quinta-feira, agosto 31, 2006

BLOG DA SEMANA 35 DE 2006

Uma prestigiada entidade de âmbito nacional, inseriu no seu noticiário diário, transcrevendo citação veiculada em um dos grandes jornais nacionais, pronunciamento do festejado jurista e grande político pátrio, Rui Brabosa, que insiro nêste meu Blog, intrigado e instigado pela oportunidade da transcrição:
29/08 15:34 - Monitor Mercantil - PolíticaNunca é demais lembrar marcante trecho de discurso pronunciado por Ruy Barbosa, em 1914: "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto".
Decerto a lembrança de Rui decorre das perspectivas que se anunciam para o País quando políticos de moralidade, quando menos, discutível marcham impávidos para uma reeleição acachapante para aqueles que se preservaram nos seus princípios éticos e morais. A insensibilidade do eleitor também impreciona e deixa a perceber a desesperança de muitos quanto à mudança dos costumes políticos. E´ a tal coisa: não antevendo melhoria muitos eleitores adotam aquela sugestão debochada: "relacha...."... Mas não deveria ser assim.
A propósito desejo trazer à lembrança o trecho do grande discurso com o qual Winston Churchill, em primeiro de março de 1955 se despediu da Câmara dos Comuns, depois de derrotado nas urnas e apesar de ter sido o líder maior do mundo ocidental na luta contra a barbárie nazista:
"Dia virá em que a equidade, o jôgo limpo, o amôr ao próximo, o respeito à justiça e à liberdade, farão as gerações atormentadas marcharem serenas e confiantes, deixando para trás a era hedionda em que nos cabe viver. Até lá nunca fugir, não se abater, deseperar, JAMAIS !"
Para que os meus leitores meditem sôbre o ensinamento do líder de todos os tempos, Winston Churchill, encerro êste meu blog.

quarta-feira, agosto 23, 2006

BLOG DA SEMANA 34

No meu blogg anterior, tratei do grande numero de pobres no meu querido Estado do Piauí e da minha perplexidade diante de tal fato tendo em vista as nossas potencialidades e nada fazermos. Estamos terminando o período de mandato do Govêrno do Estado e não sei de qualquer campanha visando a promoção das nossas populações, assim entendidos programas que visem "ensinar grupos sociais a pescarem, em vez de darmos peixes para comerem"... Me encanta ver os grandes programas de interligação dos açudes do Ceará, ver êste Estado vizinho já ser hoje o maior exportador brasileiro de figos para a Europa, o segundo maior exportador de flores, creio que o maior exportador de melões...tudo numaregião fustigada por condições climáticas muito mais adversas que as nossas no Piauí. Muitos anos atrás pensei em revolucionar o ensino em Parnaíba e criei uma escola que pretendia ser modêlo, implantada em uma área de quase 20.000 metros quadrados, com uma velha cas que havia sido a moradia do maior educador parnaíbano, o Dr. José Pires, todo arborizado de fruteiras e onde acrescentei novas salas conjugadas por meio de um corredor coberto de telhas mas aberto nas laterais. Toda o condicionamento das salas baseava=se na circulação de ar e os ambientes eram muito agradáveis. Creio que a reação dos sistemas tradicionais atrazados existentes na cidade foi maior do que o benefício que a minha iniciativa trouxe para a comunidade mas tenho a sensação de haver levado uma nova inspiração para a comunidade, até pela inveja provocada. Sem dúvida alguma, se queremos mudar o quadro que aí está teremos que mudar as condições do ensino básico e já. Não é aceitável que nossas crianças deixem as escolas do ensino básico sem saberem de fato entenderem um texto que mal soletram, nem observarmos crianças saindo dos grupos escolares no meio da manhã, sob a alegação da falta da merenda escolar: e quando não tinha? e porque não comprar bananas no mercado para suprir a falta da merenda oficial? porque não criar um "pequeno caixa" com as contribuição dos pais, dos professores e até de vizinhos comprometidos com o ensino em sua comunidade para suprir esses vazios? Temos um dos candidatos à Presidência que só fala em educação e certamente ele exagera mas se queremos ter um País desenvolvido temos que dar duro nas condições atuais do ensino público e não ter condescend~encia com professores incompetentes. Isto é URGENTE ! Só uma revolução no ensino público, embora mais do que necessária, não resolverá todos os problemas que temos e que são muitos.
Penso muitas vêzes sôbre as manifestações do PODER, como ele se exerce, a maior parte das vêzes, sem estar escancarado. Outro problema é o atrazo e a pobreza das populações. Porque o Brasil e os Estados Unidos se tornaram tão diferentes. No século 17 (em tôrno de 1630), os Estados Unidos, então constituido por pequenos núcleos coloniais, sem unidade política e sem uma atividade econômica que lhes desse sustentatação, fazia suas primeiras experiências com o cultivo do chá, do tabaco e de outras atividades que na virada daquele século responderiam pelo vigor daquela região com a extensão das plantações, o trabalho escravo e maior desenvolvimento social. O Brasil já era uma verdadeira potencia agrícula, objeto da inveja da França, da Holanda e teria até a sua principal região produtora de açúcar ocupada pelos holandeses.
O progresso da afgricultura brasileira naquela parte do seu devir, proporcionou a Portugal recursos com que pagar a Holanda pela derrota militar que lhe infligiu em Pernambuco.
O Tratado de Methuen negociado pelo cônsul britânico em Lisboa e firmado em 1703 transformaria Portugal em um apêndice econômico da Inglaterra. Em troca da venda de seus vinhos para os inglêses, beneficiando-se de preferências tarifárias, Portugal proibia a instalação de manufaturas em seu território e nas colônias.
A educação e a instrução que durante certo tempo manteve as elites sociais e políticas de Portugal ao nível das demais naçõies européias, não continuaria assim por muito tempo e até a realeza portugueza tem sido criticada pelo seu baixo nivel educacional, surpreendendo, poir exemplo o casamento de D. Pedro I com uma nobre de uma das mais tradicionais famílias européias.
A descoberta de minérios no Brasil no século XVII e XVIII aceleraria o desenvolvimento entretanto sem estrutura ago-industrial e a maior parte dos diamantes e do ouro que foi do Brasil para Portugal terminou transferido para a Inglaterra pagando os deficits da balança comercial e os empréstimos com os quais Portugal passou a sustentar-se.
Pensei residir aí a diferença maior entre os Estados Unidos e o Brasil pois no nosso vizinho do norte as riquezas minerais foram descobertas e passaram a ser exploradas quando o País já era independente, enquanto que no Brasil isto ocorreu quando ainda érams colônia.
Mas lendo o livro de John Steel Gordon, me convenci de que não foi só isto, embora tal fato importe. Mas a grande diferença residiu na engenhosidade dos colonos que foram para lá e, naturalmente, no fato de terem a Inglaterra como um mercado acolhedor embora por vêzes tenham mantido situaçõies de atrito. Estados Unidos e Brasil construiram grandes frotas mercantes - a do Brasil a Inglaterra praticamente devastou a pretesto de combater a escravatura. Estados Unidos no início do seculo XVIII exportava gêlo para todo o mundo - gêlo que era colhido dos seus rios e lagos congelados nos invernos (ainda vou procurar confirmar esta informação de Gordon mas segundo êle, os navios de madeira eram carregados e gelo e ainda mais isolados com serragem de suas serrarias... uma idéia de gênio!). Também uma idéia inovadora dos Estados Unidos permitiu ao País se tornar um grande produtor e exportador de algodão - a máquina de descaroçar o produto. Uma maravilha que mudou o sentido do comercio.
Não quero me estender demais mas em tudo se vê que a educação influiu.
Há anos demonstrei a viabilidade de utilizar-se secadores de plástico para as palhas de carnaúba do que decorre dobrar-se a produção em cera final (o aumento de produção do pó é de 40% mas o rendimento em cera passa de 64% para 94% e de uma cêra mais limpa que exigirá menos operações de refino). O Estado do Ceará já vai construir 12 unidades em 12 municípios dos mais pobres do Estado. E o Piauí... nada faz. Isto resulta do nível de educação das elites dirigentes...
Eu dei as plantas para unidades capazes de secarem 20 milheiros por dia para a Secretaria de Agricultura do Ceará e para a Secretaria de Planejamento do Piauí. Vamos acompanhar o trabalho delas.

terça-feira, agosto 15, 2006

SEMANA 33

Já se passaram mais de dois mêses desde a minha última postagem. Recebi cobranças de alguns poucos dos meus leitores amigos e fiquei satisfeito. Quando do fiasco da nossa participação na Copa do Mundo, pensei em "blogar" pois se antes se dizia que de médico e de louco todo o mundo tem um pouco, agora a internet permite que muitos se atrevam a manter comunicação aberta com muita gente. Também de football todo brasileiro é técnico. Mas não precisa ser técnico para ver que o Parreira procurou cercar-se de estrelas as quais mudou de colocação em campo e de maneira de jogar: acabou com os atletas e os grandalhões que ele não se atreveu a tocar, estavam isolados pelo proprio esquema que o Parreira imaginou criar. Moral da estória: se um jogador se revela numa posição, é nela que ele irá jogar porque não há tempo para enquadrar o jogador em outra posição e treiná-lo. O Parreira fez o Ronaldinho Gaucho e o Káká, por exemplo, sumirem. O Dunga deve rever os filmes da seleção e analisá-los. Bom já chega, não é mesmo?!
O RANKING DA POBREZA DOS ESTADOS BRASILEIROS - vi com pesar que o nosso querido Piauí tem o maior índice de pobreza do Brasil. Vive na pobreza 72,49% da população do nosso Estado... Um escândalo! Êsses dados foram publicados em março passado na Série "Ensaios sobre a Pobreza", vol. 4, editado pelo Laboratório de Estudos da Pobreza da Universidade Federal do Ceará (CAEN). Logo atrás vem o Maranhão com 70,92% e o Ceará com 65,57%; mas que diferença entre o nível de vida dos cearenses e o dos piauienses! O critério para a pesquisa foi o não acesso da população a uma cesta básica definida regionalmente. Os pesquisadores são os professores Francisco Soares de Lima, Flavio Ataliba Barreto e Emerson Marinho. Os pesquisadores concluiram que a pobreza é mais sensível à redução da concentração de renda do que ao crescimento econômico, daí dever-se concluir que simultaneamente a medidas que visem o crescimento economico, medidas que refreiem a concentração de rendas hão que ser tomadas. " A baixa renda média e a elevada concentração reduzem a elasticidade renda-pobreza e o efeito direto da distribuição de renda também é menor nas economias com rendas médias mais baixas", afirmam os pesquisadores. Estados como o Pará e o Amazonas, têm uma porcentagem de pobres muito inferior, 47,62% e 40,33%, respectivamente. São Paulo ostenta apenas 17,9 % de sua população em nível de pobreza e o Rio de Janeiro (27,45), Minas Gerais (32,92%) e Espírito Santo (33,72%), têm uma posição intermediária que poderia ser um objetivo nacional. O interessante é que Roraima (20,45%), Amapá (34,77%), Rondônia (31,08%) e Acre (38,46%), com as baixas porcentagens com que figuram, parecem sugerir que o ingresso de recursos oficiais federais contribui em larga escala para essa correção dos níveis de pobreza.
No momento em que tantos políticos postulam a sua condução para o desempenho de funções de govêrno em nosso Estado, destacar a urgência do bom combate a essa situação me pareceu adequado de fazer.