BLOG DA SEMANA 48 - 30 de novembro de 2006
BANCOS LIDERAM DOAÇÕES PARA A CAMPANHA ELEITORAL DO PRESIDENTE LULA – a Folha de São Paulo na edição de ontem, 29, diz que os Bancos doaram 10,5 milhões de reais para a campanha presidencial. A de Lula teria atingido 114,17 milhões e a do candidato Geraldo Alckmin 81,9 milhões de Reais. O PT restou devedor de 9,87 milhões e o candidato oposicionista ficou devedor de 19,9 milhões de Reais, encargo êste assumido pelo seu partido, já que a arrecadação foi de apenas 62 milhões de Reais. Para a campanha de Lula os Bancos contribuíram oficialmente com 10,5 milhões de Reais, onde se destaca o B. Itaú que contribuiu com 3,5 milhões de Reais... Em 2005 o lucro dos Bancos somou R$ 28,3 bilhões. Um Record vergonhoso quando se vê a dificuldade que enfrenta a empresa privada de médio porte e o acesso que os Bancos têm ao financiamento da máquina pública; ou seja o lucro dos Bancos foi dado, sobretudo, pelo financiamento dos títulos públicos que pagam o juro imoral mais alto do mundo porque o Governo não é capaz de frear os gastos desordenados e a corrupção. Depois dessa eleição consagradora, o Presidente Lula até debocha de quem lhe dirige perguntas que não deseja responder, como ao responder, durante um almoço ao qual estava presente, a uma pergunta sôbre as ligações da empresa de um filho dele com uma das rêdes de televisão e o aumento das verbas de publicidade oficiais carreadas para a rêde de televisão: deixa o homem comer...uma adaptação do mote de uma das suas canções da campanha (deixa o home trabalha).
STANDARD & POOR´S (S&P) – um cunhado meu perguntava há poucos dias como a S&P chegava à determinação do risco dos países. Em visita ao País, a Diretora de Risco Soberano da agência tentou explicar os critérios para a determinação do índice do risco cuja aferição é praticamente impossível; para a diretora, a falta de um crescimento sustentável, a alta relação entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB) e o comprometimento de parte relevante da receita com o pagamento de juros dessa dívida, são os três maiores motivos para que a classificação do risco Brasil pela S&P ainda esteja a dois níveis abaixo do “grau de investimento”. A Diretora disse que a só comparação das cifras brasileiras com as de países que já possuem esse Grau mostra grandes diferenças: o tamanho da dívida; a relação da dívida com o PIB (50% no caso do Brasil e menos de 30% nos Países que detêm o GI); carga dos juros que reflete o tamanho dessa dívida e que no Brasil é de 20% das receitas brasileiras e nos países com GI não atingem 10%. Outro fator é o ritmo de crescimento sustentável que não pode ser de 1 ano mas de 10 anos. Na classificação da S&P o Brasil passou do nível de “estável” para de “positivo” e nova reclassificação ocorrerá apenas dentro de um ano e meio. Resumindo penso que essa estória da S&P é mais um instrumento de dominação como muitos utilizados pelo FMI para isto bastando recordar os altos índices da S&P em 2002, a serviço da especulação internacional (George Soros!), e que quase levava o Brasil à lona, e a rápida regressão do índice muito próximo do término da eleição presidencial quando nenhuma medida havia sido tomada ou mostrado seus efeitos.
EUROTUNNEL EVITA FALÊNCIA À ÚLTIMA HORA – com a aprovação dos credores para a redução das dívidas da empresa de 6,2 bilhões de libras esterlinas (US$ 11,7 bilhões) em mais de 50% a operadora do Túnel sob o Canal da Mancha evitou a decretação de sua falência. A redução foi aprovada por 72% dos credores. Agora ela vai tentar convencer os detentores de bônus da empresa a fazerem o mesmo. Realizadora de um grande projeto o túnel ligando a Inglaterra ao continente europeu, é uma pena que esteja nessa situação de penúria financeira pois a obra é magnífica!
STANDARD & POOR´S (S&P) – um cunhado meu perguntava há poucos dias como a S&P chegava à determinação do risco dos países. Em visita ao País, a Diretora de Risco Soberano da agência tentou explicar os critérios para a determinação do índice do risco cuja aferição é praticamente impossível; para a diretora, a falta de um crescimento sustentável, a alta relação entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB) e o comprometimento de parte relevante da receita com o pagamento de juros dessa dívida, são os três maiores motivos para que a classificação do risco Brasil pela S&P ainda esteja a dois níveis abaixo do “grau de investimento”. A Diretora disse que a só comparação das cifras brasileiras com as de países que já possuem esse Grau mostra grandes diferenças: o tamanho da dívida; a relação da dívida com o PIB (50% no caso do Brasil e menos de 30% nos Países que detêm o GI); carga dos juros que reflete o tamanho dessa dívida e que no Brasil é de 20% das receitas brasileiras e nos países com GI não atingem 10%. Outro fator é o ritmo de crescimento sustentável que não pode ser de 1 ano mas de 10 anos. Na classificação da S&P o Brasil passou do nível de “estável” para de “positivo” e nova reclassificação ocorrerá apenas dentro de um ano e meio. Resumindo penso que essa estória da S&P é mais um instrumento de dominação como muitos utilizados pelo FMI para isto bastando recordar os altos índices da S&P em 2002, a serviço da especulação internacional (George Soros!), e que quase levava o Brasil à lona, e a rápida regressão do índice muito próximo do término da eleição presidencial quando nenhuma medida havia sido tomada ou mostrado seus efeitos.
EUROTUNNEL EVITA FALÊNCIA À ÚLTIMA HORA – com a aprovação dos credores para a redução das dívidas da empresa de 6,2 bilhões de libras esterlinas (US$ 11,7 bilhões) em mais de 50% a operadora do Túnel sob o Canal da Mancha evitou a decretação de sua falência. A redução foi aprovada por 72% dos credores. Agora ela vai tentar convencer os detentores de bônus da empresa a fazerem o mesmo. Realizadora de um grande projeto o túnel ligando a Inglaterra ao continente europeu, é uma pena que esteja nessa situação de penúria financeira pois a obra é magnífica!
Mercedes-Benz comemora 50 ano da inauguração de sua fábrica no Brasil – essa industria, uma das primeiras a aportarem no Brasil trazidas por Juscelino Kubitscheck quando de sua eleição à Presidência do Brasil comemora os seus 50 anos de atividades. Somos da primeira hora, mas nem tudo são flores neste relacionamento. Afinal multinacional é multinacional mesmo e impessoal

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