BLOG 2 DA SEMANA 12 DE 2006
DANÇARINA DEBOCHADA E ABUSADA - essa mulher que deslustra o nosso CONGRESSO NACIONAL, mais do que ele já está, ex-prefeita de uma importante cidade paulista deveria ter mais respeito para a cidadania brasileira vilipendiada como vivemos com a série de escândalos que se sucedem nas áreas mais elevadas dos poderes desta infeliz República. Todos os membros do Congresso Nacional, sabem quem são os comedores de mensalões, embora nós plebeus, não saibamos. A Comissão de Ètica da Câmara não foi procurar saber quem recebeu bolas, mensalões, ou quem de outra forma se vendeu, isto não exigiria o tempo gasto; no que a Comissão de Ética trabalhou foi para conseguir a comprovação das facaltruas de uns poucos que a Mesa Diretora encaminhou para o melhor exame dela. Não acrescento se haveria outros que, pelo que transpira deveria haver, mas os que foram levados ao exame da Comissão de Ética foram pelo menos os mais notórios. Essa Deputada Ângela Guadagnin bailar de alegria porque o seu gracioso colega deixou de ser cassado por mera questão de quantidade de votos, não significou que o deputado que recebeu a prebenda de sua corporação seja inocente, mas apenas que a sorte lhe sorriu. Agora essa dançarina tripudiar sôbre um povo que estarrecido, atônito presencia essa farra que vem a público a cada dia, está acima do tolerável. Não adianta o pedido de desculpas pois o que valeu foi a explosão espontânea de seu espírito desrespeitoso para com o País. Uma vergonha enorme a se acrescentar a todas as outras que vimos assistindo pelos noticiários, quase que diariamente. Quousque tandere Guadagnin abutere patientia nostra!
EDUCANDÁRIO SANTA MARIA GORETTI - TERESINA (PIAUÍ) - com tanta coisa ruim chegando ao nosso conhecimento numa seqüência diária terrível, abro espaço aqui para mencionar a colocação muito honrosa que alcançou o Educandário Santa Maria Giretti, de Teresina, no último exame do ENEM. Obtive alguns resultados para analisar e comparar. O primeiro fato a destacar é que enquanto a maioria dos colégios selecionou alguns dos seus concluintes do ensino médio dos seus estabelecimentos, a Diretora do Santa Maria Goretti mandou todos os seus 51 alunos concluintes, exclusão de 1, que estava doente e do que resultou uma participação de 98,1% dos seus concluintes. A média obtida pelo Sta. Maria Goretti foi de 74,03. Já, outro estabelecimento, também de Teresina que de seus 137 alunos mandou fazerem a prova apenas 71, este obteve a média de 74,89. Parabéns às duas escolas mas sobretudo para o Educandário Santa Maria Goretti pela garra que demonstrou enviando todos os seus concluintes submeterem-se ao exame. A seguir, algumas outras médias alcançadas por diversos colégios, pelo Brasil afora: Colégio São Bento (Rio), 81,9 - a maior do País -; Colégio Vértice (S.Paulo), 78,6; Colégio Pitágoras (S.Luis-MA) 69,9; Col. Anchieta (Porto Alegre - RS) 67,46; Antares - Col. Anexo (Fortaleza - CE) 64,49; Col. Galois (Brasília - DF) 68,15; Colegio Santo Agostinho (Belo Horizonte - MG) 73,98; Colegio Equipe (Recife - PE) 73,73; Colégio Anglo Brasileiro (Salvador - BA) 75,63. Observação: o que não fiquei sabendo no caso dos colégios das outras capitais é quantos alunos eles enviaram para se submeterm à prova, sôbre o total dos concludentes em cada um. Portanto, vamos parabenizar a Diretora do Santa Maria Goretti, Professora Tércia Leal, e os seus bravos alunos. Parabéns!
AINDA SÔBRE A IDA DE JUDEUS PARA O PIAUÍ NO SÉCULO XIX - ora o missivista que provocou o assunto se mostrou insatisfeito com a minha resposta arguindo não ter eu abordado para explicar como judeus, tão gregários, iriam de forma solitária migrar para paragem tão pouco hospitaleira para europeus que além da religião diferente tinham hábitos de vida possivelmente diferentes. Vamos então por partes. Primeiro é de se observar que o padrão de confôrto social na Alsácia-Lorena, ao tempo dessas migrações do século XIX não deveriam ser tão melhores do que as nossas a ponto dos imigrantes não poderem se adaptar às nossas condições; segundo é de observar-se que por mais gregário que um povo seja, êle não se move como um todo, de uma só vez, para uma região desconhecida. Os meus tios avós, ao aportarem ao Brasil, chegaram primeiramente a Fortaleza, onde já havia uma pequena comunidade de judeus franceses oriundos da Lorena: eram os BORIS, os LEVY, os GRADVHOL e talvez outros, cujos nomes eu não tenho lembranças. Aquí, possivelmente, lhes tenha sido dito que as oportunidades já estavam sendo perseguidas pelos que lhes antecederam ou por empreendedores locais; foram então mais ao norte, para a cidade de Parnaíba, de excelente localização geográfica, na foz de um rio caudaloso e de grande extensão. Não erraram na análise das oportunidades e de fato, através da navegação fluvial e dos meios de transportes de então, para dar um exemplo, sal produzido no litoral do Piauí alcançava o planalto central de Goias e essa mesma navegação trazia para Parnaíba uma grande variedade de produtos que a firma comercial dos meus tios avós logo procurava colocar nos mercados externos. Para as exportações realizadas pelos tios, êles usaram extensamente as facilidades propiciadas pela casa dos BORIS na Europa, além de manterem um contato comercial intenso com a empresa dos Boris de Fortaleza - parentes dos da Europa mas não integrando uma só organização comercial. s Boris ainda eram primos dos meus tios avós e procediam da mesma região. Saber porque não vierammais franceses para Parnaíba, é uma indagação de difícil resposta pois Parnaíba desde cêdo caracterizou-se por atrair muitos estrangeiros que nela se estabeleceram - inglêses, alemães, árabes de diversas nacionalidades, todos exercendo o comercio. As dificuldades enfrentadas pelos que aqui se estabeleceram devem ter recomendado maior prudência pois até o estado sanitário era precário em demasia. Um dos irãos dos meus tio avós que veio mais tarde juntar-se a êles veio a falecer em Parnaíba, poucos mêses após a sua chegada, em 1892. Era o irmão mais novo. Quanto ao carater gregario dos judeus, devo acrescentar que a religiosidade dos que aqui aportaram não era tão grande e que, por exemplo, em Fortaleza somente nos anos 90 do século passado vieram a se organizar como comunidade religiosa e ter um rabino. Não creio que os costumes religiosos fôssem muito observados e certamente aconteceram muitos casamentos entre pessoas de outras religiões e conversões para o catolicismo e o protestantismo, inclusive o meu casamento com uma católica e a minha recente conversão ao catolicismo, o casamento de minha irmã, já falecida, Rosemary, com um protestante e sua posterior conversão para esta religião, meu Pai, em segundas núpcias, casando-se com uma parnaíbana, o sr. Bertrand Boris, casando-se com uma cearense e assim por diante, numa miscigenação intensa.
A ARTE DE FURTAR - livrinho interessante, de autor anônimo do século XVIII, teve uma recente reedição pela L&PM Pocket editora (www.lpm.com.br). A apresentação desta nova edição é de João Ubaldo Ribeiro. O livro apareceu em 1744, como se tivesse sido impresso em 1652 e foi então atribuído ao Padre Antônio Vieira o que análises estilísticas vieram a negar. O livro cataloga os diversos tipos de ladrões e as maneiras de furtar, podendo ser um precioso compêndio para a análise de certos costumes que atormentam o atual momento da nacionalidade brasileira. "Eu ponho aqui remate a este Tratado - conclui o autor - que intitulei Arte de Furtar, porque descobre todas as traças dos ladrões, para vos acautelar delas."

2 Comments:
Interessante a história da fixação dos judeus em Parnaíba. Acho que o senhor teria muito a contribuir com a história do nosso povo se publicasse um livro sobre o assunto.
Continuo não satisfeito com a análise da vinda dos seus parentes. Mas reconheço que aprofundou já bastante. Eles vieram com dinheiro da família que ficou na Europa, como era costume? Qual foi a intensidade do relacionamento com esses parentes? Casaram? Tiveram filhos? De que religião? Se qdo eles prosperaram nem assim vieram mais conterrâneos, pq eles não procuraram voltar para sua terra, passando nos cobres o negócio? Quer dizer que criaram raízes? E o relacionamento com a colônia judáica do RJ, SP, Recife...?
Postar um comentário
<< Home