BLOG DA SEMANA 9 DE 2006
ÍNDICE DAS MATÉRIAS – * Gastos do Governo em relação ao PIB * O lucro dos Bancos * Instituto de pesquisas para o Biodiesel * Pro-bióticos comandam bonificações em seguros de vida * Índice Glicêmico e Carga Glicêmica * Novo processo para a produção do TAMIFLU *
Gastos do Governo em relação ao PIB – os gastos dos governos federal, estaduais, e municipais no Brasil, consomem 37% do PIB e somente os gastos da administração pública atingem 21% do PIB, para uma prestação de serviços ao público de segunda ordem e cheia de autoritarismos. Isto precisa mudar sem demora!
O LUCRO DOS BANCOS NO BRASIL – Excrescência total! Onde já se viu um Governo adotar uma política pública para determinado fim econômico e permitir que dela decorram os lucros astronômicos que os Bancos estão tendo ? Se os juros altos são necessários para conter a inflação, o montante que excedesse os limites naturais do mercado deveria ir para o Estado, sob a forma de tributação especial imposta aos Bancos. Ora, isto o governo não faz, temendo que não consiga dessa forma rolar a sua dívida interna. Mas para isto, em vez de pagar os débitos externos que o Brasil tinha e sôbre os quais pagava juros bem inferiores aos juros internos que também paga, deveria ter utilizado as suas sobras de dinheiros para pagar tanto quanto possível da dívida interna onde paga os juros mefistofélicos que ele mesmo estabeleceu. Agora os sábios do Banco Central perseguem o nível de pontuação que recomendaria investimentos no Brasil. Pode até ser um objetivo sustentável, entretanto, quem se arriscaria a vir se estabelecer no País onde, salvo a possibilidade de trabalhar sempre com recursos externos, o custo do dinheiro para transações internas é da altura que se conhece? Ou o tal investidor está louco, ou a margem de lucro do produto que irá fabricar é tal que suporta tudo, suporta o insuportável. Há dias um amigo meu foi comprar um carro e embora se propondo a pagar cerca de 60% do preço à vista, o saldo financiado resultaria que para financiar os 40% do preço à vista, iria pagar no final entre o principal financiado e os juros cobrados, 68,8% do preço à vista do carro, caso financiasse para saldar o débito em 36 parcelas mensais ou 63% se financiasse para o pagamento ser feito em 24 parcelas mensais. Ora, a montadora tem seu próprio Banco que a financia seja quando concede prazos no seu faturamento à rede ou nas consignações com que abastece os seus revendedores nos chamados “floor plans” e assim procura praticar ao consumidor a maior taxa de juros que julga ser aceitável por ele que é a mais lucrativa para o SEU Banco. Se o consumidor incauto calcular os juros, digamos no caso do financiamento a 36 mêses, subtraindo o principal financiado do final que resultar da multiplicação das prestações fixas pelos 36 mêses, e aplicar o valor encontrado para determinar o montante percentual do mesmo, vai encontrar que o montante de juros equivalerá a 60,81% do financiado. Se dividir por 36 encontrará uma suposta taxa mensal de 1,689% de juros; só que como as amortizações são mensais, deveria dividir por 18 mêses médios e aí vai encontrar uma taxa mensal de juros de 3,38% ou 40,54% ao ano! Um assombro. E já seria uma taxa “subsidiada” no entendimento da montadora, visando estimular as suas vendas, isto porque a taxa de juros usualmente cobrada pelos Bancos a particulares é muito maior. No setor de eletrodomésticos a coisa ainda é pior pois os fabricantes pagam os juros que os Bancos pedem e os repassam aos seus revendedores nos preços que praticam, os quais, por sua vez, repassam aos seus clientes que não calculam o montante de juros embutidos nos preços, mas consideram, às mais das vezes, apenas a sua possibilidade financeira de pagar a prestação. O Banco Central poderia limitar as tarifas máximas, tributando as taxas que excedessem certos limites: o banco que quisesse pagar tributos fixando juros superiores aos limites onde o imposto de Renda só incidiria no final do exercício, que agisse assim, pagando uma porcentagem de imposto no ato da contratação da cobrança dos juros extravagantes.
Lê-se nos jornais que os Bancos tiveram em 2005 lucros fabulosos e que nos 3 anos do Governo atual os Bancos lucraram acima de 44 bilhões de Reais, contra 35,9 bilhões ganhos nos 8 anos do Presidente Fernando Henrique. E´ uma proeza conseguir à custa de decisões governamentais aumentar os lucros de pessoas jurídicas de direito privado, aumentados preponderantemente por pagamentos das próprias entidades de Governo. Isto é melhor do que a corrupção deslavada que as CPI´s estão revelando ao país onde a parte que ganha tem sempre que retribuir algo à parte que paga, o que, pelo menos aparentemente, não acontece com os Bancos, no caso dos juros que são autorizados a praticar em decorrências das normas baixadas pelo o Banco Central, e que estufam nas suas “burras”.
E´ preciso coartar os abusos e encontrar novas formas de coibir a inflação sem essa de enricar os banqueiros que estão achando é graça dessa forma obtusa dos controladores da nossa economia. Por outro lado, o Banco Central precisa, de fato, fiscalizar melhor os Bancos pois a atuação deles não dá ao cidadão a confiança de que estejam sempre cumprindo todas as normas fixadas pela autoridade monetária nos contratos que firmam. Já que a ordem do Banco Central é para “cevarem a pança”, fazem logo o máximo impondo suas vontades ao financiado, até, se necessário, ao arrepio da Lei.
INSTITUTO NACIONAL PARA A PESQUISA DO BIODIESEL – eu sempre fui contra a criação de Institutos que a exemplo do Instituto do Sal, Instituto do Açúcar e do Álcool, Instituto do Café, que existiram no nosso passado, são cabides de empregos e pouco ou nada fazem. No caso do Biodiesel, temos as nossas Universidades públicas capacitadas a fazerem as pesquisas que o produto requer. Mas a imprensa do Ceará noticiou a criação do tal Instituto para a Pesquisa do Biodiesel e me admira que o Ministério da Ciência e Tecnologia já haja concordado com a idéia do Instituto e com a sua fixação no Estado do Ceará. Ora o Estado do Piauí é o único Estado da Federação que já dispõe de uma Usina para a produção de 60.000 litros/dia de BIODIESEL a partir, principalmente, do óleo de mamona e o Estado do Piauí já distribuiu 15.000 hectares de terras a 1.000 agricultores, para que eles plantem, em cada lote de 15 ha, 10 ha de mamona, estando tais agricultores a receber da empresa que construiu a USINA, um salário mínimo por mês, enquanto a produção de mamona não começa. Essa é a maior aposta no êxito feliz do programa do BIODIESEL já feita no País o que justificaria melhor a instalação de uma entidade coordenadora das pesquisas relativas ao BIODIESEL no Piauí e não em outro local, mesmo porque devemos procurar outros insumos para a produção de óleos vegetais destinados à produção de BIODIESEL pois a mamona pode não ser a matéria prima mais lucrativa. As bagas de mamona têm, em média um teor de óleo de 40% e uma produção de 1.000 kg de bagas por hectare plantado; os pinhões (o manso e o roxo) produzem 60% de óleo por semente estando por ser determinada a sua produção por hectare plantado, sendo além do mais, uma planta do nosso agreste nordestino. Concentremos as pesquisas do Biodiesel no Estado do Piauí! Fica o apêlo.
Companhias de Seguro na França concedem bonificações para quem usa pro-bióticos – as revelações resultantes de pesquisas levadas a efeito na Europa de que o uso continuado de contribui de modo eficaz para a redução do colesterol levaram a UNILEVER francesa a realizar um negócio exclusivo com a companhia de seguros MAAF ensejando aos usuários dos seus produtos pro-ativos (marca Flora) bonificações nas prestações do seguro. A Danone está negociando com a companhia AGE, também francesa, algo semelhante, e na Holanda, sob a bandeira da linha BECEL, a Unilever procura fazer contrato semelhante com a seguradora VGZ. As bonificações são pagas mediante apresentação das notas de compra dos produtos e faz sentido que as seguradoras paguem bonificações para quem protege a sua própria vida procurando reduzir o colesterol e adotando um regime saudável de vida. Afinal, o seguro é sôbre a vida dessas pessoas.
Índice Glicêmico e Carga Glicêmica – como já reportamos em número anterior de nossas postagens, uma nova forma de controle da obesidade e como coadjuvante no controle da diabete, é restringir o consumo de açúcar seja o direto, seja o contido nos alimentos, reduzir o consumo de alimentos muito processados, do que resulta a perda do teor natural de suas fibras, e , também restringir o uso de bebidas cafeinadas. Para o exercício de tal controle uma nutricionista australiana desenvolveu o método de determinar-se o índice glicêmico (GI) dos alimentos, assim entendida a quantidade de açúcar no sangue resultante da ingestão dos diversos alimentos que permanece na corrente sanguínea. Como índice significa que cada alimento é comparado com a ingestão de glucose, cujo índice é 100. Aveia, por exemplo tem um GI de 49, significando que o incremento de açúcar no sangue provocado pela a aveia é a metade do da glucose. Essa determinação do GI é feita medindo a alimentação dada a voluntários o que encarece a determinação do GI de muitos alimentos, além de encarecer a pesquisa. Outra deficiência do sistema é que o índice dá o teor de açúcar mas nada diz quanto à quantidade de carboidratos contida na alimentação. Para darmos um exemplo, cenouras e chocolates têm um mesmo GI porem a quantidade de carboidratos do chocolate é muito maior. Disto resulta a tendência atual de considerar-se o índice glicêmico e a quantidade de carboidratos consumida conjuntamente a que se denominou de Carga Glicêmica (GL). Tem-se como correta a indicação de que o consumo diário de 60 GLs mantém o peso enquanto consumos inferiores resultam em perda de peso para a pessoa. Experiências levadas a efeito na África do Sul demonstraram que voluntários compondo 2 grupos, sendo um com alimentação controlada pela GL e outro pelo controle de calorias ingeridas, embora ambos os grupos tenham perdido pesos, o grupo de GL perdeu 20% mais peso do que o grupo que teve a sua alimentação controlada pela quantidade de calorias, além de terem melhorado os índices de seu colesterol, de glicerídeos totais e de glucose disponível. Ainda não existem tabelas completas relativas a GI e GL mas está claro que para emagrecer o consumo diário de alimentos não pode exceder a 40 GL – algo como 10 GL por refeição. Assim, não há alimento bom ou ruim, dependendo da quantidade ingerida ser acima ou abaixo dos limites.
Novo processo para a produção do TAMIFLU – pesquisadores da Universidade de TOKIO desenvolveram um novo processo para a produção do TAMIFLU, único medicamento que embora não funcionando como uma vacina, demonstrou ser eficaz no combate à gripe aviária. A Roche (laboratório farmacêutico Suiço), seu fabricante opôs dificuldades para permitir a fabricação do medicamento em outros paises embora reconhecendo não ter capacidade para suprir todo o mercado quando das epidemias, nem os governos que procuram se estocar do medicamento para se prevenir, em caso de epidemias. O processo suiço utiliza o ácido shikimico (do inglês shikimic, numa tradução livre) que é obtido das flores do anis, produto de origem chinesa para cuja obtenção de 1 k do ácido são necessários 30 k do produto vegetal. O processo japonês substituiu esse ácido pelo 1,4-cyclohexadieno . E´ fantástico como a ciência é capaz de encontrar respostas rápidas para os novos desafios.
Gastos do Governo em relação ao PIB – os gastos dos governos federal, estaduais, e municipais no Brasil, consomem 37% do PIB e somente os gastos da administração pública atingem 21% do PIB, para uma prestação de serviços ao público de segunda ordem e cheia de autoritarismos. Isto precisa mudar sem demora!
O LUCRO DOS BANCOS NO BRASIL – Excrescência total! Onde já se viu um Governo adotar uma política pública para determinado fim econômico e permitir que dela decorram os lucros astronômicos que os Bancos estão tendo ? Se os juros altos são necessários para conter a inflação, o montante que excedesse os limites naturais do mercado deveria ir para o Estado, sob a forma de tributação especial imposta aos Bancos. Ora, isto o governo não faz, temendo que não consiga dessa forma rolar a sua dívida interna. Mas para isto, em vez de pagar os débitos externos que o Brasil tinha e sôbre os quais pagava juros bem inferiores aos juros internos que também paga, deveria ter utilizado as suas sobras de dinheiros para pagar tanto quanto possível da dívida interna onde paga os juros mefistofélicos que ele mesmo estabeleceu. Agora os sábios do Banco Central perseguem o nível de pontuação que recomendaria investimentos no Brasil. Pode até ser um objetivo sustentável, entretanto, quem se arriscaria a vir se estabelecer no País onde, salvo a possibilidade de trabalhar sempre com recursos externos, o custo do dinheiro para transações internas é da altura que se conhece? Ou o tal investidor está louco, ou a margem de lucro do produto que irá fabricar é tal que suporta tudo, suporta o insuportável. Há dias um amigo meu foi comprar um carro e embora se propondo a pagar cerca de 60% do preço à vista, o saldo financiado resultaria que para financiar os 40% do preço à vista, iria pagar no final entre o principal financiado e os juros cobrados, 68,8% do preço à vista do carro, caso financiasse para saldar o débito em 36 parcelas mensais ou 63% se financiasse para o pagamento ser feito em 24 parcelas mensais. Ora, a montadora tem seu próprio Banco que a financia seja quando concede prazos no seu faturamento à rede ou nas consignações com que abastece os seus revendedores nos chamados “floor plans” e assim procura praticar ao consumidor a maior taxa de juros que julga ser aceitável por ele que é a mais lucrativa para o SEU Banco. Se o consumidor incauto calcular os juros, digamos no caso do financiamento a 36 mêses, subtraindo o principal financiado do final que resultar da multiplicação das prestações fixas pelos 36 mêses, e aplicar o valor encontrado para determinar o montante percentual do mesmo, vai encontrar que o montante de juros equivalerá a 60,81% do financiado. Se dividir por 36 encontrará uma suposta taxa mensal de 1,689% de juros; só que como as amortizações são mensais, deveria dividir por 18 mêses médios e aí vai encontrar uma taxa mensal de juros de 3,38% ou 40,54% ao ano! Um assombro. E já seria uma taxa “subsidiada” no entendimento da montadora, visando estimular as suas vendas, isto porque a taxa de juros usualmente cobrada pelos Bancos a particulares é muito maior. No setor de eletrodomésticos a coisa ainda é pior pois os fabricantes pagam os juros que os Bancos pedem e os repassam aos seus revendedores nos preços que praticam, os quais, por sua vez, repassam aos seus clientes que não calculam o montante de juros embutidos nos preços, mas consideram, às mais das vezes, apenas a sua possibilidade financeira de pagar a prestação. O Banco Central poderia limitar as tarifas máximas, tributando as taxas que excedessem certos limites: o banco que quisesse pagar tributos fixando juros superiores aos limites onde o imposto de Renda só incidiria no final do exercício, que agisse assim, pagando uma porcentagem de imposto no ato da contratação da cobrança dos juros extravagantes.
Lê-se nos jornais que os Bancos tiveram em 2005 lucros fabulosos e que nos 3 anos do Governo atual os Bancos lucraram acima de 44 bilhões de Reais, contra 35,9 bilhões ganhos nos 8 anos do Presidente Fernando Henrique. E´ uma proeza conseguir à custa de decisões governamentais aumentar os lucros de pessoas jurídicas de direito privado, aumentados preponderantemente por pagamentos das próprias entidades de Governo. Isto é melhor do que a corrupção deslavada que as CPI´s estão revelando ao país onde a parte que ganha tem sempre que retribuir algo à parte que paga, o que, pelo menos aparentemente, não acontece com os Bancos, no caso dos juros que são autorizados a praticar em decorrências das normas baixadas pelo o Banco Central, e que estufam nas suas “burras”.
E´ preciso coartar os abusos e encontrar novas formas de coibir a inflação sem essa de enricar os banqueiros que estão achando é graça dessa forma obtusa dos controladores da nossa economia. Por outro lado, o Banco Central precisa, de fato, fiscalizar melhor os Bancos pois a atuação deles não dá ao cidadão a confiança de que estejam sempre cumprindo todas as normas fixadas pela autoridade monetária nos contratos que firmam. Já que a ordem do Banco Central é para “cevarem a pança”, fazem logo o máximo impondo suas vontades ao financiado, até, se necessário, ao arrepio da Lei.
INSTITUTO NACIONAL PARA A PESQUISA DO BIODIESEL – eu sempre fui contra a criação de Institutos que a exemplo do Instituto do Sal, Instituto do Açúcar e do Álcool, Instituto do Café, que existiram no nosso passado, são cabides de empregos e pouco ou nada fazem. No caso do Biodiesel, temos as nossas Universidades públicas capacitadas a fazerem as pesquisas que o produto requer. Mas a imprensa do Ceará noticiou a criação do tal Instituto para a Pesquisa do Biodiesel e me admira que o Ministério da Ciência e Tecnologia já haja concordado com a idéia do Instituto e com a sua fixação no Estado do Ceará. Ora o Estado do Piauí é o único Estado da Federação que já dispõe de uma Usina para a produção de 60.000 litros/dia de BIODIESEL a partir, principalmente, do óleo de mamona e o Estado do Piauí já distribuiu 15.000 hectares de terras a 1.000 agricultores, para que eles plantem, em cada lote de 15 ha, 10 ha de mamona, estando tais agricultores a receber da empresa que construiu a USINA, um salário mínimo por mês, enquanto a produção de mamona não começa. Essa é a maior aposta no êxito feliz do programa do BIODIESEL já feita no País o que justificaria melhor a instalação de uma entidade coordenadora das pesquisas relativas ao BIODIESEL no Piauí e não em outro local, mesmo porque devemos procurar outros insumos para a produção de óleos vegetais destinados à produção de BIODIESEL pois a mamona pode não ser a matéria prima mais lucrativa. As bagas de mamona têm, em média um teor de óleo de 40% e uma produção de 1.000 kg de bagas por hectare plantado; os pinhões (o manso e o roxo) produzem 60% de óleo por semente estando por ser determinada a sua produção por hectare plantado, sendo além do mais, uma planta do nosso agreste nordestino. Concentremos as pesquisas do Biodiesel no Estado do Piauí! Fica o apêlo.
Companhias de Seguro na França concedem bonificações para quem usa pro-bióticos – as revelações resultantes de pesquisas levadas a efeito na Europa de que o uso continuado de contribui de modo eficaz para a redução do colesterol levaram a UNILEVER francesa a realizar um negócio exclusivo com a companhia de seguros MAAF ensejando aos usuários dos seus produtos pro-ativos (marca Flora) bonificações nas prestações do seguro. A Danone está negociando com a companhia AGE, também francesa, algo semelhante, e na Holanda, sob a bandeira da linha BECEL, a Unilever procura fazer contrato semelhante com a seguradora VGZ. As bonificações são pagas mediante apresentação das notas de compra dos produtos e faz sentido que as seguradoras paguem bonificações para quem protege a sua própria vida procurando reduzir o colesterol e adotando um regime saudável de vida. Afinal, o seguro é sôbre a vida dessas pessoas.
Índice Glicêmico e Carga Glicêmica – como já reportamos em número anterior de nossas postagens, uma nova forma de controle da obesidade e como coadjuvante no controle da diabete, é restringir o consumo de açúcar seja o direto, seja o contido nos alimentos, reduzir o consumo de alimentos muito processados, do que resulta a perda do teor natural de suas fibras, e , também restringir o uso de bebidas cafeinadas. Para o exercício de tal controle uma nutricionista australiana desenvolveu o método de determinar-se o índice glicêmico (GI) dos alimentos, assim entendida a quantidade de açúcar no sangue resultante da ingestão dos diversos alimentos que permanece na corrente sanguínea. Como índice significa que cada alimento é comparado com a ingestão de glucose, cujo índice é 100. Aveia, por exemplo tem um GI de 49, significando que o incremento de açúcar no sangue provocado pela a aveia é a metade do da glucose. Essa determinação do GI é feita medindo a alimentação dada a voluntários o que encarece a determinação do GI de muitos alimentos, além de encarecer a pesquisa. Outra deficiência do sistema é que o índice dá o teor de açúcar mas nada diz quanto à quantidade de carboidratos contida na alimentação. Para darmos um exemplo, cenouras e chocolates têm um mesmo GI porem a quantidade de carboidratos do chocolate é muito maior. Disto resulta a tendência atual de considerar-se o índice glicêmico e a quantidade de carboidratos consumida conjuntamente a que se denominou de Carga Glicêmica (GL). Tem-se como correta a indicação de que o consumo diário de 60 GLs mantém o peso enquanto consumos inferiores resultam em perda de peso para a pessoa. Experiências levadas a efeito na África do Sul demonstraram que voluntários compondo 2 grupos, sendo um com alimentação controlada pela GL e outro pelo controle de calorias ingeridas, embora ambos os grupos tenham perdido pesos, o grupo de GL perdeu 20% mais peso do que o grupo que teve a sua alimentação controlada pela quantidade de calorias, além de terem melhorado os índices de seu colesterol, de glicerídeos totais e de glucose disponível. Ainda não existem tabelas completas relativas a GI e GL mas está claro que para emagrecer o consumo diário de alimentos não pode exceder a 40 GL – algo como 10 GL por refeição. Assim, não há alimento bom ou ruim, dependendo da quantidade ingerida ser acima ou abaixo dos limites.
Novo processo para a produção do TAMIFLU – pesquisadores da Universidade de TOKIO desenvolveram um novo processo para a produção do TAMIFLU, único medicamento que embora não funcionando como uma vacina, demonstrou ser eficaz no combate à gripe aviária. A Roche (laboratório farmacêutico Suiço), seu fabricante opôs dificuldades para permitir a fabricação do medicamento em outros paises embora reconhecendo não ter capacidade para suprir todo o mercado quando das epidemias, nem os governos que procuram se estocar do medicamento para se prevenir, em caso de epidemias. O processo suiço utiliza o ácido shikimico (do inglês shikimic, numa tradução livre) que é obtido das flores do anis, produto de origem chinesa para cuja obtenção de 1 k do ácido são necessários 30 k do produto vegetal. O processo japonês substituiu esse ácido pelo 1,4-cyclohexadieno . E´ fantástico como a ciência é capaz de encontrar respostas rápidas para os novos desafios.
