domingo, outubro 30, 2005

Blog de 29-30 de outubro

Meus amigos, a pauta de hoje é enorme e creio que ficará matéria para outra edição dêste BLOG. Digam-me se vale a pena continuar a fazê-lo, ou se fazendo devo limitar os meus leitores.
BANDA DE LATA DE PPSJ FAZ GRANDE SUCESSO ! - desde 1938, portanto há cerfca de 67 anos, a minha família mantém uma instituição de assistência social na comunidade de Parnaíba que inicialmente chamou de Lactário Suzanne Jacob, homenagem de meu Pai Roland Jacob à memória de minha mãe, já então falecida. O Lactário começou dando leite de gado, mucilagem de arroz, leite em pó especial, de acôrdo com prescrições de umpediatra que tínhamos na instituição; em 1984 passamos a adotar o chamado "leite de soja" e em 1985 ganhamos o prêmio da Câmara de Comercio Americana no Brasil pelo compromisso social da empresa com a sua comunidade. Além do leite distribuido, dávamos também a massa de cereais e medicamentos quando necessários. O Lactário começou com menos de 50 crianças que recebiam diariamente 6 mamadeiras em cestinhas de arame tendo todas as mamadeiras devolvidas da véspera sido lavadas e autoclavada - um trabalho grande. Depois fomos crescendo, ajudado, durante um certo tempo pelo programa de Alimentos pela Paz, programa do EE.UU. e administrado pela Caritas em nosso País. Nos anos mais recentes, chegamos a 400 crianças, até o momento em que minha mulher, Ilenir e eu, cuidávamos da entidade. Passada a gestão para o meu filho Roger e sua espôsa, a Luana, a instituição que já então passara a se chamar POSTO DE PUERICULTURA SUZANNE JACOB, ganhou enorme amplitude. Ela conta hoje com apôios de entidades multinacionais, e estendeu o alcance de suas atividades para jóvens de até 16 anos, quando antes só chegávamos aos 6 anos de idade e com muito sacrifício... As atividades também se diversificaram como uma consulta ao web-site da entidade poderá melhor esclarecer www.ppsj.org.br . Entre as várias atividades empreendidas criou-se uma banda de percussionistas que utiliza apenas latas vazias e bombonas plásticas para a produção ds títimos e as crianças assistidas pelo PPSJ integraram a banda sendo instruídas por um "maestro" local. No última dia 26 a dupla de cantores ZÉZÉ DI CAMARGO E LUCIANO    tinha programado um show na cidade e o meu filho e a minha nora Luana acharam que poderiam propiciar a uma parte dos integrantes da Banda de Latas uma oportunidade de coonhecerem pessoalmente dois artistas tão apreciados na área e de fazer isto com uma demonstração particular da bandinha para êles. Pensado e feito. Conseguiram da administração do hotel em que a dupla e seus assessores estava hospedada um local e a OPORTUNIDADE. Após as apresentação das pessoas e a demonstração das crianças, os dois aristas perguntaram se as crianças não quereriam ir ao show com êles e se exibirem para a platéia, antes do show dos dois artistas, o que as crianças aceitaram com entusiasmo e para lá foram todos : uma platéia de mais de 15.000 pessoas que em nada intimidou as crianças que fizeram uma excelente demonstração aplaudida pór todos e objeto de comentários de toda a cidade desde então, até agora quando redijo estas linhas. A dupla ainda presenteou o PPSJ com um cheque de R$ 50.000,00 - alegria geral !!! Tanto no site acima indicado como no blog do PPSJ  http://ppsjacob.blogspot.com poderão ser vistas fotos da bandinha no palco com Zézé di Camargo e Luciano "paparicando" ao lado delas. Agradeço muito aos dois pela grande oportunidade que deram as essas crianças . São eventos como êstes e outros que a entidade procura desenvolver que aumentam a resiliência e a determinação de vencer dessas crianças da nossa terra. Obrigado, obrigado, obrigado !
ECONOMIA E ELEIÇÕES NA ARGENTINA - muito interessante o artigo do Prof. Paulo Nogueira Batista Jr. publicado na coluna "Opinião Econômica" que êle mantém, às quintas feiras no jornal Folha de S.Paulo do dia 27 do corrente, do qual transcrevo o trecho final: A política fiscal da Argentina é prudente, mas sem os exageros de aluno-modelo da equipe brasileira. O setor público argentino gera superávits primários expressivos, mas não com cortes de investimentos e outros gastos prioritários nem com tributação escorchante. Apesar de superávits primários inferiores aos brasileiros, o resultado global das contas públicas (incluindo despesas financeiras) tem sido positivo -enquanto as nossas são deficitárias, apesar dos cortes de investimentos públicos, do regime de economia de gastos não-financeiros e da pesada carga tributária. A razão é óbvia: o Tesouro argentino não tem que arcar com os juros estratosféricos do Brasil. Ao contrário, na Argentina, os juros de curto prazo têm sido negativos em termos reais. Talvez até demais.Como diria Nelson Rodrigues, se aparecesse por lá algum Henrique Meirelles, seria caçado a pauladas, como uma ratazana prenhe.
GENÉRICO TAMIFLU - na edição passada dêste "noticioso único" (como diria o Andrea sôbre o pequeno jornal manuscrito que êle editou durante o tempo em que estudámos no Colégio Franco Brasileiro, no Rio de Janeiro) demos a notícia de que a firma CIPLA LTD., da Índia se apresta a lançar o genérico do Tamiflu. Agora é a Roche Holdings AG. quem adverte não se dispor a abrir mão de sua patente do Tamiflu, alegando, também, ser necessário conhecimento e experiência especiais para produzir o medicamento que segundo ela estaria protegido até o ano de 2016. Cientistas dizem que embora o medicamento não cure a gripe asiática, minimiza os seus efeitos e poderá evitar uma mutação do virus que permita a contaminação entre humanos já que atualmente êle só passa de aves para humanos. O Govêrno da Índia, entretanto, vai autorizar as empresas CIPLA LTD. e RANBAXY LABORATORIES Ltd. a produzir as versões genéricas do medicamento já que a Índia pelo acôrdo firmado com a OMC se obrigou a partir de janeiro dêste ano a reconhecer as patentes de produtos utilizados em medicamentos patenteados a partir de 1995, entretanto a Roche não patenteou o Tamiflu na Índia. Diante do fato da Roche não ter capacidade de vender toda a quantidade demandada pelo mundo, inclusive já suspebdeu vendas para os Estados Unidos, Canadá e Japão, pelo fato dêsses países estarem acumulando estoques excessivos do produto, é de perguntar-se se a Índia poderá exportar os seus genéricos ainda que para países que respeitem patentes feitas nêles pela a Roche.
COLESTEROL - o laboratório PHARMASCIENCE, da França, pertencente ao grupo Solvay Pharmaceuticals, no Brasil integhrado pelo Laboratórios Sintofarma S/A, vende um produto "Piascladine 300" (aliás de preço muito elevado), composto por 100 mg do óleo insapunificável do abacate e 200 mg do óleo insaponificável de soja e mais os excipientes hidroxitolueno butilado e dióxido de silício coloidal. A indicação do medicamento é para ósteoartrose, tratamento de quadros dolorosos de artrose de quadril e oelhos e como coadjuvante no tratamento de periondontites e gengivites. Em recente artigo publicado na revista Nutraceuticals World, em que Michael Yatcilla, PhD, Vice-Presidente de Pesquisa e desenvolvimento da empresa NATROL,  da Califórnia e Jeniffer Haid, Ed.D., analista senior de produtos ao consumidos da empresa Iconoculture Inc., de Minneapolis (MN), fazem uma revisão dos produtos nutracêuticos indicados para uso em doenças cardiacas e concluem o tópico em que tratam da mistura acima referida: "This interesting mixture has undergone extensive clinical testing in France and shows very promising results for cholesterol management."  Os policosanois são igualmente uteis no gerenciamento de taxas mais elevadas de Colesterol e como estimulantes para a produção do BOM COLESTEROL, o HDL.
SISTEMA GERAL DE PREFERÊNCIA (SGP) - o govêrno norte-americano manteve o Brasil incluído no SGP acordado pelo país "como reconhecimento ao esfôrço que o Brasil empreende no combate à pirataria", exigindo, entretanto que o Brasil não torne rotina a quebra de patentes de medicamentos fabricados por laboratorios norte-americanos e nem subsidie as exportações de algodão. Talvez as exigências norte-americanas possam ser decabidas entre nações soberanas mas demonstra uma preocupação com o setor privado daquêle país que o nosso govêrno em negociações recentes com a China e a Russia, para citar somente êstes exemplos, não teve.
O CUMPRIMENTO DAS TAREFAS - há poucos dias fui a um hospital público de Fortaleza falar com um dos médicos que lá trabalham. Enquanto esperava observei um limpador do chão, equipado com o mesmo equipamento que ví em uso em um outro hospital, êste, particular e também de Fortaleza. No público, o vaso com água trazia uma água muito suja, quase preta, embora êle acabasse de sair da sala de depósito, onde imagino que tudo alí estaria em condições de "início de trabalho"; pois bem, o funcionário saiu com o equipamento, molhando com o escovão que umedecia no balde com água imunda, um pouco aqui, um pouco alí mas, de fato sem molhar o chão, apenas umedecendo. No hospital particular o funcionário molhava o escovão e com êle molhava o chão; em seguida enxugava o escovão e o chão que ficava limpo, impecável - já no hospítal ´´ublico aquela água suja ao secar se misturava com a sujeira anterior, deixando o chão mais sujo ainda. Deve ter sido resultado de atitude semelhante essa dos fiscais federais deixando passar gado infectado de aftose dos países vizinhos para contaminar o nosso rebanho, sem que tivessem, de fato, a conciência do mal que poderia resultar. Blandície brasileira que precisa acabar, indisciplina, displicência, e talvez, também, corrupção... do mesmo tipo que resulta na permissão para o livre trânsito de caminhões com um peso excedente ao limite estabelecido pelo fabricante para que a carga seja toda ela corretamente distribuída pelos pneus do veículo, resultando daí essas estrada esburacadas que temos.
Mas a fiscalização na construção e nos reparos das estradas não é também viciada pelo mesmo procedimento?
ROLAND JACOB - o professor José Nelson de Carvalho Pires editou e lançou há poucos dias um livro entitulado "A PARNAÍBA QUE EU VÍ". Livro inbteressante onde rememora várias passagens de nossa atribulada vida de pequena cidade de um pequeno Estado, entretanto, dispondo de homens com visão de futuro pouco comuns. Nêsse livro o prof. José Nelson homenageia o meu Pai, Roland Jacob, e sou-lhe grato por isto. Me emociono sempre que relembro o meu Pai e quando pessoas de mim se aproximam para externarem a satisfação que mantém em suas vidas de haverem privado com o meu Pai, seja com empregados, amigos ou colaboradopres de qualquer natureza. Há poucos dias estava em umrestaurante e na saída, enquanto cumprimentava um conhecido, aproximou-se um senhor, mais ou menos da minha idade, para expressar a sua satisfação de me comprimentar já que tinha conhecido o meu Pai e sido nosso funcionário em 1942, e com êle trabalhara. Que beleza !
ÁGUA OXIGENADA PARA BEBER ! - loucura geral! Eunquanto são produzidos anti-oxidantes para o seqüestro do oxigênio livre no côrpo, água com a incorporação de moléculas de oxigênio - sete vêzes mais do que na água comum - está ganhando mercado, embora sem muito suporte científico. De fato e 2004 já foram vendidos 100 milhões de litros dêsse tipo de água, nos Estados Unidos,  Europa ocidental e Japão. Aparentemente o nicho dêsse mercado se encontra nas atividades esportivas.
 
 

sábado, outubro 22, 2005

uma nova postagem de meu blog

Entrevista de Jacks Rabinovich concedida à Carta IEDI de 14 de Outubro - o sr. Rabinovich foi um grande empresário e realizou grandes empreendimentos industriais, pelo que merece muita atenção tudo o que ele disse. Aqueles que desejarem receber a entrevista na íntegra poderão solicitar-me. Respondendo à pergunta de como ele vê o momento atual do Brasil, ele diz: "Com quase 76 anos eu já vi muita coisa, mas nada parecido com o que ocorre neste momento. O PT acabou com a macrocorrupção, instituiu a microcorrupção e socializou-a." Mas a entrevista tem muita coisa mais positiva que indica a importância de uma sua leitura. "O meu conselho para um jovem empreendedor, afirma Rabinovich, é: sem trabalho não se vai a lugar algum e é preciso ter dedicação completa àquilo que se pretende fazer. Também é indispensável ter humildade. Todas as vezes que eu me dei mal foi quando eu perdi a humildade."
Remédios Genéricos começam a ser disponibilizados em máquinas automáticas nos Estados Unidos: os fabricantes de genéricos nos Estados Unidos não distribuem amostras grátis aos médicos, o que é muito salutar como fator de barateamento dos custos; o laboratório Aetna Inc. está entretanto introduzindo a instalação de máquinas automáticas em clínicas médicas que aprovem a sua instalação, tendo sido favorável a reação dos médicos que afirmam dessa maneira poderem os seus clientes testarem logo o efeito da medicação receitada. Essas máquinas automáticas dispensam a medicação para 30 dias do tratamento, mediante a formalização de um acôrdo com o médico que deve colocar uma senha no momento do uso da máquina.
Genes humanos estão sendo objeto de pleitos patentários: de fato 18,5% dos genes humanos já foram patenteados nos Estados Unidos, apesar de proibição legal. Os patenteadores alegam pequenas alterações no uso para a obtenção das patentes. Somente 1 gene de câncer de útero (BRCA 1) é objeto de 14 patentes, e prossegue a notícia da Newsletter: "As the number of gene patents increased in the late 1990s, mainly due to the explosion of genomics-based companies, concern grew that too many parties were claiming a stake on gene sequences, says Ms. Rai. Some companies were patenting sequences on a mass scale, without a clear knowledge of what those genes did, she says".
Genérico do TAMIFLU está disponível em janeiro/fevereiro do próximo ano fabricado na Índia: o TAMIFLU, até hoje a única medicação eficaz para o combate à GRIPE AVIÁRIA, é produzido na Suíça pela empresa ROCHE HOLDINGS AG (Hoffmann-La Roche) que não pode atender à demanda pois muitos países estão acumulando estoques com temor da chegada dessa grave epidemia. O sr. Yusuf K. Hamied, "chairman" do laboratório indiano que lidera naquele país a produção de produtos genéricos CIPLA LTD., de MUMBAI, informa que estará produzindo o similar genérico em condições de alcançar o mercado a partir de janeiro/fevereiro do próximo ano.
Dr. John Piña Craven - a maneira como me referi à tecnologia desenvolvida pelo Dr. Craven pode ter parecido desairosa, entretanto quero aqui reiterar o meu aplauso pelas idéias dele e informar que o Dr. Craven é um PhD em engenharia marinha, tendo participado como chefe do departamento de projetos especiais da marinha norte-americana de grandes desenvolvimentos como o projeto POLARIS de lançamento de foguetes a partir de submarinos... e ele já está faturando com o novo empreendimento dele, o que é importante e alvissareiro.
O Alcance de nossas postagens - pelas estatísticas que recebemos, além de leitores no Rio, São Paulo,Brasília, Teresina, Fortaleza, Campinas, Contagem, fomos também lidos em Lisboa, Viena, Toronto, Milão (salve! Andréa Massarani meu colega de ginásio no Brasil), Paris (parentes meus!) e New Haven (USA). Aguardo comentários bem como solicitações do que disponibilizo para enviar mediante solicitação dos interessados. Vamos fazer este canal de comunicação ser duplo e interessante para todos.
Anti-oxidantes - o nosso organismo produz oxigênio ativo ( O2 ) importante para a realização de múltiplas etapas na formação de partes do nosso corpo, iniciação e modulação da atividade imunológica, na destruição de bactérias invasoras, na destruição de células cancerosas. Quando produzidos em excesso, o que decorre de stress, infecções, traumas, exposições a ambientes tóxicos, e outras possíveis causas, esses chamados radicais livres por não serem mais demandados para as funções a eles atribuídas e já exercidas, é que a natureza destruidora deles se manifesta. Os radicais livres são responsáveis pelo envelhecimento da pessoa humana - entre outras causas - e por outras perturbações, especialmente no sistema nervoso uma vez que êsses radicais podem danificar as microscópicas partículas incluídas em cada célula humana, responsáveis pela produção de energia necessária para as atividades assinadas para cada célula - as mitocôndrias. Danificadas elas irão produzir mais produtos pro-oxidantes, degenerando num processo que se autoperpetua. Algumas doenças como o mal de ALZHEIMER e o de PARKINSON, têem entre as diversas características dessas doenças, a produção insuficiente de energia mitocondrial, do que resultam inflamações, aumento da produção de ferro no cérebro, atividade anti-oxidante insuficiente. No Mal de Parkinson um outro fator é acrescentado que é a incapacidade do fígado de processar e eliminar várias toxinas ambientais.
Na PVP Sociedade Anônima, produzimos vários anti-oxidantes como seja a RUTINA, a QUERCETINA, a ISOQUERCETRINA todos empregados como antioxidantes poderosos. Novos produtos estão sempre sendo pesquisados, inclusive pela nossa empresa. As vendas de tais produtos são sobretudo feitas para o exterior.
COLESTEROL - o uso de istatinas para o combate ao colesterol, tem sido o grande negócio para muitos laboratórios. O LÍPITOR elaborado com atorvastatina, da Pfizer, é o carro chefe nas vendas dessa empresa. Nessa tendência mundial para o consumo de produtos de orígem natural, vem sendo recomendado o uso de TOCOTRIENOIS, no combate aos índices elevados de colesterol. Tocotrienois são fitoquímicos encontrados em grande quantidade no óleo de palma, também rico em vitamina E (tocoferois) e que estão sendo denominados de Vitamina "T". E´ possível que encontremos tocotrienois em quantidades substanciais em óleos de sementes de nossa região. A ação dos tocotrienóis na redução do colesterol tem sido objeto de maior atenção científica.
UMA VERGONHA A SER ESCONDIDA, DAÍ AS LETRAS MENORES...- essa suposição da classe política brasileira de que eles estejam acima da lei leva à destruição do nosso sistema republicano de govêrno e do nosso sistema de direito legislado. UMA VERGONHA MESMO !     

domingo, outubro 16, 2005

Postando um novo blog

UM POUCO SÔBRE AS MINHAS ATIVIDADES DE EMPRESÁRIO
 
Creio necessário dizer um pouco do que faço para que algo do que venha a escrever possa ser melhor compreendido. Embora já avançado na idade, ainda participo da direção de empresas comerciais (concessão de veículos automotores, loja de variedades) e de empresas industriais, estas no setor de cêras (sobretudo de carnaúba), de extratos vegetais (antioxidantes, açúcares especiais, alcaloides) e  de cosméticos apoiados nos extratos produzidos. Áquêles dos meus leitores que tiverem ibteresse em conhecer melhor qualquer dos setores acima nessas empresas nas quais participo, podem solicitar as informações que desejarem e eu responderei dentro do meu possível. Entretanto, os websites das empresas PVP, SOCIEDADE ANÔNIMA e TROPICAL CÊRAS DO BRASIL LTDA. já dará uma informação sôbre a linha de produtos dessas empresas enquanto o site da empresa de cosméticos, a ALPEX BRASIL LTDA. ainda está em elaboração - a linha atual dela é de xampús e tônico para evitar a queda de cabelos e combater a caspa, com grande eficácia... diga-se de passagem. No setor de loja, administramos a Loja Rosemary, em Parnaíba (PI), pertencente à Casa Marc Jacob S.A., da qual participo e no setor de veículos automores, somos concessionários, desde 1957 da Mercedes-Benz, atualmente denominada DaimlerChrysler do Brasil Ltda., na revenda de chassis de caminhgões e ônibus. Com essa montadora mantemos uma concessionária em Floriano (PI), cujas vendas são bastante satisfatórias, embora com a baixa lucratividade que o setor atravessa há muitos anos e em Teresina (PI) mantemos a atividade no setor de peças e oficinas, inclusive com um ativo setor de lanternagem, embora com um conflito com a concedente que já se arrasta há mais de 8 anos onde, todavia, esperamos saiamos vencedores.
 
PORTO DE LUIS CORREIA
 
Em um dos meus blogs mencionei que tenho fotos obtidas do sistema GOOGLE EARTH onde se evidencia estar o nosso desejado pôrto marítimo do Piauí completamente assoreado, obstruído, o que é extremamente danoso para o nosso Estado e uma pena quando se rememora as lutas épicas que o comércio de Parnaíba sempre empreendeu por tal ideal. Me dispus a enviar a imagem por e-mail para quem a solicitasse e continuo no aguardo, embora seja mais simples se adequar para receber a imágem diretamente no Google.
 
SECAGEM DAS PALHAS DE CARNAÚBA
 
Há cerca de 5 anos a PVP que ainda naquele tempo conduzia os negócios do setor de cêras que transferimos para a Tropical, fez erigir em Campo Maior um secador experimental para a secagem das palhas de carnaúba. E´ do pó que se desprende dessas palhas após a sua secagem que se processa e produz a cêra de carnaúba. Pois bem, demonstrámos que as palhas secadas nos secadores construídos em plásticos, com estrutura de madeira (umna construção barata), têm incremento no volume de pó produzido da ordem de 42% mas que, de fato, resulta em um aumneto de mais de 100% na cêra final porquanto o pó cerífero usualmente produzido contém grande quantidade de impurezas e resulta em apenas 64% de cêra, enquanto o pó colhido das palhas secadas nos secadores solares, como denominámos, produzem 94% de cera. Falamos de 3,3 gramas de cêra final por palha sêca ao tempo, contra 6,8 gramas de cêra final por palha secada no secador solar e cêra de muito melhor qualidade pois que não terá sido contaminada pelas impurezas das terras que se agregam às palhas extendidas para secagem nos lastros usados usualmente. São cerca de 4 bilhões de palhas cortadas anualmente num período de cinco e meio mêses. Disponibilizamos aos produtores projetos para a construção de secadores plásticos com capacidade para 10.000 e 20.000 palhas que serão secadas em um dia ou um dia e meio, de acôrdo com o teor de umidade com que são postas a secar, enquanto que no sistema tradicional levam de 4 a 5 dias para serem sêcas. Há 3 anos, o Govêrno do Estado do Piauí, na gestão do hoje Senador "Mão Santa", obteve recursos e fez construir dois novos secadores solares experimentais, sendo um em Campo Maior (PI) e outro em Nazária, próxima de Floriano (PI)e professores da UFPI operaram o secador de Campo Maior, oportunidade em que foram comprovadas todas as nossas reivindicações quanto ao aumento da produtividade do sistema. Estimulados por nós e financiados pelo FINEP, professores da Universidade Federal do Piauí, desenvolveram um secador, também coberto por plástico, de formato circular, obedecendo aos mesmos conceitos teóricos (princípios físicos) que comprovamos serem válidos, só que desmontável, já que a maior parte dos produtores de carnaúba são arrendatários dos carnaubais e não desejam fazer obras permanentes nessas propriedades. Os dois tipos de secadores não utilizam qualquer forma de energia salvo o calor do sol e os princípios físicos que regem os fluxos de ar e o regime do mesmo quando é aquecido. Vamos esperar que o sistema seja gradualmente adotado pelos os produtores, já que na nossa perspectiva, a demanda pelo produto será crescente nos próximos anos. Em um próximo blog trataremos do volume das exportações do produto e seus preços.
 
APROVEITAMENTO DA BAIXA TEMPERATURA DAS ÁGUAS PROFUNDAS DOS MARES
 
Sempre encontramos alguém que podemos considerar mais loucos do que nós próprios.... Há anos, quando começava a crise energética, dizía em classe aos meus então alunos (já fui professor, quando essa atividade que exercí sem remuneração alguma, era necessária para fixarmos em Parnaíba (PI) um centro universitério), pois bem, dizia eu aos meus alunos, em 1074, que a energia carburante do futuro seria a gerada pelo HIDROGÊNIO, e eu imaginava que pequenas ilhas artificiais oceânicas, dotadas de pequenas usinas atômicas geradoras de energia produziriam a energia suficiente para a extração do hidrogênio da água do mar e transportá-lo por meio de ditos sub-marinos, para a terra onde seria comprimido ou incorporado em células do gás. Agora, a revista WIRED de junho passado (pag. 113-116) trás um artigo de Carl Hoffman reportando as idéias do sr. John Piña Craven que propõe o uso das águas muito frias bombeadas das zonas muito profundas dos oceanos ábaixo dos 1.000 metros, cujas temperaturas são próximas às do congelamento, para acelerar o crescimento e a produção de frutos, gerar frio em aparelhos de ar condicionado preparados para essa utilização e gerar energia (!). Para explorar essas suas idéia John Craven criou uma empresa a Common Heritage Corporation (CHC) e um dos seus associados no programa que implanta no Hawaí, o sr. Stephen Oney, Vice-Presidente da firma Ocean Engineering and Energy Systems, de Honolulu, que irá produzir os tubos para a CHC nêsse projeto do Hawaí, diz que os dados científicos e a tecnologia já estão disponíveis. A firma dêle recentemente ganho um contrato para construir uma usina de energia utilizando essa tecnologia, para a marinha norte-americana, na base dela na ilha de Diego Garcia e, diz o articulista, Oney "sonha com o dia em que plataformas flutuantes utilizando essa tecnologia (OTEC) produzirão hidrogênio suficiente para satisfazer todas as necessidades de energia do mundo."  Fiquei com inveja positiva (pode haver êsse tipo de inveja geradora de novos conceitos e iniciativas?) !
 Bom por hoje eu vou parando aquí. Não se pode mais dizer vou ficando aquí porque o verbo adquiriu novos significados para a nossa juventude...

sábado, outubro 01, 2005

Continuando a conversa

Os meus filhos, que também receberam a minha primeira mensagem feita no BLOG, acharam o meu texto muito extenso, pelo que procurarei ser mais enxuto hoje.
Imagens do DELTA DO PARNAÍBA que obtive no GOOGLE EARTH e dos tanques de criação de peixes usados no Chile e que eu vi ao fazer turismo na região, poderão ser solicitados pelos os interessados e eu atenderei com satisfação.
Comecei a ler o livro publicado pela a SHELL (Publicação da Shell International Limited) "The Shell Global Scenarios to 2005"  (Global Business Environment - SI-PXG, Shell Centre, London, SE1 7NA, UK) que promete ser uma leitura interessante, embora difícil. Maiores informações poderão ser obtidas no "site" http://www.shell.com/scenarios  e o endereço é pxg@shell.com .
Ainda na parte introdutória, o trabalho reporta sôbre um projeto desenvolvido pelo sr. Joel Kurtzman, ex-editor da Harward Business Review onde êle procurou determinar o Índice de Opacidade de cada país, cujo índice forneceria uma estimativa dos efeitos adversos da opacidade sôbre o custo e disponibilidade de capitais nos 48 países examinados.
O índice é baseado em 65 variáveis objetivas, obtidas de 41 fontes diversas, incluindo o banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, e autoridades nos países considerados.
O índices oferece o "O-Factor", índice de opacidade, considerando 5 áreas que afetam mais diretamente os mercados de capitais, a saber: 1. corrupção na burocracia governamental; 2. leis reguladoras de contratos e direitos de propriedade; 3. políticas econômicas( fiscal, monetária e tributária); 4. padrões contábeis e 5. legislação comercial. A opacidade, falta de clareza, em qualquer dessas áreas elevará o custo da realização de negócios, além de reduzir a oferta de créditos.
De forma a dar uma estimativa do custo real associado a essa opacidade, o autor calculou o custo sob a forma de porcentagem de juros acrescidos ou deduzidos que seriam requeridos por investidores norte-americamos para realizarem investimentos no exterior.
No estudo, o fator de opacidade (O-Factor) dos Estados Unidos é 21 e a taxa de juros equivalente é ZERO; a Finlândia tem o mais baixo O-Factor da tabela, 13 e a taxa equivalente de juros é de -1,83. A Indonésia é a lanterninha da tabela, com um O-Factor de 59 e uma taxa de juros equivalente de 8,54%. O Estudo dá ao Brasil um O-Factor de 40 que corresponde a um custo adicional de aplicação de capitais de 4,29%, melhor do que o México, do que a Rússia, do que a Índia, do que a China, entre outros.
Num estudo de cenários que se propõem a antecipar tendências até o ano 2025, o que se pergunta é qual a influência de fatos como os que se revelaram no nosso país, recentemente, como os escândalos dos Correios, do Mensalão, do Mensalinho e a visível aceitação pelas lideranças de boa fração da elite política do País da existência de "caixas 2" desde que para uso em campanhas políticas , em tais cenários, como os seus autores poderão retificar avaliações como essas feitas do grau de opacidade de um País? Outra observação interessante, também, que se deve colocar, é saber-se qual a influência de uma taxa negativa como a indicada para o Brasil para quem vai fazer aplicações no nosso país onde os juros mensais são mais de 4 vêzes essa taxa penalizadora atribuída a êle? E´outro mundo que ignora o nosso!
Traduzimos um comentário conclusivo desta página do livro: "Há uma ironia nos fatos encontrados. Muitos dos mercados emergentes estão ansiosos para oferecer incentivos tributários para estimular investimentos, freqüentemente sob a forma de concessões nas taxas dos tributos de forma a atrair investimentos diretos no País. A taxa de juros equivalentes à opacidade implica em que uma redução nas causas dessa opacidade pode, essencialmente, substituir tais incentivos fiscais. Em outros termos, reformas domésticas que impliquem na redução dos fatores de opacidade, podem ser tão efetivas quanto reduções tributárias no estímulo aos investimentos internos e na atração de investimentos externos diretos - sem o sacrifício da receita tributária" (Confronte pag. 36 da obra citada).
Desde 1981 a companhia de petroleo SHELL, organiza cenários através dos quais procura discernir o essencial dos mercados futuros.  Arie de Geus, quando Diretor dessa empresa participou do desenvolvimento de um primeiro e pioneiro trabalho na empresa. O livro de sua autoria, " A Empresa Viva", é uma leitura instigante embora as condições reinantes em nosso País sejam tremendamente negativas para a valoração de trabalhos dessa natureza. Afinal, quem leva a melhor: quem trabalha racionalmente, estuda cenários, aplica-se no estudo do seu mercado, dos seus produtos, em inovação tecnológica que se tenta estimular, ou quem navega nas sombras dessa economia de mensalões e "legalização" de dinheiros recebidos de forma escusa ? Com empresas publicitárias de crescimento vertiginoso ou empresas aquí estabelecidas com acesso aos juros não canibalescos aqui praticados? Talvez o estudo da SHELL ignore as peculiaridades do nosso País para o qual suas vistas, considerando tudo o que sabem dêle e que é muito menos do que agora sabemos existir, se restrinja ao potencial do nosso mercado no seu rítimo tacanho de crescimento.
Se fui prolixo, me desculpem... Irei me disciplinando... aos poucos!