SEMANA 33
Já se passaram mais de dois mêses desde a minha última postagem. Recebi cobranças de alguns poucos dos meus leitores amigos e fiquei satisfeito. Quando do fiasco da nossa participação na Copa do Mundo, pensei em "blogar" pois se antes se dizia que de médico e de louco todo o mundo tem um pouco, agora a internet permite que muitos se atrevam a manter comunicação aberta com muita gente. Também de football todo brasileiro é técnico. Mas não precisa ser técnico para ver que o Parreira procurou cercar-se de estrelas as quais mudou de colocação em campo e de maneira de jogar: acabou com os atletas e os grandalhões que ele não se atreveu a tocar, estavam isolados pelo proprio esquema que o Parreira imaginou criar. Moral da estória: se um jogador se revela numa posição, é nela que ele irá jogar porque não há tempo para enquadrar o jogador em outra posição e treiná-lo. O Parreira fez o Ronaldinho Gaucho e o Káká, por exemplo, sumirem. O Dunga deve rever os filmes da seleção e analisá-los. Bom já chega, não é mesmo?!
O RANKING DA POBREZA DOS ESTADOS BRASILEIROS - vi com pesar que o nosso querido Piauí tem o maior índice de pobreza do Brasil. Vive na pobreza 72,49% da população do nosso Estado... Um escândalo! Êsses dados foram publicados em março passado na Série "Ensaios sobre a Pobreza", vol. 4, editado pelo Laboratório de Estudos da Pobreza da Universidade Federal do Ceará (CAEN). Logo atrás vem o Maranhão com 70,92% e o Ceará com 65,57%; mas que diferença entre o nível de vida dos cearenses e o dos piauienses! O critério para a pesquisa foi o não acesso da população a uma cesta básica definida regionalmente. Os pesquisadores são os professores Francisco Soares de Lima, Flavio Ataliba Barreto e Emerson Marinho. Os pesquisadores concluiram que a pobreza é mais sensível à redução da concentração de renda do que ao crescimento econômico, daí dever-se concluir que simultaneamente a medidas que visem o crescimento economico, medidas que refreiem a concentração de rendas hão que ser tomadas. " A baixa renda média e a elevada concentração reduzem a elasticidade renda-pobreza e o efeito direto da distribuição de renda também é menor nas economias com rendas médias mais baixas", afirmam os pesquisadores. Estados como o Pará e o Amazonas, têm uma porcentagem de pobres muito inferior, 47,62% e 40,33%, respectivamente. São Paulo ostenta apenas 17,9 % de sua população em nível de pobreza e o Rio de Janeiro (27,45), Minas Gerais (32,92%) e Espírito Santo (33,72%), têm uma posição intermediária que poderia ser um objetivo nacional. O interessante é que Roraima (20,45%), Amapá (34,77%), Rondônia (31,08%) e Acre (38,46%), com as baixas porcentagens com que figuram, parecem sugerir que o ingresso de recursos oficiais federais contribui em larga escala para essa correção dos níveis de pobreza.
No momento em que tantos políticos postulam a sua condução para o desempenho de funções de govêrno em nosso Estado, destacar a urgência do bom combate a essa situação me pareceu adequado de fazer.

3 Comments:
parabens pelo retorno. porf avor nao pare.
gostei da ideia de liberar os celulares com escuta... seu medico tem razao, logo logo tudo se esclareceria. grd abr hgil
Olá, Marc! Tudo verdade - como sempre! Talvez o maior índice de pobreza não esteja mesmo no Piaui e sim em Brasília...Uma gangue tomou de assalto o poder e deseja se perpetuar no Planalto... Porca-miséria! Escuta de celular é grande idéia e pode(ria) ser aplicada... Hum...talvez cortar a mão do ladrão, também... É que amanhecei assim com uma "Síndrome de Taleban"... ehe ehe ehe! Grde abraço.
Prezado Marc Jacob,
Infelizmente essa é a realidade do nosso Piauí. Nós que já estivemos em posição bem mais confortável, hoje amargamos essa situação.......e pensar que as perpectivas que temos não são nada animadoras, isso é que é pior.
Nada no horizonte futuro nos apresenta um alento de um Piauí verdadeiramente planejado, com desenvolvimento, maiores oportunidades e melhores condições de vida para nossa gente.
Parabéns pela análise, capaz de gerar reflexão em quem , de fato, quer bem ao Piauí.
Abraços,
Fernando Said.
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