BLOG DA SEMANA 14 DE 2006
Estive ausente por cerca de 10 dias. Fui ao Rio de Janeiro acompanhando a minha mulher que tve de prestar assistência a uma sua irmã que se submeteu a uma operação delicada naquela cidade.
AINDA SÔBRE OS MEUS TIOS AVÓS - um leitor anônimo prosseguiu com as suas indagações a propósito da chegada ao Brasil dos tios do meu Pai, meus tios avós como os chamo. Se para cá vieram trazendo dinheiro da família, indaga êle e respondo que não temos dados sôbre isto mas certamente chegaram com algum capital, deles ou da família pois aqui chegando se estabeleceram com negocio proprio. Os tios mantiveram uma relação afetiva bastante evidente com a família da Europa e a aventura dêles vindo para o Brasil creio ter sido motivo de comentários felizes entre os parentes europeus, entretanto, não creio que ao regressarem, na sua velhice, para lá, não creio que tenham se sentido cercados de atenções pelos familiares a quem deixaram parte significativa do patrimônio que aqui constituiram e que o meu Pai os reembolsou. Pergunta-me a seguir o missivista, se êles se casaram e se tiveram filhos. Respondo que não casaram nem tiveram filhos. Êles professavam a religião judaica. Em 1892 veio para o Brasil o irmão mais novo deles, Myrtil, que faleceu poucos meses depois de haver chegado. Como já antecipado, após interessarem o sobrinho deles, Roland Jacob, a vir trabalhar com êles, o que ocorreu em 1921, ambos regressaram à Europa onde vieram a falecer. Certamente não passaram nos cobres o valor dos negocios que aqui desenvolveram, como pergunta o missivista, porque já haviam alcançado um vulto que dificultava a sua venda, daí o desejo de assegurar a continuidade com a vinda do sobrinho. Não mantiveram vínculos religiosos com outros judeus de outras cidades do Brasil e não foram muito praticantes da religião embora permanecessem na fé.
CONTINUAÇÃO DA EDIÇÃO DÊSTE BLOG - o número de leitores se mantém pequeno o que evidencia a pequena utilidade deste trabalho. Assim, não creio que mereça continuar, entretanto, quando tiver algo de maior interesse farei chegar aos meus atuais leitores. Terminando e no momento em que um Congresso Nacional se debate entre a desfaçates de uns e a pusilanimidade de outros, transcrevo o trecho final do último discurso do grande líder Winston Churchill ao despedir-se da Câmara dos Comuns, em 1 de março de 1955:
"Dia virá em que a eqüidade, o jôgo limpo, o amor ao próximo, o respeito à justiça e à liberdade, farão as gerações atormentadas marcharem serenas e confiantes, deixando para trás a era hedionda em que nos cabe viver. Até lá, nunca fugir, não se abater, desesperar, JAMAIS ! "
VIVA O BRASIL, NOSSA PÁTRIA AMADA!
Até uma nova oportunidade de estarmos conversando juntos.
