Postando um novo blog
UM POUCO SÔBRE AS MINHAS ATIVIDADES DE EMPRESÁRIO
Creio necessário dizer um pouco do que faço para que algo do que venha a escrever possa ser melhor compreendido. Embora já avançado na idade, ainda participo da direção de empresas comerciais (concessão de veículos automotores, loja de variedades) e de empresas industriais, estas no setor de cêras (sobretudo de carnaúba), de extratos vegetais (antioxidantes, açúcares especiais, alcaloides) e de cosméticos apoiados nos extratos produzidos. Áquêles dos meus leitores que tiverem ibteresse em conhecer melhor qualquer dos setores acima nessas empresas nas quais participo, podem solicitar as informações que desejarem e eu responderei dentro do meu possível. Entretanto, os websites das empresas PVP, SOCIEDADE ANÔNIMA e TROPICAL CÊRAS DO BRASIL LTDA. já dará uma informação sôbre a linha de produtos dessas empresas enquanto o site da empresa de cosméticos, a ALPEX BRASIL LTDA. ainda está em elaboração - a linha atual dela é de xampús e tônico para evitar a queda de cabelos e combater a caspa, com grande eficácia... diga-se de passagem. No setor de loja, administramos a Loja Rosemary, em Parnaíba (PI), pertencente à Casa Marc Jacob S.A., da qual participo e no setor de veículos automores, somos concessionários, desde 1957 da Mercedes-Benz, atualmente denominada DaimlerChrysler do Brasil Ltda., na revenda de chassis de caminhgões e ônibus. Com essa montadora mantemos uma concessionária em Floriano (PI), cujas vendas são bastante satisfatórias, embora com a baixa lucratividade que o setor atravessa há muitos anos e em Teresina (PI) mantemos a atividade no setor de peças e oficinas, inclusive com um ativo setor de lanternagem, embora com um conflito com a concedente que já se arrasta há mais de 8 anos onde, todavia, esperamos saiamos vencedores.
PORTO DE LUIS CORREIA
Em um dos meus blogs mencionei que tenho fotos obtidas do sistema GOOGLE EARTH onde se evidencia estar o nosso desejado pôrto marítimo do Piauí completamente assoreado, obstruído, o que é extremamente danoso para o nosso Estado e uma pena quando se rememora as lutas épicas que o comércio de Parnaíba sempre empreendeu por tal ideal. Me dispus a enviar a imagem por e-mail para quem a solicitasse e continuo no aguardo, embora seja mais simples se adequar para receber a imágem diretamente no Google.
SECAGEM DAS PALHAS DE CARNAÚBA
Há cerca de 5 anos a PVP que ainda naquele tempo conduzia os negócios do setor de cêras que transferimos para a Tropical, fez erigir em Campo Maior um secador experimental para a secagem das palhas de carnaúba. E´ do pó que se desprende dessas palhas após a sua secagem que se processa e produz a cêra de carnaúba. Pois bem, demonstrámos que as palhas secadas nos secadores construídos em plásticos, com estrutura de madeira (umna construção barata), têm incremento no volume de pó produzido da ordem de 42% mas que, de fato, resulta em um aumneto de mais de 100% na cêra final porquanto o pó cerífero usualmente produzido contém grande quantidade de impurezas e resulta em apenas 64% de cêra, enquanto o pó colhido das palhas secadas nos secadores solares, como denominámos, produzem 94% de cera. Falamos de 3,3 gramas de cêra final por palha sêca ao tempo, contra 6,8 gramas de cêra final por palha secada no secador solar e cêra de muito melhor qualidade pois que não terá sido contaminada pelas impurezas das terras que se agregam às palhas extendidas para secagem nos lastros usados usualmente. São cerca de 4 bilhões de palhas cortadas anualmente num período de cinco e meio mêses. Disponibilizamos aos produtores projetos para a construção de secadores plásticos com capacidade para 10.000 e 20.000 palhas que serão secadas em um dia ou um dia e meio, de acôrdo com o teor de umidade com que são postas a secar, enquanto que no sistema tradicional levam de 4 a 5 dias para serem sêcas. Há 3 anos, o Govêrno do Estado do Piauí, na gestão do hoje Senador "Mão Santa", obteve recursos e fez construir dois novos secadores solares experimentais, sendo um em Campo Maior (PI) e outro em Nazária, próxima de Floriano (PI)e professores da UFPI operaram o secador de Campo Maior, oportunidade em que foram comprovadas todas as nossas reivindicações quanto ao aumento da produtividade do sistema. Estimulados por nós e financiados pelo FINEP, professores da Universidade Federal do Piauí, desenvolveram um secador, também coberto por plástico, de formato circular, obedecendo aos mesmos conceitos teóricos (princípios físicos) que comprovamos serem válidos, só que desmontável, já que a maior parte dos produtores de carnaúba são arrendatários dos carnaubais e não desejam fazer obras permanentes nessas propriedades. Os dois tipos de secadores não utilizam qualquer forma de energia salvo o calor do sol e os princípios físicos que regem os fluxos de ar e o regime do mesmo quando é aquecido. Vamos esperar que o sistema seja gradualmente adotado pelos os produtores, já que na nossa perspectiva, a demanda pelo produto será crescente nos próximos anos. Em um próximo blog trataremos do volume das exportações do produto e seus preços.
APROVEITAMENTO DA BAIXA TEMPERATURA DAS ÁGUAS PROFUNDAS DOS MARES
Sempre encontramos alguém que podemos considerar mais loucos do que nós próprios.... Há anos, quando começava a crise energética, dizía em classe aos meus então alunos (já fui professor, quando essa atividade que exercí sem remuneração alguma, era necessária para fixarmos em Parnaíba (PI) um centro universitério), pois bem, dizia eu aos meus alunos, em 1074, que a energia carburante do futuro seria a gerada pelo HIDROGÊNIO, e eu imaginava que pequenas ilhas artificiais oceânicas, dotadas de pequenas usinas atômicas geradoras de energia produziriam a energia suficiente para a extração do hidrogênio da água do mar e transportá-lo por meio de ditos sub-marinos, para a terra onde seria comprimido ou incorporado em células do gás. Agora, a revista WIRED de junho passado (pag. 113-116) trás um artigo de Carl Hoffman reportando as idéias do sr. John Piña Craven que propõe o uso das águas muito frias bombeadas das zonas muito profundas dos oceanos ábaixo dos 1.000 metros, cujas temperaturas são próximas às do congelamento, para acelerar o crescimento e a produção de frutos, gerar frio em aparelhos de ar condicionado preparados para essa utilização e gerar energia (!). Para explorar essas suas idéia John Craven criou uma empresa a Common Heritage Corporation (CHC) e um dos seus associados no programa que implanta no Hawaí, o sr. Stephen Oney, Vice-Presidente da firma Ocean Engineering and Energy Systems, de Honolulu, que irá produzir os tubos para a CHC nêsse projeto do Hawaí, diz que os dados científicos e a tecnologia já estão disponíveis. A firma dêle recentemente ganho um contrato para construir uma usina de energia utilizando essa tecnologia, para a marinha norte-americana, na base dela na ilha de Diego Garcia e, diz o articulista, Oney "sonha com o dia em que plataformas flutuantes utilizando essa tecnologia (OTEC) produzirão hidrogênio suficiente para satisfazer todas as necessidades de energia do mundo." Fiquei com inveja positiva (pode haver êsse tipo de inveja geradora de novos conceitos e iniciativas?) !
Bom por hoje eu vou parando aquí. Não se pode mais dizer vou ficando aquí porque o verbo adquiriu novos significados para a nossa juventude...

2 Comments:
parabens pela mudança. mais assuntos, maior interesse.
olá bloggero! essa idéia de usar agua fria das altas profundidades é bem insitgante. Na verdade creio que essa época de transição da economia do petroleo para uma outra matriz será um momento de grande criatividade da espécie humana. Tempos de incerteza, sem dúvida não são?
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