quinta-feira, outubro 05, 2006

BLOG DA SEMANA 40 - 5 DE OUTUBRO, 2006

Não estou na minha séde mas não quero interromper os nossos contatos. Espero que apesar de não receberem os meus avisos de postagens, que os meus bLOGS estejam sendo lidos, e, naturalmente, apreciados (olhem a modéstia...!).
Falei e escrevi diversas vêzes sôbre o problema da carnaúba onde se verifica uma opinião perpassada em varios setores políticos e sociais do Estado do Piauí de que a carnaúba seria uma atividade extinta, quando de fato a produção de cêra de carnaúba vem crescendo anualmente, nos últimos 70 anos, emborea de forma vegetativa numa média de 3% ao ano. A adoção dos secadores solares, trará grande incremento e a lucratividade da atividade uma vez adotadas as modernas técnicas de produção estimulará a implantação de culturas contínuas dessa palmeira em consorciação com outras variedades de cultivares adequados a uma agroindustria vigorosa.
Mas não é sse o ponto que desejaria salientar nesta oportunidade. O que disse em repetidas ocasiões é que essa sensação de que a cêra de carnaúba "já era"decorre do fato das propriedades haverem, de forma seguida, se desmembrado, decorrências das partições sucessorias de forma que os herdeiros atuais se urbanizaram, grande parte deles convergindo para a formação das elites burocráticas/políticas que têem na sua fração da propriedade rural que detéem aoenas a lembrança e o refúgio idílico ao qual associam as suas lembranças infantis. Disto decorre que embora da atividade extrativista da carnaúba não se aproveitem oscarnaubais continuam a ser explorados, só que agora para proveito dos moradores das propriedades, o que é de lamentar-se pois do contrário a adoção das modernas técnicas de exploração dos carnauba9is seria mais fácil mas é um fato indiscutível.
Outra faceta dêsse distanciamento dos "filhos da antiga CASA GRANDE RURAL" é que o moradores da gleba se tornaram com isto mais pobres pois não têm mais aquela influência modernizadora que os proprietários poderiam lhes dar. Isto é, sem dúvida uma das causas da persistente pobresa de nossas populações que nos cabe combater e suplantar. Nenhuma correção de rumo, nenhuma idéia trazida, nenhum auxilio para a introdução de novas ferramentas de produção, nenhum trabalho de melhoria das condições gerais da propriedade que beneficiando aos donos traga também melhorias para a produção dos seus agregados. E aí a pobresa se agrava.
Outro problema que pude observar durante os muitos anos de minha convivência com fornecedores e amigos habitantes da zona rural do nosso Estado é a inadequação de muitos projetos elaborados por técnicos da EMATER para serem implantados nas zonas de produção. Ora, não se pode elaborar projetos grandes ou pequenos, sem o conhecimento de que vai implantá-los, dos recursos das pessoas e da área, da habilidade técnica dos condutores do projeto, das variações de preços e de custos, das condições previsíveis do mercado e a meu ver os projetos da EMATER de certa forma até complicaram os proprietaraios que deles se utilizaram pois obtiveram finan ciamentos bancários na base dos projetos que não renderam o suficiente para saldar-lhes as dívidas...
Lí que os habitantes de Guaribas consegraram o Govêrno estadual e o candidato a Presidente do PT, com 90% dos sufrágios. Isto mpelo muito pouco que foi feito para aquela população. Sempre achei o nosso povo do Piauí um dos mais cândidos do mundo e me emociona ver essa gratidão por tão pouco que se terá feito por êles. Continua o clientelismo improdutivo pois o de que êles carecem é de condições para produzirem e terem possibilidade de escoarem a baixo custo o que vierem a poroduzir. Êste o mistério que fará separa a pobreza de um início de desenvolvimento e não é com paliativos que se vai conseguir. Apesar disto é bom que o povo demonstre gratidão e possa assim tocar o sentimento dos donos do poder para a necessidade de dar-lhes condições de progredirem por seus prórpios esforços. Precisamos que os nossos governantes se debrucem de forma decidida para dotar o nosso Estado de uma infra-estrutura sem a qual o progresso não se fará e não adiante bolsas distributivas que não poderão ser eternas e não estarão lá no dia em que o povo mal acostumado pelas benesses se sentir desprovido delas e sem meiors de sustentar-se e progredirem dando um futuro para os seus filhos. Esta é a obrigação da nossa geração!
Sempre que observo o Ceará me encanta a forma objetiva como equacionam os seus problemas e são capazes de juntar pessoas de diferentes correntes políticas e níveis sociais para discutirem alterantivas econômicas e estratégias de alcança-las. O Estado do Ceará tem até uma Secretaria de Estudos Estratégicos que é da maior necessidade para um Estado como o nosso. Vejam por exemplo a região de Pedro II. Não se sabe dos efeitos benéficos da exploraçxão das opalas de lá, o que resultou até hoje poara a população de lá e para o estado, nêste caso em matéria de recolhimento de tributos? E porque uma regiuão em tudo parecida em clima com a região de Guaramiranga, hoje grande produtora de flores tropicais para exportação, no Piauí nenhum esfôrço se faz para desenvolvermos essa atividade?
Desculpem-me essa ênfase e as indagações que são feitas com a idéia de criar um ambiente contestador construtivo capaz de alavancar de forma mais eficiente as fôrças produtivas do nosso ESTADO DO P I A U Í... Bom final de semana!

2 Comments:

Blogger Paulo Cesar Sampaio said...

Olá, Marc! Seu blog é lido e apreciado, sim. Aqui vai uma dica: encurte seus posts. Posts longos cansam o leitor. Grande abraço.

9:26 AM  
Anonymous Anônimo said...

Deae Mr. Marc Jacob,
I had the pleasure of visiting your "blog" (today with 1.513 visitors ! ) congratulations. I suggest perhaps you could write some material in English in order to reach a more interested people abroad (Ok) with my best regards A.Pontes Magalhães

5:48 PM  

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