

Refinaria da Petrobrás de Pernambuco – seria um outro tema que o Presidente Lula da Silva deve ter discutido com o Presidente da Venezuela. Já li declarações do Presidente segundo as quais esta companhia se aprestava a dar início à execução do projeto desta refinaria já que a Petrobrás não necessita do aporte financeiro prometido pela Venezuela e a matéria prima é de produção nossa, interna do Brasil. Eu também penso assim e quando se vê a atitude de Chaves no problema da Bolívia contra os interesse brasileiros, não há porque apoiar tal associação que, de antemão, se antecipa ignorar os interesses nacionais do Brasil.

Gasoduto da Venezuela atravessando o Brasil – outra idéia a ser postergada, primeiro pela natureza do comparsa e segundo pela área da Amazônia que será exposta à exploração incontrolada uma vez aberto o canteiro de obras e a área de segurança do próprio gasoduto. Sócios como Hugo Chaves não são confiáveis e não há interesse geopolítico de curto prazo que possa esconder os riscos do longo prazo. Fomos imprevidentes contando que a parceria com a Bolívia seria duradoura; agora teremos que adquirir gás de outras procedências vindas por via marítima até termos a nossa auto-suficiência em gás também, dos mananciais de S.Paulo ainda por explorar e de outras bacias já conhecidas, inclusive Urucum na Amazônia.

Projetos de Inovação Tecnológica – surpreendeu o Ministério de Ciência e Tecnologia o volume de projetos apresentados à FINEP nos termos da Lei de 2004 que prevê subvenções para o desenvolvimento desses projetos inovadores, ainda quando conduzidos por empresas privadas.

terça-feira, novembro 14, 2006

BLOG DA SEMANA 46 - de 14 de novembro de 2006

Tive ontem, 13, o desprazer de ouvir o nosso Presidente Lula da Silva participar de eventos na Venezuela, como “garoto propaganda” do candidato a reeleição na Venezuela, Hugo Chaves, há três semanas do pleito. Recordo-me que o Brasil atuou apresentando-se como parte neutra no recente confronto de grandes proporções entre Chaves e as oposições democráticas daquele Pais irmão. Assim essa aparição desmente a postura anterior de compromete a imagem do Brasil perante os cidadãos venezuelanos. Também, foi risível, ver-se o estágio da democracia que o Presidente Hugo Chaves oferece ao seu povo quando a imprensa teve de ficar do outro lado da extensa ponte que era objeto do evento,
Outros dois pontos relevantes a pontuar são, um, a cordialidade de Lula com o Presidente do país vizinho que se associou ao Presidente boliviano para impor ao Brasil uma vergonhosa capitulação no problema das refinarias brasileiras que operam na Bolívia. Um camarada deste tipo não pode “companheiro” de nenhum cidadão brasileiro verdadeiramente patriota. O Outro ponto a lamentar é ter ouvido o Presidente Lula da Silva, no exterior, sem provocação de qualquer natureza, verberar a imprensa brasileira dizendo que nunca viu um Presidente da República, em momento algum do País, ser atacado da forma como ele diz que foi durante a campanha eleitoral em que, verdadeiramente, ele foi poupado pela incapacidade das oposições de demonstrarem as suas vinculações com os mal feitos os quais sempre disse ignorar. Uma lástima! E dizer para que ouvidos? Será que o figurino de Chaves se ajusta às pretensões de Lula da Silva? Indagação inquietante!
Refinaria da Petrobrás de Pernambuco – seria um outro tema que o Presidente Lula da Silva deve ter discutido com o Presidente da Venezuela. Já li declarações do Presidente segundo as quais esta companhia se aprestava a dar início à execução do projeto desta refinaria já que a Petrobrás não necessita do aporte financeiro prometido pela Venezuela e a matéria prima é de produção nossa, interna do Brasil. Eu também penso assim e quando se vê a atitude de Chaves no problema da Bolívia contra os interesse brasileiros, não há porque apoiar tal associação que, de antemão, se antecipa ignorar os interesses nacionais do Brasil.
Gasoduto da Venezuela atravessando o Brasil – outra idéia a ser postergada, primeiro pela natureza do comparsa e segundo pela área da Amazônia que será exposta à exploração incontrolada uma vez aberto o canteiro de obras e a área de segurança do próprio gasoduto. Sócios como Hugo Chaves não são confiáveis e não há interesse geopolítico de curto prazo que possa esconder os riscos do longo prazo. Fomos imprevidentes contando que a parceria com a Bolívia seria duradoura; agora teremos que adquirir gás de outras procedências vindas por via marítima até termos a nossa auto-suficiência em gás também, dos mananciais de S.Paulo ainda por explorar e de outras bacias já conhecidas, inclusive Urucum na Amazônia.
Projetos de Inovação Tecnológica – surpreendeu o Ministério de Ciência e Tecnologia o volume de projetos apresentados à FINEP nos termos da Lei de 2004 que prevê subvenções para o desenvolvimento desses projetos inovadores, ainda quando conduzidos por empresas privadas.

sexta-feira, novembro 10, 2006

BLOG DA SEMANA 45 - 10 de novembro de 2006

Começo o Blog desta semana repetindo um tópico que inseri no da semana passada que por ter saído longo demais, possivelmente não terá sido lido...
ETICA E MORAL – na campanha política recém terminada, falou-se em demasia de ética como um atributo de políticos na sua ação exteriorizada. Não se falou em moral, costumes, regras de direito ou normas jurídicas. Ora a ética é o conjunto de conceitos do próprio individuo que as elabora segundo a educação, a religião e outros princípios que vai assimilando, para o seu uso individual. A Moral, por sua vez, se compõe do conjunto de normas e princípios que passam a reger a vida em sociedade, elaborados e aceitos pelos que dela participam, e que se impõem às vezes por determinação legal, quando o corpo social, pela importância que empresta às mesmas decide reforça-las pela coerção da norma jurídica; mas impostas por Lei ou não essa normas morais hão de prevalecer e orientar todo o conjunto da sociedade. Portanto, melhor do que se apregoar detentor da ética acima de qualquer dos seus contendores, o de que os candidatos deveriam ter-se proclamado seria de fiéis submissos aos princípios sadios da moralidade e das normas do direito legislado, do direito positivo. Aí poderíamos atinar a que se refeririam, já que falarem de princípios éticos diz muito pouco, se a conduta exteriorizada não se coaduna com a moral e o direito.
Renuncia o Secretário da Defesa dos Estados Unidos – no dia seguinte ao da eleição havida naquele País onde a derrota do Partido Republicano foi atribuída ao desastre em que está se revelando a guerra no Iraque, o Secretário Donald Rumsfeld renunciou ao seu cargo. Isto decorreu dos princípios éticos que orientam aquele político norte-americano. Isto é, moveu-se por ditames pessoais que lhe impunham renunciar por ter sido responsável pelo fracasso eleitoral do seu partido. Não vou discutir aqui outros aspectos da conduta do sr. Rumsfeld que não vêem ao caso.
Em janeiro de 2005, estava eu no Chile, quando renunciou o Ministro do que possivelmente se chama naquele País, de Ministério de Obras Públicas. Motivo: havia ruído uma ponte sôbre uma rodovia e o encarregado do setor afirmou na imprensa que há tempos advertira o Ministro para a situação de risco da dita ponte. Por motivos éticos – ou se preferirem, motivos de foro íntimo – o ministro renunciou ao cargo.
Dois exemplos de princípios éticos influindo em decisões políticas pessoais.
Contribuição patronal para o INSS – circulou hoje a notícia de que a contribuição patronal para o INSS passará a incidir, também, sôbre o faturamento da empresa. Há um evidente risco de aumento da carga! Lí há poucos dias que enquanto o aumento médio do PIB no período recente foi de 2,4% ao ano, o aumento das despesas foi de 6%, excluidos investimentos públicos.
Jeriquacara – semana que vem deverei estar visitando esta praia cearense famosa pelas suas belezas naturais e pela culinária internacional oferecida pelos seus numerosos hotéis e restaurantes. E´ um “must” para turistas de todas as procedências que os nossos agentes do turismo do Estado do Piauí deveriam conhecer e copiar, tanto no nosso litoral como na serra piauiense (que existe e oferece clima semelhante ao de Guaramiranga, no Ceará).

sábado, novembro 04, 2006

BLOG DA SEMANA 44 - 4 de novembro de 2006

Estive em S.Paulo por poucos dias, tratando de assunto familiar, voltei no dia2 e tive de me submeter a 8 (oito) horas de espera no aeroporto de Guarulhos. Um aviltamento da cidadania que os brasileiros aceitam estoicamente, nem sei eu porque. A imprensa de S.Paulo noticiou que o Ministro da Defesa que antecedeu ao sr. Waldir Pires havia alertado para a necessidade de ampliação do sistema de segurança de vôo e o sr. Waldir Pires, com imensa simplicidade de espírito, teve a petulância de afrontar os seus concidadãos ao dizer que quando assumira, ninguém o alertara sôbre a existência de algum problema. Será que ele não entende que o seu dever seria chamar as chefias de cada setor e indagar sôbre a situação de cada operação?
A capacidade de indignação – transcrevo partes de um artigo publicado na Folha de S.Paulo do dia 1 do corrente, de autoria do Prof. Dr. Denis Lerrer Rosenfeld: “Um País que perde a sua capacidade de indignar-se arrisca a sua própria existência. A moral não é um utensílio qualquer que possa ser utilizado segundo as conveniências partidárias. Ela é uma finalidade em si mesma que, instrumentalizada, perde seu próprio significado. A política se mostra como uma forma superior de sociabilidade humana, se tiver comprometimento com princípios morais e com a verdade, sem os quais as relações humanas abandonam a sua própria dimensão cívica, a que se realiza pelo exercício dos mais diferentes tipos de direito”. O articulista prossegue comentando fatos do passado recente, quando as ruas foram sacudidas pelo povo sequioso de punir culpados pela malversação de recursos públicos e outras práticas deletérias e estranha o silêncio das ruas na seqüência de escândalos enunciados e mal apurados no governo atual que permitiu a alguns dos seus líderes começare a delinear a teoria do “direito de mentir”, triste fim, diz o Dr. Rosenfeld, dos que se diziam defensores da moralidade...”Os que defendem os “erros” cometidos pelo o governo e pelo PT estão, de fato abandonando o próprio exercício do pensamento, que não pode se tornar refém da servidão política....Se a “causa” toma o lugar da verdade e da liberdade, muito pouco se pode esperar da reflexão, da crítica. Lula ganhou, conclui o articulista, a ética e a verdade perderam”. Não sou político mas vejo com certo temor desculpas de pessoas do Govêrno que teriam responsabilidades, se esquivarem delas sob a alegação de seu próprio desconhecimento e outras, investidas de cargos públicos, defenderem o exercício livre da mentira como direito dos titulares de múnus públicos, o que não pode ser generalizado.
ÉTICA E MORAL – na campanha política recém terminada, falou-se em demasia de ética como um atributo de políticos na sua ação exteriorizada. Não se falou em moral, costumes, regras de direito ou normas jurídicas. Ora a ética é o conjunto de conceitos do próprio individuo que as elabora segundo a educação, a religião e outros princípios que vai assimilando, para o seu uso individual. A Moral, por sua vez, se compõe do conjunto de normas e princípios que passam a reger a vida em sociedade, elaboradas e aceitas pelos que dela participam, e que se impõem às vezes por determinação legal, quando o corpo social, pela importância que empresta às mesmas decide reforça-las pela coerção da norma jurídica; mas impostas por Lei ou não essa normas morais hão de prevalecer e orientar todo o conjunto da sociedade. Portanto, melhor do que apregoar-se detentor da ética acima de qualquer dos seus contendores, o de que os candidatos deveriam ter-se proclamado seria de fiéis submissos aos princípios sadios da moralidade e das normas do direito legislado, do direito positivo. Aí poderíamos atinar a que se refeririam, já que falarem de princípios éticos diz muito pouco, se a conduta exteriorizada não se coaduna com a moral e o direito.
O ACIDENTE COM O BOEING DA GOL – as nossas autoridades estão chegando ao fim do inquérito que apura as responsabilidades no caso do acidente que resultou na destruição do Boeing da Gol e na morte de 154 pessoas. Apontam-se várias pequenas falhas que sucessivas, poderiam no conjunto resultar no desastre havido. Observo que em uma das primeiras declarações do piloto que comandava o Legacy ele afirmou que tendo ido ao banheiro, observou ao regressar que o co-piloto havia desligado o Transponder, fato não mais mencionado. Acredito que a arrogância do piloto do Legacy e a pouca importância por ele atribuída aos operadores de vôo terão sido a causa prevalente para o desastre e isto deveria ser considerado. O último contato do Legacy com o controle do tráfego ocorreu antes de Brasília, quando a altitude de 37.000 pés era legal; depois de Brasília, o plano de vôo determinava a altitude de 36.000 pés e depois do ponto TERES (creio que na altura de Manaus), a de 38.000 pés. Será um absurdo se outras considerações impeçam a correta averiguação do ocorrido.
O BRASIL pede pouco – com êste título o Deputado Delfim Netto publica em sua coluna da Folha do dia 1 de novembro, um artigo em que conclui: O mínimo que a sociedade brasileira deseja e espera do novo governo é que em íntima cooperação com o setor privado:
1o. cumpra de maneira adequada a produção de bens públicos que só ele pode produzir: a garantia das liberdades individuais, uma aceitável distribuição da justiça que respeite a propriedade privada, a liberdade dos mercados e o cumprimento dos contratos; uma efetiva segurança interna e externa e a execução de políticas públicas que criem ao longo do tempo, um grau crescente de igualdade de oportunidades para todos os cidadãos;
2o. que cumpra essa tarefas de forma mais econômica e eficiente, com um nível de tributação mais leve e mais bem distribuída; e finalmente,
3o. que mantenha estritamente o equilíbrio fiscal, estabilize em níveis aceitáveis a dívida pública adequadamente financiada, de forma a garantir a produção de outro bem público essencial – a estabilidade do poder de compra da moeda – sem que a política monetária tenha de impor maior sacrifício ao crescimento”
Acho que o Dep. Delfim Netto se expressou bem.