terça-feira, novembro 29, 2005

BLOG DA SEMANA 48 / 2 - ANO 1 - 2005

Ninguém me diz se os meus Blogs estão satisfazendo aos leitores, nem quais assuntos deveria abordar mais. Então decidi que vou sempre inicia-los com uma pequena conversa, seguida de um tema que procurarei desenvolver de forma mais completa e três a cinco outros tópicos menores. Os comentários são sempre vivamente solicitados. Entre os meus visitantes, brasileiros têm representado cerca de 76%, 14% seriam norte-americanos, muitos europeus e até leitores das Ilhas Mauritius, região onde durante muitos anos eu me orgulhava de ter um cliente de cêra de carnaúba. Vejam só. Sempre admirei o Professor Luciano Coutinho e li com interesse o seu artigo na Folha de S.Paulo de domingo. Motivo de indagação minha, o equilíbrio mundial apesar do sempre crescente déficit comercial norte-americano e nesse artigo do Prof. Coutinho êle explica que o Japão e a China, os dois maiores países de comercio superavitário com os Estados Unidos redistribuem êsse benefício através de um esquema inter-regional, subcontratando e descentralizando a manufatura de produtos e partes na região asiática, com destaque para a China, que, por sua vêz compra pesadamente as matérias primas de que carece, preferencialmente na Ásia mas também em outras regiões como a América do Sul. A capacidade de manufaturar competitivamente, transcrevo o que escreveu o prof. Coutinho, revela-se como a mais poderosa alavanca de crescimento. Mais que isso: permite ganhar participação global em muitos mercados e, ainda mais importante, perfazer procesos exitosos de aprendizado e de inovação tecnológica. Ainda segundo o Prof. Luciano, a melhoria nas relações de troca observadas nos três últimos anos seriam fruto da forte aceleração das importações chinesas e do boom do setor de construção civil, combinado com o aumento dos gastos militares dos Estados Unidos. Não é sensato para o Brasil baseado no que ocorreu recentemente, abdicar de vez do desenvolvimento industrial. Ao contrário, a experiência dos asiáticos mostra que o sucesso deles só foi possível através de intenso aprendizado industrial focado na construção de vantagens competitivas. Enquanto isso, sem estratpégia alguma, o Brasil continua perdido e conformado com um crescimento medíocre, câmbio desfavorável às nossas exportações e sem projeto industrial. Uma pena!
NEGOCIAÇÕES COMERCIAIS E DESINDUSTRIALIZAÇÃO - tema do artigo semanal do Ministro Rubens Ricúpero, também inserido na Folha de S.Paulo. Segundo Ricúpero, o Brasil, embora em menor escala já sofre um processo de desindustrialização que poderá se agravar se o País cair na armadilha que se prepara para as negociações da OMC. Muito esclarecedor o artigo do ministro Ricúpero, que aponta um início de pressão contra o Brasil e a Índia com os discursos do Ministro Tony Blair, na City londrina, a entrevista de Pasdcal Lamy, diretor-geral da OMC e declarações do comissário europeu Mandelson, segundo os quais os ganhos que poderemos ter na agricultura não serão gratuitos. Ricúpero ainda aponta o fato das concessões européias serem redundantes já que os subsídios que pretendem eliminar, de fato há anos, não têm serventia. Assim, a Europa, de fato não quer dar coisa alguma, mas quer levar em troca concessões significativas em reduções tarifárias de produtos industriais e abertura no setor de serviços - os cortes tarifários que propõem para os produtos industriais são maiores do que todos os cortes efetuados por êles desde o fim da Segunda Guerra Mundial e vigentes preponderantemente para as relações entre êles mesmos. A versão favorecida no momento, diz Ricúpero, obrigaria a cortart 50% das tarifas consolidadas, com efeitos devastadores para setores como o automobilístico e o que sobrou do eletrônico no Brasil. A retirada da proteção tarifária em países de economia precária como a do Brasil, cujas taxas de juros são mirabolantes, o câmbio apresentando taxas de conversão proibitivas para a nossa competitividade e a carga tributária existente desencorajam os investimentos. A FIESP deverá propor posições para o País que estimulem o investimento produtivo, capazes ainda de evitar que se acentue o padrão exportador de commodities. Sacrificar industrias dinâmicas pela agricultura de exportação é trocar o nosso futuro pelo o nosso passado. Não podemos deixar acontecer.
AS TAXAS DE JUROS, A POUPANÇA INSUFICIENTE, OS EMPRÉSTIMOS DESCONTADOS NAS FONTES PAGADORAS DOS APOSENTADOS - a impressão que muitas das vezes eu tenho é que os burocratas têm os empresários como faltos de maior visão dos problemas coletivos, focados que viveriam nos seus negócios. Assim, nem atentam bem para opiniões que divirjam das idéias dêles. A elevada taxa de juros,que segundo êles seria necessária para freiar a inflação, indispensável pela propensão a gastar do brasileiro do que decorreriam os baixos índices de poupança. Ora, não tem absurdo maior. Não há poupança justamente porque os juros estratosféricos não permitem a expansão do setor produtivo de modo a usar a sua capacidade instalada e sem poder usar a capacidade instalada que tem, a produção apenas ultrapassa o ponto de equilíbrio e assim não pode gerar poupança. Estabelecer essa taxa de juros monstruosa para favorecer os capitais forâneos, é quase um crime de lesa pátria, caso se comprove que haveriam outras alternativas para se alcançar o mesmo controle inflacionário. Certamente, os empréstimos concedidos aos aposentados para gastarem em aquisições suntuárias constituem um estímulo à inflação. Acredito que por meio do compulsório e de exigência de depósitos adicionais pelos Bancos quando fizerem aplicações de empréstimos bancários em áreas desinteressantes para as finanças do país, seria possivel manter juros mais decentes e freiar o aumento da dívida interna que já bateu no trilhão de Reais, além de manter-se a inflação sob controle. Deixaríamos também de favorecer os Banco do exterior o que tem rendido ao nosso Governo elogios copiosos dos dirigentes do países que de nossa ignorância se beneficiam.
COMO ATENDER À NECESSIDADE DE ARROZ DE 5 BILHÕES DE SÊRES HUMANOS QUE TÊM NO PRODUTO A SUA PRINCIPAL FONTE DE ALIMENTAÇÃO - na revista Plant Molecular Biology edição de novembro em curso, inclui interessante trabalho de Gurdev S. Khush, do International Rice Research Institute, de Manila, Filipinas, que aborda o tema. Diz o autor que entre 1966 e 2000, a população pobre dos paises densamente povoados cresceu 90% enquanto a produção de arroz, devido a adoção da tecnologia da revolução verde, cresceu 130% : de 257 milhões de toneladas em 1966 alcançou 600 milhões de toneladas em 2000. Mas a população dos páises consumidores de arroz continua a crescer e prevê-se que até 2030 a produção de arroz terá que crescer mais 40%, usando menos terras, menos águas, menos trabalho eutilizando menos produtos químicos. Para isto serão necessárias serão necessárias que se desenvolvam conhecimento devariedades de arroz com potencal de produção maior e mais estável. Várias abordagens convencionais e utilizando tecnicas de biotecnologia estão sendo experimentadas. A disponibilidade do conhecimento da seqüência do genoma do arroz permitirá a identificação dos 60.000 genes do arroz. Uma vez identificada a função do gene, será possível desenvolver-se novas variedades de arroz, inclusive pelo aproveitamento de genes de variedades ainda não domesticadas de arroz.
PEPTÍDIOS - peptídios são moléculas de amino-acidos de cadeias curtas. A revista Speciality Chemicals em sua edição de outubro, publicou um suplemento do qual, sem traduzir, vou transcrever parte do texto introdutório. " There has been rapid worldwide growth in peptide-related research as peptide manufacturers increasingly interact with virtually all fields of science. Research topics include the synthesis of biologically important targets, the isolation and characterisation of new products, studies of structure-activity relationship, molecular diversity, de novo design, drug delivery and discovery of new pharmaceutical agents. Although they have been known for decades, peptide therapeutics have only recently experienced significant growth. The global therapeutic peptides market in 2004 was valued at $1.1 billion and is expected to nearly double in size by 2010, according to Frost and Sullivan. The US accounts for 65% of the total market, Europe for 30%. In 2004, there were 600-700 proteins and peptides in development worlwide, with more than 40 peptides-based products commercially available, around 270 peptides in clinical phase testing and about 400 in advanced pre-clinical phases.
Acredito que seja embarcando em áreas de desenvolvimento mais recente e chegando à paridade da disponibilidade do conhecimento é que uma industria nacional poderá usufruir das vantagens do crescimento que as novas tecnologias podem oferecer. Temos que focar nossos esforços nessas perspectivas.

domingo, novembro 27, 2005

BLOG DA SEMANA 48 - ANO 1 - 2005

R E A C H (Registration, Evaluation & Authorisation of Chemicals) - esta regulamentação em tramitação na UE é objeto de preocupação de todos os setores tanto da industria européia como dos seus fornecedores, em escala mundial. Desde 1981 produtos químicos novos devem ser submetidos a registro na UE, entretanto, tal procedimento deverá ser extendido a todos os produtos químicos vendidos numa escala superior a 1 tonelada/ano exigência que os fabricantes europeus ou os importadores de lá deverão atender, dentro de uma escala de tempo e de tonelagens pré-determinada. Preve-se que essa nova legislação, quando se tornar impositiva resultará em grande impacto sôbre a disponibilidades de muitos produtos e ingredientes, bem como sôbre o preço final de muitos produtos. Essa legislação foi inicialmente proposta como uma delineamento estratégico para os produtos químicos, em 2001, em maio de2003 foi apresentação à consultação pública um primeiro texto (draft) que a comunidade internacional, através da Internet, as industrias, as ONG´s e o público em geral examinaram propondo alterações que subsidiaram a emissão de um segundo texto, em 29 de outubro de 2003. Essa segunda versão do REACH trouxe algumas modificações, como, por exemplo, a exclusão dos polímeros da exigência dos registros, a exclusão parcial de alguns intermediários e a determinação da necessidade de Relatórios de Seguridade (Chemical Safety Report), somente para produtos químicos utilizados em base superior a 10 toneladas/ano, do que decorre menos burocracia para produtos utilizados em menores quantidades. Para os usuários de insumos químicos resulta que eles passarão a ter quando a REACH entrar em vigor um reltório de segurança (Safety Data Sheet, identificado no mercado com MSDS) mais complexo, com uma Agência Central responsável pelo seu recebimento e análise, sediada em Helsinki. Estima-se que mais de 30.000 produtos deverão ser analisados. Dentro do quadro da minuta atual do Reach, a) produtos com consumo anual superior a 10 toneladas deverão ser submetidos a registro com informações da quantidade produzida, uso pretendido e o MSDS; b) produtos vendidos em volume superior a 100 toneladas/ano deverão ser avalidos pelas autoridades nacionais e eventualmente deverão produzir testes adicionais e c) produtos químicos altamente tóxicos, assim considerados os produtos carcinogênicos, mutagênicos, substâncias persistentes e sujeitas a acumulação biológica, estarão dependentes de autorização. Segundo a industria, as exigências aumentarão o custo dos insumos decorrente do aumento de custos do registro, quando necessário; obrigam a uma reformulação onerosa, criam um aumento da documentação exigida nas empresas, desnecessariamente complexas; trazem grande risco para a propriedade intelectual das formulações pela exigência de abertura das fórmulas trazendo riscos para a propriedade intelectual das mesmas; aumento dos custos e diminuição das margens de lucro para se manterem os europeus competitivos em face da concorrência estrangeira. Com toda essa apreensão, a industria européia de produtos químicos viu com desânimo a aprovação em outubro passado pela Comissão do Meio ambiente do Parlamento Europeu do projeto que passa agora para ser votado pelo plenário do Parlamento, previsto que estava para o último dia 16 do corrente, e uma votação final prevista para o primeiro quadrimestre do ano que vem, 2006. As exigências entretanto entrarão em vigor parceladamente, embora o rigor da regulamentção possa aumentar no transito do projeto pelo Parlamento.
VITAMINAS - a polpa do pequi (Caryocar coreaceum Wittm.) tem um teor de vitamina A equivalente a 200.000 U.I. por 100 gramas, bastanto 2 a 5 gramas da polpa (produto de 1 fruto) para atender às necessidades diárias de uma pessoa. O dendê tem a metade. A Acerola (Malpighia glabra L.) tem de 2.000 a 5.000 mg de Vitamina C por 100 gramas da polpa do fruto, bastanto 2 frutos para atender às necessidades diárias de uma pessoa; o cajú tem 10 vêzes menos e o limão 100 vezes menos vitamina C que a Acerola.
ÓLEOS ESSENCIAIS COMO INSETICIDAS NATURAIS - em parte, decorrencia dos trabalhos de pesquisadores da empresa norte-americana Tyra Tech ficou esclarecido como óleos essenciais de algumas plantas funcionam como inseticidas naturais, embora já se soubesse desde a antiguidade que extratos vegetais podiam ser usados como inseticidas e repelentes de insetos. Na altura dos trabalhos atualmente em curso, 5 óleos essenciais monoterpenoides foram selecionados, a saber: p-cimeno, timol, carvacrol, alfa-terpineol e L-carvacrol. Entre os insetos pesquisados está a mosca das frutas, bastante sensível ao timol e ao carvacrol. Segundo um estudo publicado pela Universidade Federal do Ceará sôbre "Óleos essenciais de plantas do nordeste" (Imprensa Universitária - UFC - 1981), o Timol e o Carvacrol foram identificados em várias espécies de Alecrim (Lippia aff, Lippia grata, Lippia sidoides, entre outras); o p-cimeno é encontrado no Velame de cheiro (Croton mucronifolius), no Alecrim do vaqueiro (Lippia alnifolia), na Almécega (Protium heptaphyllum) e no Eucalipto. E temos numerosas plantas capazes de produzirem óleos essenciais.
OUTSOURCING - com essa designação se caracteriza a compra de insumos industrias ou produtos finais de terceiros. Na industria farmacêutica é comum a compra de insumos do exterior, principalmente da China, India e agora, também da Rússia; ela também se aplica a contratos de pesquisas feitos com terceiras empresas, contratos de manufatura de produtos de acôrdo com o conhecimento e especificações do comprador. Estima-se que as economias decorrentes das compras feitas pelos paises desenvolvidas à Índia representem uma economia de 30 a 50% dos custos que teriam se produzidos nos seus países. A Índia possui 200 laboratórios oficiais e mais 1.300 do setor industrial fazendo pesquisa básica, analógica e de aplicação das pesquisas em processos; 162 Universidades e outras 32 instituições formam todos os anos 200.000 engenheiros, 5.000 PhD´s de um total de 300.000 pós-graduados e 300 a 4000 dos 17.000 estudantes, não cidadãos americanos, que completam os seus PhD´s nos Estados Unidos. A Índia oferece para empresas estrangeiras que demandem o País, custos competitivos, uma industria bem desenvolvida, uma boa estrutura para pesquisa e desenvolvimento. Das 500 maiores empresas norte-americanas listadas na revista Fortune 20% têm centros de pesquisa e desenvolvimento na Índia, sendo de destacar o centro de tecnologia da GE em Bangalore cujo investimento foi de 50 milhões de Euros onde emprega 2.400 pessoas. Mas a China e a Russia são fortes participanetes do mercado de outsourcing, onde a China se destaca no fornecimento de ingredientes iniciais.
O OUTONO DA ESTRELA: o PT chega ao poder para cair em "purgatório político - o que aconteceu? - êsse é o título de um substancioso artigo de autoria de Carlos HAAG para a revista da FAPESP, Pesquisa. A análise é interessante e, aparentemente, isenta. O texto pode ser obtido na íntegra, no endereço eletrônico da revista www.revistapesquisa.fapesp.br e o título do artigo é o mesmo que destaca êste nosso tópico. No mesmo número da revista há uma entrevista com o cientista político Leôncio Martins Rodrigues cuja leitura também será de interesse.

quinta-feira, novembro 24, 2005

BLOG DA SEMANA 47/2 - ANO 1 - 2005

WASSERSTRASSENKREUTZ - significa o cruzamento superposto de dois rios. Isto foi construído em Magdebrug, na Alemanha. A obra, que é o mais comprido viaduto europeo, tem um comprimento total de 918 metros, sendo 690 metros de um canal e o restante completado por uma ponte! Nesse sistema fluvial que conecta da parte oriental da Alemanha o MITTELLANDKANAL, com o ELBE-HAVEL-KANAL, na Alemanha Ocidental, sôbre o Rio ELBA, trafegam embarcações de grande porte e até conjuntos de embarcações de carga empurrados, o que é permitido pela largura de 228 metros da via fluvial. A construção durou 5 anos. Para quem se interessar eu posso mandar por e-mail o conjunto de fotos.
CRESCE A DEMANDA DE PIGMENTOS NATURAIS PARA ADITIVOS ALIMENTÍCIOS - segundo experiência levado a efeito na Dinamarca, pessoas adultas a quem foram oferecidos gulozeimas de seis cores diferentes, comeram mais, quando elas estavam misturadas em um só recipiente do que quando lhes foram apresentadas separadamente, uma côr em cada vaso. Na medida em que regulamentos de segurança alimentar se tornam cada vez mais estritos, mister se faz o esclarecimento quanto aos pigmentos de alimentos serem ou não ingredientes sujeitos às mesmas normas de segurança e pureza dos demais. A administração norteamericada de alimentos e drogas (FDA) classifica os pigmentos, assim considerada qualquer substância que adicione cor a um alimento, em duas categorias, uma que requer certificação e outra que não requer, estando entre estas últimas os pigmentos derivados de fontes animais, vegetaise minerais e mencionadas, freqüentemente, como sendo de fontes naturais. Pigmentos isentos de certificação devem entretanto atender a especificações legais de pureza e de identificação. Nos Estados Unidos são 40 as côres aprovadas não requerendo certificação. Já na Europa são 43 as côres aprovadas identificadas apenas pela aposição da letra "E" numa lista. Embora pesquisas tenham demonstrado que côres de origem natural, como o beta-caroteno, o licopeno, as antocianinas, a curcumina, a luteina, a zeaxantina, além da côr que transferem para o alimento, têm também efeitos benéficos à saúde sendo assim considerado também nutracêuticos. Nos EE.UU., o licopene, a luteina, a zeaxantina não estão listados como aditivos isentos de certificação. Problema a ser corrigido é que a maioria das côres naturais têm uma estabilidade limitada quando de variações de claridade, calor ou pH, no que os fornecedores se empenham a resolver dado o aumento da demanda por produtos naturais. A microencapsulação pode ser uma das solução, ou a mistura de pigmentos naturais com pigmentos artificiais de modo a aproveitar-se as vantagens de cada um. Há uma oferta mais reduzida de pigmentos naturais para as côres verde e azul. Certamente, dispomos no Brasil de matérias primas para uma produção interessante de corantes naturais dessas e de outras cores.
CIÊNCIA E TECNOLOGIA - segundo o Ministro da Ciência e Tecnologia, Dr. Sergio Rezende, uma das suas principais metas continua sendo o fortalecimento das relações entre a comunidade acadêmica e o empresariado. O primeiro responsável pela produção do conhecimento e o segundo, pela transformação dêsse conhecimento em tecnologia. Vamos esperar que a nova Lei da Inovação e os avanços recomendados na 3a. Conferência de Ciência, Tecnologia e Inovação permitam que seja alcançada essa cooperação. Um dos grandes obstáculos a serem resolvidos é a intermitência de liberações de recursos para projetos aprovados do que resulta a perda de prazos para os empresários entrarem no mercado com o produto objeto da pesquisa e, eventualmente, a perda do sigilo que deve presidir tais trabalhos, uma vez interrompida a continuidade do trabalho.
DIAGNÓSTICO PRECOCE DO CÂNCER DE PRÓSTATA - exame desenvolvido em Universidades norte-americanas (Michigan e Harvard) e no Cebntro Médico Diaconisa Beth Israel com teste de 22 proteinas, analisadas em conjunto, distinguem com mais precisão os homens com tumor em estágio inicial daqueles sem a doença. Preconiza-se o seu uso em conjunto com o teste de PSA.

terça-feira, novembro 22, 2005

BLOG DA SEMANA 47/1 - ANO 1 - 2005

Esta semana estou inovando ao indicar como número do blog, 47/1. Isto porque prevejo que esta semanahaverá, pelo menos, mais uma postagem de um blog.
UM OLHAR SÔBRE A EUROPA - um amigo meu, atualmente habitando na Eslovênia, elaborou um bem fundamentado artigo sôbre a situação dos emigrantes e seus filhos, lutando por trabalho digno, na Europa. Como Professor visitante êle está em posição privilegiada como observador da cena européia. A seguir o seu trabalho:

A Europa esta em pânico com o que esta acontecendo na Franca. Alguns europeus
podem até ter achado certa graça de acontecer isso na Franca arrogante e altiva. Mas hoje a preocupação é consigo mesmo.Não há país europeu que neste aspecto, de imigração, de pobreza de seus imigrantes, de crescimento de população islâmica, de potencial de explosão, não seja também uma Franca. Desde a rica Eslovênia, católica até a medula, que após a independência e com guerra na Bósnia, viu crescer a sua população islâmica, que exige (não pede) mesquita em uma cidade de 300 mil habitantes, que tem mais de 50 igrejas católica e 27 comunidades religiosas registradas, até a Alemanha, que tem 600 mil eleitores turcos decidindo as eleições.

O velho continente teve mobilidade populacional nas ultimas décadas, que nem sempre foi acompanhada por mobilidade social. Ou, como mostraram estes acontecimentos, talvez nunca. O problema da exploração da mão de obra dos imigrantes, necessária dentro do modelo econômico e social criado, não é novo. O novo é que a legalidade ou ilegalidade dos imigrantes, inclusive milhares de brasileiros que estão na Europa, criou condições sub-humanas de viver, com baixa empregabilidade, em uma economia que precisa ser competitiva e precisa também cada vez mais de mão de obra qualificada. E esta vem dos países do Leste Europeu, e não da África e países do Magreb e Mediterrâneo, onde o acesso às escolas é nulo.

Na Europa existe uma nova realidade, uma nova sociedade, que ainda não achou o seu modelo social. Mesmo segundas e terceiras gerações de emigrantes que, por exemplo, na Alemanha se integraram ao mundo oficial e dos negócios com muito sucesso, são considerados nesses países imigrantes. Os acontecimentos franceses estão exigindo de um lado uma reflexão profunda da Europa sobre como será a sua sociedade baseada numa miscigenação de raças e convivência de crenças. O motivo do pânico é que todos os países têm problemas para resolver. Viram-se os acontecimentos terroristas na Inglaterra, e a União Européia não mostrou força política e nem vontade de sua liderança para resolver. Esse e o problema número um da Europa neste século, e o último a ser tratado pelos governos, burocracia e os políticos de Bruxelas.

O consenso entre responsáveis é que os modelos econômicos e de relações econômicas internacionais também devem ser repensados. O perdão da dívida dos paises mais pobres é um bom começo. Exigir maior transparência dos governos dos países pobres que permanecem pobres, gerando emigrantes, enquanto seus dirigentes possuem ricas contas no exterior, é indispensável para a solução do problema. Ou seja, o problema francês se tornou um problema bem maior do que apenas um problema de um país onde inclusive os dois responsáveis diretos pela solução, o primeiro ministro Villepin e o ministro do interior (polícia) Sarkozy, estavam no início da crise mais preocupados em prejudicar um ao outro para ganhar pontos na sucessão presidencial do que em resolver o problema. E faz crescer um outro perigo: políticas ultranacionalistas e grupos de direita,veja-se o caso de LePen na França e de Haider na Áustria, que vão só piorar a situação. Portanto continuamos perante um problema que tudo mundo viu, e ninguém quis enxergar. E é um problema de extensões maiores do que se imaginava na política internacional.
Nesse assunto também é necessário refletir sobre o Brasil. De um lado, a integração dos imigrantes que não deixaram de manter seus raízes mas se tornaram brasileiros. Não há brasileiro de segunda classe, como disse um jovem francês de origem africana para os franceses não brancos nascidos na Franca,no sentido de origem de nacionalidade ou origem. Mas, de outro lado, há no sentido econômico social. A imigração criou uma sociedade mais forte, mais progressista, pode-se dizer até mais brasileira, mas não resolveu as diferenças sociais cada vez mais acentuadas, inclusive por fracasso das políticas governamentais há décadas. Certamente devemos refletir, com base nesses acontecimentos franceses, sobre que sociedade temos no Brasil. Não só por medo de termos quebra-quebra, que aliás acontece de vez em quando, mas pela responsabilidade que temos com os segmentos mais pobres da sociedade. Talvez seria justo dizer que já passou da hora, que os que enriqueceram não podem continuar ignorando o que se passa no resto da sociedade e só descobrindo como fazer dos pobres mais mercado. Uma das formas á dizer aos governos e exigir dos governos ações sociais factíveis e fazer do desenvolvimento social a prioridade econômica. Não só falar, mas agir. A França não é ali, é aqui. Diferente, tropical, mas na essência a mesma. É aqui.

Stefan SALEJ
62 anos
ex Presidente da Federação das Industrias de Minas Gerais
Professor visitante do curso de doutorado IPS Jozef Stefan, Ljubljana
A ÂNCORA DA ECONOMIA - lida a matéria do Salej, vamos para o também excelente trabalho do Dr. Marcos Oliveira, Vice-Presidente da ABIFINA, publicado na edição 209 do informe mensal desta entidade. "Um estrangeiro que aqui chegasse, com algum conhecimento do desempenho macroeconômico do Brasil e de seus principais indicadores sociais, diz êle, certamente ficaria surpreso com a difusão generalizada da idéia de que a âncora que resta ao Presidente Lula para resistir à tempestade política é o sucesso do País no campo da economia e que seus principais fiadores são o Presidente do Banco Central e o Ministro da Fazenda."
"Surpresa, prossegue êle, em primeiro lugar, porque as linhas gerais da orientação econômica do BC e do MF, não vêm do Presidente Lula, são anteriores a ele, e em segundo lugar, porque esta orientação, em tantos e tão importantes pontos equivocada, é a principal responsável pelo longo período de pífio crescimento nos indicadores de desenvolvimento do País, desenvolvimento que, afinal, é o que interessa a um país, qualquer País."
"As diretrizes do chamado Consenso de Washington, que em geralforam adotadas pelos mentores da política econômica do Brasil dêsde 1990, mostraram-se equivocadas e contraproducentes para os países em desenvolvimento (entre 1990 e 2004 a evolução do PIB per cápita, a preços de 2004, foi de apenas 14,4%, menos de 1% na média dos 15 anos, diz o articulista em outra passagem)."
Chamar o que temos aqui de política econômica bem sucedida - e até elogiada pelo Presidente George W Bush na sua recente visita ao Brasil - parece um certo exagero, prossegue o Dr. Marcos Oliveira que acrescenta"que fica mais evidente quando se vê o MF continuar a dificultar outras iniciativas governamentais em prol do desenvolvimento do País."
E para finalizar o tópico, transcrevemos o parágrafo final do artigo: " A análise da pauta de importações brasileiras mostra claramente a fragilidade nacional em produtos químicos, farmacêuticos, eletroeletrônicos, petróleo e petroquímicos, e o MDIC e o MRE, coerentemente, focaram suas iniciativas no desenvolvimento destes setores, não apenas com a velha prática de importação de tecnologias para substituir importações via fabricação local, mas agora introduzindo novas diretrizes, como a de fomento à inovação, por exemplo. Estas políticas foram gestadas em forte interação com as classes empresariais e setores da academia e gozam de respaldo público. Na sua implementação, o adversário a vencar é mais uma vez a miopia da Fazenda e seu horror aos gastos do desenvolvimento, que iriam diminuir os recursos para pagar juros, aparentemente a atividade predileta dos seus formuladores políticos. E´pouca âncora para muita tempestade."

quinta-feira, novembro 17, 2005

BLOG DA SEMANA 46 - ANO 1 - 2005

CONFERÊNCIA NACIONAL DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO - desde ontem, 16/11, está em curso, em Brasília a 3a. Conferência Nacional que sucede a uma série de conferências regionais. A do nordeste realizou-se no Recife, no final do mês de Agôsto e todos os Estados apresentaram as suas prioridades. Participamos do encontro regional e esperamos confiantes que os temas por nós desenvolvidos tenham bôa acolhida a nível nacional. Defendemos a alocação de recursos para o aproveitamento da palha de carnaúba para a produção de celulose e o aproveitamento do delta do Parnaíba, para a geração de riquezas pela adoção do sistema de criatório do salmão no Chile, que é feito em grandes tanques aramados, flutuantes, com equipamentos para o controle das condições da agua e filtração dos dejetos - os tanques têm mais de 4 ha. segundo a minha estimativa. Tenho muitas votos tiradas do navio de turismo quando visitei a região.
PREMIO DA FUNDAÇÃO BANCO DO BRASIL DE TECNOLOGIA SOCIAL - vi que essa Fundação já selecionou os 40 finalistas para a concessão dos prêmios de 2005. Entre os projetos selecionados consta um da Fund. de Formação, Pesquisa e Difusão Tecnológica para a ConviVência Sustentável com o Semi-árido, do Ceará, de uma "agroindustria de extração de óleos vegetais, acessível aos agricultores familiares, capaz de gerar renda, ensejar novas relações de trabalho em ambiente saudável. No momento em que se trata de difundir o cultivo de oleaginosas como a manona ou o pinhão (o roxo e o branco) com o objetivo de transformar tais óleos em biocombustíveis, seria o caso da UFC e da UFPi examinarem tal projeto também. O site da Fundação do Banco do Brasil é www.fundacaobancodobrasil.org.br .
FUNDAÇÃO CONRADO WESSEL - o Dr. Conrado Wessel, no início do século estudo na alemanha e ao voltar para o Brasil interessou-se e desenvolveu a produção de papel fotográfico. Os negócios não iam bem pois os fotógrafos continuavam a preferir o material importado. Amparado pelo seu lema - "insista, não desista!" que o acompanharia por toda a vida - e pelo bafejo da sorte, viu surgir a sua oportunidade com a deflagração da Revolução dos Tenentes, em S.Paulo ( 5 de julho de 1924). Após a volta da normalidade, os papéis produzidos por Wessel já tinham garantido uma fatia do mercado. A prosperidade de Wessel que já instalara a sua fábrica da Barra Funda, em prédio maior, fez choverem propostas de empresas estrangeiras interessadas em estabelecer "parcerias" e quando estrangeiros falam em parcerias duas conclusões se impõem: uma é que tecnicamente se está á frente dêles ea outra é que a parceria pode ter só mão única e não é para a gente... Mas finalmente a KODAK fez uma abordagem aceitável para o Dr. WESSEL: a Kodak construiria uma fábrica nova em Santo Amaro, com maquinário moderno, a qual seria administrada pelo Dr. Wessel por um período de 25 anos, ao fim do qual a fábrica e as patentes de Wessel passariam à KODAK. Parte da fortuna amealhada pelo Dr. Conrado Wessel constituiram o patrimônio da Fundação que leva o seu nome e que atribuiu em 2004 para os seguintes segmentos: CIÊNCIA GERAL, CIÊNCIA APLICADA AO CAMPO, CIÊNCIA APLICADA AO MEIO AMBIENTE, CIÊNCIA APLICADA À ÁGUA, MEDICINA, LITERATURA e ARTE. Desde 2002 os prêmios vêem sendo atribuidos e os de 2004 foram entregues no dia 30 de maio dêste ano. Cada premiado recebeu R$ 100.000,00 líquidos e uma escultura do artista plástico Vlavianos.
CRONOGRAMA PARA A PREMIAÇÃO DE 2005 - O prazo para o recebimento das indicações pela FCW vai até 31 de dezembro de 2005; a preparação dos dossiês dos indicados deve ser feita no período de janeiro a março de 2006, mês em que é feita a escolha por um JURI de alta credibilidade, formada por membros do CNPq, da Unifesp, da Escola Paulista de Medicina, da USP, do IEAv e muitas outras. Desejaria que uma Instituição nossa, do Piauí ou do Ceará indicasse o Professor Francisco José de Abreu Matos, mestre de todos nós que labutamos com matérias primas botânicas, grande especialista na farmacognósia de nossas reservas vegetais e o criador das "Farmácias Vivas" que tantos beneficios trouxeram e continuarão a trazer para as nossas populações mais necessitadas. Fica a sugestão e o apêlo.
SciELO - o programa SciELO Brasil é uma biblioteca eletrônica criada em 1997 com a função de reunir as melhores publicações científicas do país para o que estabeleceu regras para a inclusão dessas revistas com o que melhorou grandemente o nível técnico delas e dos trabalhos que elas publicam. Hoje são 134 revistas incluidas no programa. "Embora não tenha nascido com essa marca, a biblioteca virtual tornou-se um exemplo para um movimento que ganha corpo na comunidade científica: o "open access", que propõe o acesso livre e gratuito à informação científica" diz Francisco Marques, da FAPESP. O Brasil, prossegue êle, paga US$ 30 milhões por ano para que seus pesquisadores e universidades tenham acesso a 8.000 revistas da base Thomson ISI. O SciELO BRASIL é "open access". Site: www.SciELO.br - E-Mail sielo@bireme.br
FURACÕES E MANGUEZAIS - um documento de 1988 alertava para a necessidade de restaurar manguezais que protegiam a zona costeira, consumidos a uma razão de 60 quilômetros quadrados por ano. Naturalmente, a ineficácia dos diques (também sabida). Roger Pielke Diretor do Centro de Pesquisas em Políticas de Ciência e Tecnologia da Universidade de Colorado argumenta que o papel dos cientistas não pode limitar-se a produzir informações....precisam direcionar suas investigações para necessidades práticas. De todo o modo, pesquisadores que anteviram a tragédia não escondiam a frustração. Os prejuizos do Katrina e do Rita teriam excedido 200 bilhões de dólares e com muito menos disto será possível admitir-se uma solução para o contrôle de ciclones antes de evoluirem em sua fôrça. Michael Behar no site de hoje da revista POPULAR SCIENCE descreve várias alternativas propostas para tal fim e transcrevo àbaixo uma das engenhosas hipóteses postas em discussão...sem dúvida a solução passa por acabar com os ciclones cêdo:
"Another concept involves a squadron of cargo planes airdropping thousands of tons of a water-absorbing powder onto a hurricane to extract moisture from rain clouds. Dyn-O-Mat in Jupiter, Florida, manufactures superabsorbent products, such as garage mats designed to soak up oil from leaky cars. The firm is developing a gel that has shown promise in early trials. In July 2001, Dyn-O-Mat engineers dumped 8,000 pounds of their Dyn-O-Gel (an amount capable of absorbing 4,000 tons of water) over a small thunderstorm near the Florida coast. Within minutes, the storm disappeared from Doppler weather radar.
In a hurricane, the result would be two-fold. First, as the clouds dried out, the storm would wither. Then, as superchilled Dyn-O-Gel droplets fell into the ocean beneath a storm, they would further weaken it by cooling the warm water that fuels its growth.
Dyn-O-Mat's founder and CEO, Peter Cordani, has already arranged to lease a specially rigged 747 "supertanker" to conduct trials on actual hurricanes. Meanwhile he has assembled an all-star team of scientists from labs at Florida State University, the National Center for Atmospheric Research, NOAA and elsewhere to begin running computer models that analyze the gel's effect on larger storms. "We already know the gel works," says Cordani, who lost his home during Hurricane Frances. "Now we need to figure out how much to use and where to put it."
Many scientists are skeptical, however. Chris Landsea, a hurricane expert with NOAA, wonders whether hurricanes are simply too big and powerful to respond to human-scale tinkering. "Thunderstorm activity alone could be equivalent to 200 times global electricity production," he points out. "It's just not physically feasible to make an impact."

quarta-feira, novembro 09, 2005

BLOG DA SEMANA 45

PREMIAÇÃO DO POSTO DE PUERICULTURA SUZANNE JACOB (PPSJ) - no dia 7, segunda-feira, em solenidade realizada no Teatro do Centro Dragão do Mar, em Fortaleza, o PPSJ foi distinguido pela UNICEF em um certame onde mais de 300 instituições prestadoras de algum tipo de serviço social operando no Nordeste, entre ONGs e atividades ligadas a outras sociedades, foram avaliadas por grupo enorme do que eles chamaram de AVALIADORES.
Como não sei bem quais os critérios deles para a seleção das 40 entidades destacadas, não os comento embora não tenha visto em qualquer delas o vulto dos serviços que o PPSJ realiza.
A PONTE QUE CAIU NA BR-101, NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - fui ao CHILE no final do ano passado estendendo a estada até meados de janeiro dêste ano. Durante a minha permanência naquele País, ruiu uma ponte em uma das rodovias de lá. Pois bem, o chefe do Departamento de rodovias de lá pediu demissão imediata (olhe só a noção da responsabilidade!) e o Presidente da República demitiu o Ministro, que era também Deputado, com o fundamento de que relatórios anteriores já haviam apontado o risco que a ponte poderia apresentar. Aqui no Brasil ninguém responde por coisa alguma embora se deva entender que as remunerações mais elevadas pelos cargos de chefia e direção estejam vinculados à responsabilidade que a pessoa tem de bem cumprir a sua função e se não cumprir saber que não continua nela. E´ tão simples quanto isto: se se ganha mais porque se tem responsabilidades, se perde a função quando não se desincumbe bem destas mesmas responsabilidades. Coisas como estas e as que acompanhamos no decorrer da Comissões Parlamentares de Inquérito em curso no nosso Congresso, que estão cansando o POVO e esgarçando a tessitura social. Precisaria haver um têrmo!
CARGA TRIBUTÁRIA NO BRASIL - ao que consta os governos dos diversos níveis em nosso País custam-nos 39% do PIB nacional; por outro lado, consta que há uma evasão ou elisão fiscal da monta de 40%. Ora se 39% do PIB representa o que 60% dos contribuintes pagam de fato, se os governos arrecadassem todo o devido pelos 100%, os governos abocanhariam 65% do produto interno nacional! Tem que ter alguma coisa errada, ou os meus cálculos ou o sistema tributário nacional. Não pode ser essa voracidade arrecadadora governamental. Ninguém consegue prosperar  desta maneira, industrias não conseguem renovar o seu parque fabril erigido com enormes dificuldades que sòmente os empreendedores sabem arrostar e pagar o preço dos seus ideais e no período de grandes inovações tecnológicas que vivenciamos, como fazer o empreendedor ter empenho INOVADOR com a carga tributária que suporta. Os estímulos criados na esfera fiscal para a inovação tecnológica, recentemente, cuidam de abater reduzindo o Imposto de Renda de tais empresas. Ora e quando elas vergadas pelo peso da carga tributária não têm lucro a tributar?! Aonde está o benefício ? Outro aspecto a ser examinado é que os financiamentos públicos quando direcionados para empresas privadas exigem certificações que muitas empresas privadas escorchadas por tributos a tantos anos já não podem apresentar quando o certo seria que dentro do suporte previsto para o estímulo às iniciativas inovadoras pudesse também conferir recursos para a regularização fiscal daquelas empresas que atenderem a alguns dos requisitos que forem estabelecidos para essa finalidade ou pagar créditos fiscais que elas possam ter, independentemente de precatórios, já que os crédito tenham sido reconhecidos na Justiça.
CRESCIMENTO DO PIB - o crescimento do PIB do BRASIL neste ano deverá ser de 3,3% e para o próximo ano estima-se que será de 3,5%. Crescimento medíocre para dizer-se o mínimo. Em 2005 a China crescerá 9% do seu PIB já enorme, a Índia crescerá 7,1%, a Argentina 7,8%, a Venezuela 7,5%, a América Latina como um todo 4,1% . A elevada taxa de juros não nos permite um crescimento mais consistente, capaz de absorver os grandes contingentes de mão de obra jovem que chega ao mercado de trabalho a cada ano. Tenho me manifestado contra essa taxa idiota de juros há muito tempo acreditando que não possa ser este freio o único capaz de impedir que a inflação indesejada, retorne. Nenhum dos paises mencionados acima têm essa taxa de juros que nós temos e certamente os juros não são o único instrumento de contenção do consumo irresponsável. Diminuição sensível das taxas de juros com o aumento simultâneo dos depósitos obrigatórios dos Banco privados no Banco Central, condicionamento dos empréstimos a particulares e a fabricantes de produtos de consumo doméstico, condicionalidades para o ingresso e/ou saída de capitais aventureiros no País, redução da taxa de juros permitida aos governos de pagarem quando da captação de recursos localmente, obedecendo ao que dispõe a Constituição Federal, captação de recursos externos dentro dos limites das taxas básicas imperantes nos mercados dos países centrais, seriam medidas, em graus e combinações diversas, que poderiam contribuir, entendo eu, de modo eficaz para sofrear a inflação sem essas taxas absurdas de juros praticados no País.
COMO SAIR DA CORRUPÇÃO - o advogado Dr. Regis Fernandes de Oliveira, professos titular da Universidade de São Paulo (USP) e sócio do escritório Regis de Oliveira, Corigliano e Beneti Advogados, publicou um artigo instigador, com o título referido nesta nota. Menciona ele que "Nietzche dizia, com toda a razão, que um dos grandes erros da humanidade é confundir as conseqïências com as causas. Assevera que era comum a afirmativa de que o vício e o luxo levam um povo ou uma raça à aniquilação. Reconstituído, o problema passa a ser o seguinte: a degeneração é que leva ao luxo e ao vício. Será que estamos passaando por esta fase? Isto é, será que há um esgarçlamento dos costumes, o que leva à frivolidade e à corrupção? A falta de esperança ou a frustação operada por mais um governo - prossegue o Professor - que não se firma como comandante de grandes reformas, leva ao desencanto. O projeto de poder pelo poder, e não para o cumprimento das finalidades estampadas na nossa constituição indica perigo à frente." O artigo é tão bom que, a rigor eu deveria era transcrevê-lo todo; mas não vou fazer isto, continuando a transcrever alguns dos seus tópicos. Quem quiser o artigo todo, é só pedir que enviarei com satisfação.
A sociedade civil está envolvida em si própria, mirando o seu umbigo, diz o eminente Professor que prossegue :  "Calcula-se  que haverá uma satisfação à sociedade com a cassação de alguns deputados.  .... Psicanaliticamente, delega-se toda a indignação moral coletiva ao pecador em quastão. Efetua-se então o que se rotula de limpeza simbólica. Em verdade, há um êrro terrível de lógica ao tomar-se o todo pela a parte e de confundirem-se conseqüências com as causas. A corrupção é praga que tem de ser combatida diariamente, a cada minuto e em cada segundo. No entanto, efetuamos um entorpecimento de nossos valores para, diante de determinadas circunstâncias, arrumarmos uma desculpa para perdoarmo-nos. Sempre, diante de certa situação, damos uma auto-satisfação, desculpando-nos por pretendermos superar uma dificuldade imediate. Sempre arrumamos um argumento para justificar o êrro e sempre perdoamos o êrro dos que nos são próximos e criticamos os dos outros que não estão tão próximos."
Na continuação o professor trata de alguns temas específicos igualmente interessantes.

terça-feira, novembro 08, 2005

Edição extra sôbre CRÉDITOS DE CARBONO

Estou postando esta edição extra do meu blog para transcrever trabalho da Dra. Ana Carolina F. de Melo Brito* sôbre o tema dos créditos de carbono que poderão resultar em valioso complemento no faturamento de empresas que possam vir a vender tais créditos:


" Ciente da necessidade de medidas que revertessem os efeitos da interferência humana sobre o meio ambiente, a ONU se reuniu na chamada Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima para discutir soluções. A partir daí, foram estabelecidas responsabilidades comuns, porém diferenciadas, aos países participantes. Em 1997, na cidade de Quioto, no Japão, a partir de uma proposta formulada pelo Brasil, 141 países, chamados de Partes, assinaram um Protocolo em que se comprometeram a reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEE), que estão listados no Anexo A do referido documento. O GEE mais conhecido é o CO2 (gás carbônico), mas há outros de efeitos até mais nocivos, como o metano proveniente do lixo orgânico.
Também anexo ao documento, foram listados os países que tinham parque industrial desenvolvido e que seriam os maiores responsáveis historicamente pela emissão de tais gases. Esses são os chamados “países do ANEXO I”, que se comprometeram a, tomando por base o ano de 1990, reduzir em média 5% da emissão de tais gases no período de 2008 a 2012. Importante lembrar que os EUA não ratificaram o Protocolo, não tendo assumido tal compromisso (com a assinatura da Rússia em 2004, o Protocolo entrou em vigor). De outro lado, a Comunidade Européia estabeleceu metas de redução até 2008, antes mesmo do início do primeiro período do Protocolo de Quioto.
Para redução dos níveis de emissão, foram criados alguns mecanismos, dentre eles o MDL – Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, que é o único que interessa de forma direta ao Brasil, pois somente por ele os “países não-ANEXO I” (aqueles não listados no ANEXO I) podem assumir responsabilidades de redução, nos termos do Protocolo. Dentre outros, são “países não-ANEXO I”, o Brasil, a China e a Índia.
Pelo MDL, permite-se aos “países não-ANEXO I” tocar projetos de desenvolvimento limpo, a partir de recursos próprios ou de financiamentos dos países do ANEXO I, para que lhes sejam conferidos certificados de emissão reduzida (CER). Os CER’s funcionam como “créditos” que depois poderão ser negociados com os países industrializados, para que estes possam atingir suas metas sem comprometer a produção industrial e suas economias. Por isso, são também chamados de créditos de carbono.
Para conseguir o CER, é preciso que o projeto de MDL cumpra uma série de requisitos de ordens técnica e legal e que produza benefícios reais, mensuráveis e de longo prazo relativos à mudança do clima. Outro aspecto importante para aprovação dos projetos é o polêmico critério da adicionalidade, segundo o qual as reduções de emissões têm que ser adicionais as que ocorreriam na ausência da atividade certificada de projeto. Em outras palavras, o projeto de MDL tem que ser menos poluente do que seria a atividade sem o mecanismo. E para averiguar a existência da adicionalidade é preciso partir de um cenário de referência, onde se verifica a conduta usual, a que é praticada na atualidade. Acredita-se que tal critério deverá ser regulamentado pela Conferência das Partes, para que sejam certificados projetos que efetivamente contribuam para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.
Enquanto ainda não são definidos tais critérios, a adicionalidade tem sido verificada com relação à atividade candidata à obtenção do certificado, ou seja, de acordo com os padrões do próprio empreendimento.
O processo para obtenção de certificados tem 6 etapas: concepção do projeto, validação, registro, monitoramento, verificação, certificação e emissão dos certificados. A utilização de assessoria especializada desde o início do projeto é recomendada para facilitar o processo de desenvolvimento do projeto, bem como para assegurar o preenchimento das formalidades requeridas para a obtenção dos CER’s.
A validação das atividades do projeto de MDL deve ser conferida primeiramente por uma Entidade Operacional Designada, assim qualificada pela Conferência das Partes. Além disso, a Autoridade Nacional Designada (AND), encarregada de verificar se os projetos de MDL contribuem para o desenvolvimento sustentável do País, deverá aprovar o projeto. No Brasil, a autoridade nacional designada é a Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima, presidida pelo Ministro de Ciência e Tecnologia, que confere a carta de aprovação. Com esse documento, os proponentes podem apresentar seus projetos junto ao Conselho Executivo do MDL, sediado em Bonn.
Após o registro do projeto no Conselho Executivo, as atividades do projeto passam a ser monitoradas, para que se avalie e quantifique a efetiva redução na emissão de gases de efeito estufa. Mediante tal comprovação, outra Entidade Operacional Designada deverá emitir certificação dos resultados finais, para que somente então seja emitido o CER correspondente ao total de toneladas de CO2 de emissões reduzidas. Somente em projeto de pequena escala pode ser utilizada apenas uma Entidade Operacional.
Por fim, vale ressaltar que não só os CER’s, mas os próprios contratos/projetos poderão ser negociados em bolsas, o que já vem sendo feito. No Brasil, o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em convênio com a Bolsa de Mercadoria e Futuros, está desenvolvendo o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões que já conta com banco de projetos. Assim, os projetos de MDL são registrados e classificados e os participantes do mercado poderão noticiar suas intenções de compra e venda.
Os créditos de carbono, enfim, representam um importante sistema de controle ambiental, que passará a ser parte do dia a dia de grandes empresas, no Brasil e no mundo. Às empresas cabe reconhecer rapidamente essa realidade, observando as novas oportunidades e se preparando para novas formas de negócios e concorrência._______________
*Advogada do escritório Trigueiro Fontes Advogados

sexta-feira, novembro 04, 2005

Antecipando por motivo de viagem o blog do dia 5/6 de novembro, próximos

Como estarei viajando neste final de semana, antecipo a postagem do meu blog semanal. Revendo o meu Blog do dia 1/10 vi que ao mencionar o livro da Shell errei no título quanto à data até onde vão os cenários; o título é "The Shell Global Scenarios to 2025".
Também no Blog do dia 16/10, ao tratar do aproveitamento das baixas temperaturas das águas dos oceanos a profundidades profundas, escrevi que em 1074, dizia eu aos meus alunos... Como não sou nenhum Matusalém, retifico a data para 1974. As duas retificações (e há inúmeros êrros menores) valem mais como lembrança da importância dos dois temas: a leitura dos cenários elaborados pela a SHELL e o maior conhecimento das propostas do Dr.John Craven. Para os meus leitores do exterior aqui vai um ligeiro comentário da situação política no Brasil.
Aparentemente, a situação do partido governante fica cada vez pior e pode se refletir na estabilidade do Presidente da República. Os trabalhos da Comissão de Ética do Congresso prossegue, embora enfrentando obstáculos ao seu desempenho antepostos pelos políticos cujos mandatos estão na alça de mira. s trabalhos das Comissões Parlamentares prosseguem igualmente, sendo que um dos relatores, o da CPMI dos Correios demonstra excelente capacitação na análise da documentação recebida pela CPMI e já chegou à conclusão de que os supostos "empréstimos do sr. Marcos Valério ao PT teriam sido, de fato, transferências de recursos recebidos pela a sua agência, do Banco do Brasil, a título de antecipações de pagamentos por serviços a serem prestados. Uma tristeza.
O JABORANDI COMO TÕNICO CAPILAR - há muitos anos um estrangeiro visitando o nosso país observou que trabalhadores que faziam o serviço de enfardamento das folhas de jaborandi tinham muitos pêlos no nariz, além de apresentarem uma exudação acima do normal para as populações da área, habituadas à temperatura. O efeito do chá de jaborandi para provocar suor e baixar febres, já era conhecido pelos nossos indígenas; o efeito do extrato de jaboradi para estimular o crescimento dos cabelos e para a saúde do couro cabeludo foi melhor estudado em vários anos de pesquisa. O Hospital São Luis, de Paris, utilizando preparações feitas com extrato do jaborandi chegou à evidência de seu bom efeito no combate à seborréia conforme estudos publicados ao tempo. Como a seborréia é um dos fatores determinantes na queda precoce de cabelos, quando não haja uma causa hormonal, o combate à mesma é um fator para a preservação e auxiliar no crescimento dos cabelos. A ALPEX BRASIL LTDA. começou há algum tempo a preparar um XAMPU  feito utilizando extratos de jaborandi e de outras plantas da região nordestina, cujo produto vem exportando para os Estados Unidos há mais de ano, em escala experimental. Ela desenvolveu também um TÔNICO CAPILAR. Ambos os produtos começarão em breve a ser comercializados em nosso País.
JORNALISTA DORIS DE GUZMAN - registro, com satisfação, a presença entre nós da jornalista Doris de Guzman, editora do departamento de Óleos, Graxos e Cêras da importante publicação especializada norte-americana, "CHEMICAL MARKET REPORTER" que vem ao nosso País, a convite dos Refinadores de Cêra de Carnaúba dos Estados do Piauí e do Ceará. O objetivo da visita, por parte da jornalista é melhor compreender o processo produtivo da cêra de carnaúba e o nosso será o de, através da divulgação que ela venha a fazer estimular o ingresso no mercado de distribuição do produto no grande País do hemisfério norte, de distribuidores menores que possam atingir nichos de mercado que os grandes atacadistas que monopolizam o comercio do produto nos Estados Unidos não têm interesse em fazer. A cêra de carnaúba, ainda que utilizada em pequenas quantidades numa formulação tem efeitos sinérgicos capazes de resultar em economias de outros ingredientes e só um pequeno distribuidor dedicado as essa escala menor de comércio poderá alcançar tais utilizadores, a nosso ver.
MERCADO DA CÊRA DE CARNAÚBA - os preços dos diversos tipos de cêra de carnaúba ainda não se firmaram, apesar da elevação dos preços de todos ingredientes da industria química em geral, em todo o mundo. Desde 1995 quando o preço médio atingiu o valor de US$2.66 por libra peso, em 2004 êste mesmo preço médio foi de US$ 1.00. Acreditamos que as exportações que cresceram 25% no lapso de 10 anos, poderão crescer mais rápido se para isto houver demanda, mas será necessário que o mercado se normalize, que os especuladores se retraiam e que os preços passem a apresentar uma tendência firme de alta continuada, de modo que os preços dos tipos de cêra de carnaúba 3 e 4 dobrem de preço de forma gradativa e continuada, e os preços das ceras do Tipo 1 e do Tipo 2 aumentem pelo menos uns 30 a 40 por cento. Seriam condições satisfatórias. Como os programas atualmente existentes de financiamento da produção não estão surtindo efeito, não é improvável que medidas governamentais visando o estudo das condições de operação da produção, com o aporte das experiências de vários organismos federais, possam vir a ser adotadas. No Piauí foi organizada uma Cadeia Produtiva da Carnaúba, com o suporte do Ministério da Ciência & Tecnologia, e no Ceará uma Câmara Setorial da Carnaúba funciona talvez de modo mais eficiente mas ambas sem lograrem resultados efetivos porque, da parte dos produtores, êles olham mais "a galinha do vizinho" e almejam tornarem-se exportadores, sem contudo conhecerem de fato os mecanismos do mercado e da parte dos exportadores, muitos estão vinculados a relacionamentos antigos com clientes do exterior, ou até fazem parte de organizações multi-nacionais e não se desvinculam de tais relacionamentos para a análise. Dentro da Cadeia Produtiva da Carnaúba foram obtidos pela Universidade Federal do Piauí, alguns financiamentos para o desenvolvimento de um Secador Solar semelhante ao demonstrado por nós só que desmontável, bem como para novos equipamentos destinados ao corte das folhas de carnaúba e à batição das palhas sêcas - êsses dois desenvolvimentos ainda a serem demonstrados.
NUTRACÊUTICOS - PROBIÓTICOS - PREBIÓTICOS - na medida em que os mercados se desenvolvem e aumenta o interesse do público por produtos de origem natural benéficos à sua saúde, a industria do setor vai criando um vocabulário próprio de modo a melhor caracterizar cada produto levado ao mercado. Então a denominação de nutracêuticos se aplica a produtos de uso alimentar, sejam êles alimentos integrados ou aditivos para os produtos alimentares, e que trazem efeitos benéficos à saúde - os anti-oxidantes, por exemplo. Produtos Probióticos são produtos lácteos contendo culturas de lacto-bacilos e que originalmente só eram contidos em produtos láticos mas embora 60% dos probióticos lançados no mercado no últimos dois anos eram produtos láticos, entretanto, 40%  são produtos contendo culturas de micro-organismos sob a forma de bombons, sorvetes e outras guloseimas. Prebióticos seriam então carboidratos, não digeríveis, oriundos de vegetais, incorporados em pães, cereais, biscoitos, carnes e também em produtos láticos, dirigidos primariamente a beneficiar o trato digestivo, ao estimular o crescimento e a atividade benéfica da flora intestinal.
HORMÔNIO DO CRESCIMENTO na PVP Sociedade Anônima fizemos uma primeira venda experimental de um produto que seria um precursor do Hormônio do Crescimento. E´ muito promissor êste nicho de mercado.
A SOJA E A ISOFLAVONA -  a revista International Food Ingredientes, em sua edição de Out./Nov. dêste ano, traz um interessante artigo da Dra. Michelle Jones sôbre o uso da soja e os possíveis efeitos negativos da isoflavona na Tiróide. Soja, diz a articulista tem sido uma importante fonte de proteína na Ásia, onde também a incidência de doenças como o câncer de seio e doenças cardíacas é muito menor do que no ocidente. Em 1999 o FDA permitiu o uso de rótulos em alimentos e bebidas contendo proteína de soja indicando o seu efeito na redução do teor de colesterol. Embora para essa permissão do FDA tenham sido conduzidos estudos relevantes do produto, pesquisadores do Instituto Nacional do câncer nos Estados Unidos, levantaram recentemente uma hipótese quanto ao efeito negativo da ISOFLAVONA no funcionamento da tireóide, entretanto chegaram à conclusão de que o uso de produtos derivados da soja não repercutem negativamente nas funções da tireóide, desde que a situação do teor de iodo no usuário esteja adequado, entretanto, o uso de alimentos preparados com soja poderão afetar o organismo e a função da tireóide quando esta já não apresentar um bom funcionamento e a ingestão de iodo for baixa.
FOTOS DO DELTA DO PARNAÍBA E DA ÁREA DE CULTIVO DE SALMÃO NO CHILE -  de um leitor dos meus blogs e amigo, recebi solicitação do envio das fotos do Delta do Parnaíba, da área no Chile onde se processa o cultivo do Salmão e dos mariscos e dos tanques do criatório que fotografei, de longe. Já vou mandar, com muita satisfação.