BLOG DA SEMANA 22 - 2 DE JUNHO DE 2006
Prezados amigos,
Faço êste blog já no fim da semana porque estive ausente e, em seguida o meu "computer" deu problemas, primeiro com a fonte e ao depois com a placa de imagem que oxidou devido à grande maresia que tem na área do meu domicílio.
A PROPÓSITO DOS CELULARES NAS PRISÕES BRASILEIRAS - o meu médico comentou que não sabe porque é preciso corrupção para o ingresso de celulares nas prisões pois se êle fôsse dirigente no setr carcerário, êle estimularia o uso dos celulares, desde que a escuta fôsse feita. Depressinha, diz êle, toda a bandidagem estaria presa, não teria era cadeia para tanta gente. E comento eu, talvez tivesse que haver cadeias cinco estrelas para certos participantes das organizações criminosas de alto conturno...
CELULARES DE CARGA PERMANENTE - se os celulares têm ingresso proibido nas prisões, êles devem ser de um tipo desconhecido por nós, que não precisem de carrego das baterias pois não se supõe que nas celas existam tomadas para a ligação dos dispositivos de carrêgo das baterias. Certamente, além da conivência para a entrada dos aparelhos, há de haver também para a providência de carrêgo das baterias. E assim de corrupçõesinhas em corrupçõesinhas o sistema carcerário vai se comprometendo com os seus "hóspedes"...
DIFERENÇAS NA EVOLUÇÃO DA ECONOMIA BRASILEIRA E NORTEAMERICANA -
Leio atualmente o livro de John Steele Gordon, " An Empire of Wealth" (Harper Collins Publishers, 2004) e estou apreciando a riqueza de pormenores com que o autor trata muitos aspectos da evolução do grande país do norte. Penso ser uma obre de leitura necessária para quem queira compreender melhor as diferenças entre os Estados Unidos e o Brasil. Não se pode alegar apenas que a qualidade dos colonozadores sob o aspecto ético foi diferente porque a Inglaterra também enviou para a sua colônia presos condenados ao degredo e portanto, gente do mesmo estôfo dos muitos que vieram para o Brasil. Mas no século XVII, quando a economia canavieira era já uma próspera atividade no nosso país, objeto até da cobiça e de invasões por parte de outros países da Europa, a América do Norte mal inciava as suas experiências para encontrar um produto que desse sustentatação às suas populações além de estar ainda numa fase exploratória nos diversos povoamentos do seu território. Porque, então, é de se perguntar, porque até hoje o Brasil vem "dando errado"! Uma das causas, certamente foi o Tratado de Methuen através do qual a Inglaterra subjugou Portugal e suas colônias. O Tratado foi firmado em 1703 tendo sido seu principal protagonista, o embaixador de S.M.Britânica em Portugal, Sir Paul Methuen cujo pai também já fôra embaixador em Portugal e que conhecia bem as fragilidades do país. Assim, em troca da concessão de preferências tarifárias para a importação pela Inglaterra do vinho do Porto, Portugal concedia virtual monopólio para as manufaturas inglêsas. Portugal continuou a ser deficitário em suas transações com a Inglaterra e cada vez mais deficitário, porém não devedor pois pagava o rombo do comercio pela transferência do ouro e diamantes que vinham do Brasil. Por outro lado a proibição, decorrente dêsse malfadado Tratado, de instalação no território português de industrias de transformação, se estendia às colônias, do que resultou caracterizar-se a economia brasileira pela atividade agro-pastoril onde preponderou a monocultura da cana de açúcar e, tempos depois, do café. Já a colônia inglêsa do norte, não tinha péias a tolher a inventividade dos seus habitantes e apesar da sua experiência agrícola e escravocrata no século XVII, também iniciava atividades industriais já em fase muito primitiva do seus desenvolvimento, o que fez a grande diferença. Além da construção de navios para a expportação de suas safras quando a América do Norte se tornaria um dos maiores construtores do mundo de navios que naquela época eram construídos com madeiras de que o país era rico, já em 1646 funcionaria uma primeira siderurgia, que no fim do período colonial significaria que forneceriam 1/7 do suprimento mundial de ferro bruto (pig iron). Em 1828 começava a implantação de ferrovia no nascente país e já ao tempo da Guerra Vivil eram mais de 45 mil quilômetros. Fato notável a se observar foi a inventividade dos colonos americanos inovando no desenvolvimento de máquinário para o trato da terra, para o processamento do algodão em carôço, e outras invenções que todas juntas potencializaram a capacidade de produção da colônia. A ferrovia levava consigo o progresso das suas margens. Em 1853 seriam feitos os primeiros experimentos de fracionamento de petroleo visando a obtenção de combustível para a iluminação (querozene) e a exploração do rpimeiro poço de petroleo começaria em 1859. Como o petroleo, encontrado em período muito precoce da evolução norte-americana e com o país já independente, o ouro também o foi, em 1848, na California, motivando a maior migração interna e no final do processo a integração de todo o território do país. Numa coisa também estamos mais de um século atraz dos Estados Unidos. Alí a corrupção campeou solta por séculos e nunca foi maior do que no período de grande desenvolvimento econômico verificado após o término da Guerra Civil (1865), o que não impediu do País se tornar a maior economia mundial e ir a pouco e pouco submetendo os corruptos em todas as atividades aos ditames da LEI. Portanto., há esperança! O livro de John S. Gordon é realmente uma leitura interessante, embora possa parecer por vêzes, um pouco ufanista demais.

2 Comments:
É um absurdo o governo obrigar às operadoras de celular a bloquear o sinal no interior dos presídios. A obrigação do Estado é impedir a entrada de celulares, mas como ele é imcompetente na sua função, transfere a responsabilidade para a iniciativa privada. A idéia da escuta telefônica é muito boa, mas a nossa polícia não trabalha com inteligêcia. Pena...
Olá, Marc! Análises brilhantes - como sempre! Questão celular: único jeito agora é bloquear mesmo. Questão Morales: é i-moral o que este indígena-cocaleiro-comunista está fazendo, insuflado pelo assassino-senil Fidel Castro e pelo não menos comunista-macaquiado Chavez (muy amigo de companero Lula...). Nossa diplomacia pisou na bola... e a terra-brasilis refém... Abs. PCSampaio www.benedictus.com.br
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