BLOG DA SEMANA 46 - ANO 1 - 2005
CONFERÊNCIA NACIONAL DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO - desde ontem, 16/11, está em curso, em Brasília a 3a. Conferência Nacional que sucede a uma série de conferências regionais. A do nordeste realizou-se no Recife, no final do mês de Agôsto e todos os Estados apresentaram as suas prioridades. Participamos do encontro regional e esperamos confiantes que os temas por nós desenvolvidos tenham bôa acolhida a nível nacional. Defendemos a alocação de recursos para o aproveitamento da palha de carnaúba para a produção de celulose e o aproveitamento do delta do Parnaíba, para a geração de riquezas pela adoção do sistema de criatório do salmão no Chile, que é feito em grandes tanques aramados, flutuantes, com equipamentos para o controle das condições da agua e filtração dos dejetos - os tanques têm mais de 4 ha. segundo a minha estimativa. Tenho muitas votos tiradas do navio de turismo quando visitei a região.
PREMIO DA FUNDAÇÃO BANCO DO BRASIL DE TECNOLOGIA SOCIAL - vi que essa Fundação já selecionou os 40 finalistas para a concessão dos prêmios de 2005. Entre os projetos selecionados consta um da Fund. de Formação, Pesquisa e Difusão Tecnológica para a ConviVência Sustentável com o Semi-árido, do Ceará, de uma "agroindustria de extração de óleos vegetais, acessível aos agricultores familiares, capaz de gerar renda, ensejar novas relações de trabalho em ambiente saudável. No momento em que se trata de difundir o cultivo de oleaginosas como a manona ou o pinhão (o roxo e o branco) com o objetivo de transformar tais óleos em biocombustíveis, seria o caso da UFC e da UFPi examinarem tal projeto também. O site da Fundação do Banco do Brasil é www.fundacaobancodobrasil.org.br .
FUNDAÇÃO CONRADO WESSEL - o Dr. Conrado Wessel, no início do século estudo na alemanha e ao voltar para o Brasil interessou-se e desenvolveu a produção de papel fotográfico. Os negócios não iam bem pois os fotógrafos continuavam a preferir o material importado. Amparado pelo seu lema - "insista, não desista!" que o acompanharia por toda a vida - e pelo bafejo da sorte, viu surgir a sua oportunidade com a deflagração da Revolução dos Tenentes, em S.Paulo ( 5 de julho de 1924). Após a volta da normalidade, os papéis produzidos por Wessel já tinham garantido uma fatia do mercado. A prosperidade de Wessel que já instalara a sua fábrica da Barra Funda, em prédio maior, fez choverem propostas de empresas estrangeiras interessadas em estabelecer "parcerias" e quando estrangeiros falam em parcerias duas conclusões se impõem: uma é que tecnicamente se está á frente dêles ea outra é que a parceria pode ter só mão única e não é para a gente... Mas finalmente a KODAK fez uma abordagem aceitável para o Dr. WESSEL: a Kodak construiria uma fábrica nova em Santo Amaro, com maquinário moderno, a qual seria administrada pelo Dr. Wessel por um período de 25 anos, ao fim do qual a fábrica e as patentes de Wessel passariam à KODAK. Parte da fortuna amealhada pelo Dr. Conrado Wessel constituiram o patrimônio da Fundação que leva o seu nome e que atribuiu em 2004 para os seguintes segmentos: CIÊNCIA GERAL, CIÊNCIA APLICADA AO CAMPO, CIÊNCIA APLICADA AO MEIO AMBIENTE, CIÊNCIA APLICADA À ÁGUA, MEDICINA, LITERATURA e ARTE. Desde 2002 os prêmios vêem sendo atribuidos e os de 2004 foram entregues no dia 30 de maio dêste ano. Cada premiado recebeu R$ 100.000,00 líquidos e uma escultura do artista plástico Vlavianos.
CRONOGRAMA PARA A PREMIAÇÃO DE 2005 - O prazo para o recebimento das indicações pela FCW vai até 31 de dezembro de 2005; a preparação dos dossiês dos indicados deve ser feita no período de janeiro a março de 2006, mês em que é feita a escolha por um JURI de alta credibilidade, formada por membros do CNPq, da Unifesp, da Escola Paulista de Medicina, da USP, do IEAv e muitas outras. Desejaria que uma Instituição nossa, do Piauí ou do Ceará indicasse o Professor Francisco José de Abreu Matos, mestre de todos nós que labutamos com matérias primas botânicas, grande especialista na farmacognósia de nossas reservas vegetais e o criador das "Farmácias Vivas" que tantos beneficios trouxeram e continuarão a trazer para as nossas populações mais necessitadas. Fica a sugestão e o apêlo.
SciELO - o programa SciELO Brasil é uma biblioteca eletrônica criada em 1997 com a função de reunir as melhores publicações científicas do país para o que estabeleceu regras para a inclusão dessas revistas com o que melhorou grandemente o nível técnico delas e dos trabalhos que elas publicam. Hoje são 134 revistas incluidas no programa. "Embora não tenha nascido com essa marca, a biblioteca virtual tornou-se um exemplo para um movimento que ganha corpo na comunidade científica: o "open access", que propõe o acesso livre e gratuito à informação científica" diz Francisco Marques, da FAPESP. O Brasil, prossegue êle, paga US$ 30 milhões por ano para que seus pesquisadores e universidades tenham acesso a 8.000 revistas da base Thomson ISI. O SciELO BRASIL é "open access". Site: www.SciELO.br - E-Mail sielo@bireme.br
FURACÕES E MANGUEZAIS - um documento de 1988 alertava para a necessidade de restaurar manguezais que protegiam a zona costeira, consumidos a uma razão de 60 quilômetros quadrados por ano. Naturalmente, a ineficácia dos diques (também sabida). Roger Pielke Diretor do Centro de Pesquisas em Políticas de Ciência e Tecnologia da Universidade de Colorado argumenta que o papel dos cientistas não pode limitar-se a produzir informações....precisam direcionar suas investigações para necessidades práticas. De todo o modo, pesquisadores que anteviram a tragédia não escondiam a frustração. Os prejuizos do Katrina e do Rita teriam excedido 200 bilhões de dólares e com muito menos disto será possível admitir-se uma solução para o contrôle de ciclones antes de evoluirem em sua fôrça. Michael Behar no site de hoje da revista POPULAR SCIENCE descreve várias alternativas propostas para tal fim e transcrevo àbaixo uma das engenhosas hipóteses postas em discussão...sem dúvida a solução passa por acabar com os ciclones cêdo:
"Another concept involves a squadron of cargo planes airdropping thousands of tons of a water-absorbing powder onto a hurricane to extract moisture from rain clouds. Dyn-O-Mat in Jupiter, Florida, manufactures superabsorbent products, such as garage mats designed to soak up oil from leaky cars. The firm is developing a gel that has shown promise in early trials. In July 2001, Dyn-O-Mat engineers dumped 8,000 pounds of their Dyn-O-Gel (an amount capable of absorbing 4,000 tons of water) over a small thunderstorm near the Florida coast. Within minutes, the storm disappeared from Doppler weather radar.
In a hurricane, the result would be two-fold. First, as the clouds dried out, the storm would wither. Then, as superchilled Dyn-O-Gel droplets fell into the ocean beneath a storm, they would further weaken it by cooling the warm water that fuels its growth.
Dyn-O-Mat's founder and CEO, Peter Cordani, has already arranged to lease a specially rigged 747 "supertanker" to conduct trials on actual hurricanes. Meanwhile he has assembled an all-star team of scientists from labs at Florida State University, the National Center for Atmospheric Research, NOAA and elsewhere to begin running computer models that analyze the gel's effect on larger storms. "We already know the gel works," says Cordani, who lost his home during Hurricane Frances. "Now we need to figure out how much to use and where to put it."
Many scientists are skeptical, however. Chris Landsea, a hurricane expert with NOAA, wonders whether hurricanes are simply too big and powerful to respond to human-scale tinkering. "Thunderstorm activity alone could be equivalent to 200 times global electricity production," he points out. "It's just not physically feasible to make an impact."
In a hurricane, the result would be two-fold. First, as the clouds dried out, the storm would wither. Then, as superchilled Dyn-O-Gel droplets fell into the ocean beneath a storm, they would further weaken it by cooling the warm water that fuels its growth.
Dyn-O-Mat's founder and CEO, Peter Cordani, has already arranged to lease a specially rigged 747 "supertanker" to conduct trials on actual hurricanes. Meanwhile he has assembled an all-star team of scientists from labs at Florida State University, the National Center for Atmospheric Research, NOAA and elsewhere to begin running computer models that analyze the gel's effect on larger storms. "We already know the gel works," says Cordani, who lost his home during Hurricane Frances. "Now we need to figure out how much to use and where to put it."
Many scientists are skeptical, however. Chris Landsea, a hurricane expert with NOAA, wonders whether hurricanes are simply too big and powerful to respond to human-scale tinkering. "Thunderstorm activity alone could be equivalent to 200 times global electricity production," he points out. "It's just not physically feasible to make an impact."

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